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quarta-feira, junho 22, 2011

Protesto... pra que mesmo?

E cá estou, novamente, me desculpando pela ausência. Isso já está ficando constrangedor. Mas é que, bem, ando trabalhando, estudando, cuidando da casa, cozinhando e agora a bandinha está tocando. Não que eu tenha parado de escrever. Longe disso. Tenho até escrito bastante, mas veja bem: tem o pessoal que me paga e tem o pessoal que me dá nota pelo que escrevo. Aí já viu...

Essas últimas semanas foram marcadas por marchas e protestos, o que também já está ficando constrangedor, já que ultimamente nego deu pra marchar e protestar por direitos que as pessoas JÁ têm, como a tal da Marcha da Liberdade ("pelo direito de fazer passeata"), o protesto contra o cancelamento do festival de Santa Teresa (detalhe: arte desplugada nunca foi proibida de acontecer na rua), o dos skatistas da Praça XV (esse sim, com razão!), o do Código Florestal (que deve ter sido vazia, porque a juventude engajada carioca prefere fazer protesto pelo direito que já existe de fazer passeata ou tocar em lugares públicos), e agora vai ter a tal da slut walk, porque um babaca no CANADÁ falou algo mais ou menos como 'mulheres que se vestem de vagabundas pedem pra ser estupradas' e aí no BRASIL nego resolveu fazer passeata. Não sei muito bem qual é o resultado pretendido desta ação. A real é que não sei muito bem onde essa modinha de protestos, marchas e passeatas vai dar. Sou pessimista, creio sinceramente que uma marcha ou passeata tem efeito quando tem adesão massiva e, óbvio, quando é um evento isolado. Essas passeatas de 100 pessoas em Copa, com um malabarista à frente e cartazes coloridos... sei não, hein? Lá na minha terra, isso tem outro nome.

Cid tá dizendo que vai organizar uma marcha pelo direito de fumar onde bem entender. Vai esbarrar com a marcha pelo direito de não respirar cigarro, que eu provavelmente vou ajudar a organizar. Lá na poplist, sugeriram uma 'marcha pelo temaki mais barato', o que eu acho uma causa nobilíssima. Sou a favor também do protesto "Chega de protesto!". Pelo direcionamento da energia para coisas mais produtivas, como FAZER música em vez de ficar só protestando pelo direito de tocar, de ANDAR de bicicleta em vez de protestar pelo direito de andar de bicicleta (a bicicletada é um ótimo exemplo de como uma oportunidade de pedalar em massa pra garantir a segurança do ciclista está virando um... protesto), protesto em prol da minha paciência, que já tá acabando com esse monte de micareta disfarçada de protesto.

E vocês? Têm visto algum protesto bizarro nos últimos tempos?

domingo, junho 12, 2011

Como transformar uma galinha em um dinossauro

Cid, homem inteligente e sagaz, já havia me falado sobre a semelhança entre aves e dinossauros. "Não, tá brincando!", mas depois de ver os esqueletos lado a lado, você até acha que faz sentido e que avestruzes são descendentes diretas dos grandes lagartos.

ema ema ema
Grauuuuurrr!

Então vimos a incrível TED Talk de Jack Horner, paleontólogo das estrelas, sobre como a premissa de 'Parque dos Dinossauros' é completamente equivocada e, se você quer mesmo reconstruir um dinossauro, basta modificar geneticamente uma galinha:



Simples assim!!!! :-)

Impressionante, eu diria. Porque o argumento é convincente e vai além da mera análise de formato dos esqueletos: Horner fala sobre atavismo, enquanto namorado (que acho que gostaria de ter sido paleontólogo também) se emocionava e dava pulos de alegria aqui do lado.

Aí resolvi imaginar como seria um galinhossauro... seria mais ou menos assim:

Galinhossauro

Feliz dia dos namorados, baby.

E você sempre esteve certo sobre isso.

sábado, junho 04, 2011

A primeira turma de mutantes

Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Qualquer coisa antes disso era O Conjunto, O'Seis, mas Mutantes não era. Brinks. Vamos falar de cinema. Afinal, estou há UMA SEMANA sem entreter vocês! Como assim?

* * *

Bom, há uma explicação e, se vocês querem saber, o filme que eu vi na 3a foi 'X-Men - Primeira turma' (me recuso a chamar de 'Primeira classe'), o filme sobre a origem de uma turminha de mutantes do barulho.

Sem spoilers: a essa altura, se você não correu no cinema no fim de semana de estreia, mesmo assim você já sabe que o filme se passa nos anos 60, o que quer dizer 'guerra fria', e isso diz uma parte sobre o que você pode esperar: January Jones está praticamente uma Bond Girl com sua Emma Frost...



...e Kevin Bacon, bem, um dos melhores vilões do cinema desde o coronel Hans Landa.


http://www.youtube.com/watch?v=7caY2tmKtcM&t=2m14s
Pulem para os 2:14, JÁ.

E pronto. É só isso o que você precisa saber. E precisa saber que os jovens James McAvoy e Michael Fassbender, respectivamente o futuro Professor X e o futuro Magneto, dão show de interpretação (ok, Bacon também - e surpreende por isso, aliás). Que é impressionante como os personagens são bem construídos - o que é muito difícil quando temos uma TURMA de personagens, uns mais protagonistas do que outros (as motivações de Fera e Mística, por exemplo, são muito bem explicadas). A relação de X e Magneto é tão bem construída naquelas 2h de filme que 2h de filme passam muito rápido.

A excelente fotografia ajuda demais. Matthew Vaughan (assessorado por vários produtores, entre eles Bryan Singer, que nunca deveria ter saído dos filmes da Marvel, e Stan Lee, SEMPRE, o que garante o controle criativo do 'pai' das criaturas e que nada de constrangedor será feito com eles) poderia ensinar aquele senhor que conseguiu a proeza de FODER com sua própria obra épica como se faz uma prequel:

George Lucas, veja direitinho como é que se faz!

No mais, isso aí que vocês andam lendo sobre 'X-Men: First Class' ser o melhor filme da franquia é verdade, vale MUITO a ida ao cinema e muita atenção à cameo appearance que, desta vez, nem é de Stan Lee.
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