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quinta-feira, maio 09, 2002

É assim que eu fico quando tomo café no meio da tarde:

* * *
Ok. Talvez a sua relação com música não seja como a minha. Eu levo a sério o que ouço. Tem coisas que eu gosto, ou que gosto porque são diferentes, ou porque são boas, ou apenas divertidas. Mas às vezes presto atenção em certos aspectos técnicos que me emocionam. E não estou falando de guitarristas punheteiros ou uma produção *tecnicamente* perfeita.
Estou falando de produção com tesão. De como chorei da primeira vez em que prestei atenção em "Da Doo Ron Ron", depois de anos gostando da música, e pensei no Phil Spector, e em tudo o que a produção dessa faixa representa pra mudança de padrões da indústria fonográfica, e em como isso foi feito COM TESÃO.
Então aqui estou, ouvindo dois discos dos Beach Boys seguidos: o "Little Deuce Coupe" e o "All Summer Long". Aí acontece de eu estar no ônibus, um calor puto, e arrepiada pelos backings de "Little Honda" e pela maneira sublime como cada um entra no "run, a-run, a-doo-run run" em "Car Crazy Cutie", e de repente até aquele "Go!" seguido da entrada dos instrumentos em "Little Honda" me emociona.
Isso porque não é o "Pet Sounds" que está aqui.
São discos da fase "felizinha" deles, que os críticos não apontam como "genial", como fazem com o Pet Sounds. Mas tem os arranjos vocais, tem a produção esmerada e tem melodias 'catchy'. Tem letras que, apesar de beirarem a ingenuidade, são bem construídas. Quando você começa a prestar atenção nos Beach Boys e no histórico pessoal dos caras, você passa a ouvi-los com outros ouvidos. E passa a se emocionar com essas coisas. Daí a efetivamente começar a *SENTIR* toda música que você ouve, é um pulo.

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