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sexta-feira, dezembro 20, 2002

Update: Vou comprar esses vídeos. Como Lidar Com Pessoas Difíceis. Detalhe pro gif do cara com cara de psycho e uma marreta na mão, à esquerda. Quem sabe assim eu não aprendo, heh. Cortesia do Graudi.
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WATERLOO
Preconceito é uma merda.

Ontem comprei o "Waterloo", o segundo disco do ABBA, de 1974 (baratinho, ali naquela loja que um dia se chamou Gabriela, no Rio Sul). Por que esse pessoalzinho 'rock' insiste em dizer que ABBA é péssimo sem ter ouvido o "Waterloo"? Tem umas músicas rock pra caramba sim. Ben e Björn cantavam mais do que Agnetha e Frida, tem umas guitarras pesadíssimas, o background dos dois (os autores das músicas) é rock/folk - o grupo não começou disco, afinal. Começou rock/folk. Mas a evolução natural das coisas fez com que, no final dos anos 70, começo dos 80, ainda mais na Suécia, aquele país tropical com baixíssima taxa de suicídios per capita, a necessidade fosse outra. Não foi de repente, o som do ABBA foi ficando dançante aos pouquinhos. Aqueles macacões horrorosos só vieram depois, a pecha de cafona é coisa recente - até porque no início dos anos 80, tudo era bastante apropriado para a época. Mas mesmo as músicas mais dançantes, aquelas que transformaram o ABBA em ícone gay no meio dos anos 90, são boas. Têm estrutura melódica, tem uma parede de instrumentos maravilhosa e em perfeita harmonia, arranjos bem feitos e tudo o mais. Você pode não gostar de ABBA, mas dizer que é ruim? Sem ter ouvido o "Waterloo"?
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É que eu tenho uma écharpe de oncinha que nem a da Frida na capa do Greatest Hits.
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Saudades do Gustavo, meu amigo que dança ABBA comigo e canta músicas da Madonna comigo no telefone durante horas, e foi pesquisar pra monografia naquele cinema bagaço da Praia de Botafogo.
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Junto com esse cd, também me dei de presente de Natal o "London Boy", do David Bowie. Bowie em meados dos anos 60 tinha aquela pinta de MOD (não, seus nerds, ele não era um gabinete personalizado), franjinha, terninhos e muitos la-la-la-la nas músicas ("Love You 'Till Tuesday" está nesse disco, "The Laughing Gnome" também), mas em 1969 já lançaria Space Oddity em single.
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Também me dei de presente, em promoção da Saraiva, um livro foda de ilustrações de Naves Espaciais de 2000 a 2100. O livro da Federação de Comércio Intergaláctico, publicado em 2200, na verdade foi publicado em 1978 (quanta data nesse post de hoje, perceberam?), e é muito curioso ver como as pessoas no passado achavam que ia ser o ano 2000 - ou seja, há poucos anos atrás. Tenho o maior tesão nessas coisas, desde os livros de Julio Verne (lembra de "Paris no Século XX"?) até os filmes de ficção científica da década de 50, onde todos os carros pareciam cafeteiras modernas.
Um livrinho que eu lia quando era pequena, uma coleção de capa azul-celeste de 1970 e muito poucos, ou 1960 e muitos, dizia que no ano 2000, todo mundo teria uma nave particular.
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Certo. Estou esperando até agora.
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"Mas não é a cara das Meninas Superpoderosas??"
Essa fofura toda que as pessoas vêem em mim está indo longe demais. Isso tem que acabar.
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Disco do Dia, Apesar do ABBA e do Bowie:
"Trompe Le Monde" - Pixies. Pra sempre me lembrar de por que eu fiz minha primeira tatuagem. E porque eles também falam de naves espaciais.
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Hugh Jackman lançando disco, o cara que morreu tentando imitar os doentes do Jackass e estátua de Papai Noel seqüestrada no Canadá? Você só lê aqui.

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