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quinta-feira, dezembro 26, 2002

MENSAGEM DE NATAL
Então terminei "Deuses Americanos", do Neil Gaiman. Sabe, desde que mudei de trabalho e não tenho mais 'o tempo do ônibus' para colocar as leituras em dia, tenho demorado um pouco pra realizar essas tarefas. Além do que ler não pode ser uma obrigação - tem que ser algo que você faz no seu tempo, com todo o prazer do mundo. Não entendo essas pessoas compulsivas que se obrigam a ler qualquer merda pela simples obrigação de ler algo. Eu escolho o mundo onde vou entrar. E ultimamente, tenho escolhido bem. Tem um Paul Auster novo sorrindo pra mim agora. Já falei o quanto eu amo Paul Auster e o quanto você pode encontrar ecos de seus livros em tudo o que escrevo e na minha vida? Pois é.
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Então ocorre que Neil Gaiman usa uma história fantástica para dar aquele recado que eu já sabia, e vocês deveriam saber também: não que Deus não exista. Existe sim. Mas, como todos os deuses, Deus só existe enquanto você acredita nele. 'A Grande Batalha' entre deuses antigos, que estão morrendo, e deuses novos, que também estão morrendo porque logo se tornam obsoletos, acontece numa cidade simbólica, que na verdade é o interior das mentes e corações humanos. A América está mudando. E você com isso?
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Perceba que, se Deus existe enquanto você acredita nele, tudo existe enquanto você acreditar. Parece filosofia de Vila Sésamo mas é verdade. Deus existe aí dentro e você ajuda a mantê-lo vivo, certo? Sim, porque Deus não é palpável, ninguém nunca viu Deus, Deus está aqui dentro. Aí dentro. Quando você fala com Deus e só há você no recinto, você nunca pensou no assunto? Algo criou o mundo, e convencionamos chamar esse algo de Deus, no entanto, o conceito de Deus é criação nossa. Então por que menosprezar o seu poder de criação? Hum? Se o poder é todo seu, então por que transferi-lo para outra pessoa/ entidade/ deus/ o que quer que seja? Pensa nisso. Tudo o que você agradece a Deus, quem fez foi você pensando que era ele. Mas ele é criação sua, logo.. pescou o recado?
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Blasfêmia? Não, essa é a minha visão pessoal das coisas. Não sei quanto a vocês, mas minha vida se tornou mais interessante depois que descobri que não, eu não sou Deus, mas parte da existência dele é responsabilidade minha. Percebi que eu podia TUDO, era só acreditar nas coisas - e me esforçar para que elas acontecessem, lógico, nada vem sem que se faça um movimento para isso. Mas vem, cedo ou tarde. Isso é fato. E esse é meu presente de Natal para vocês.
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A trilha sonora perfeita para o pós-Natal é The Andrews Sisters.

É que, como eu dizia ao meu amigo Daniell, tenho problemas sérios de adaptação aos anos 2000.
Aliás, Daniell manda um ensaio de Neil Gaiman sobre de onde ele tira suas idéias. Vocês sabem que minha relação com Gaiman tem sido íntima ultimamente, não sabem? Esse cara sabe das coisas.
O que eu disse num post anterior?
Ter idéias, assim como outras atividades intuitivas (o que eu tinha dito no tal post), não se aprende lendo guias. Não se aprende na escola. Alguém pode simplesmente te dar um toque sobre prestar atenção aos fatos à sua volta, você pode combinar coisas de maneiras diferentes, mas no geral, ninguém ensina. Você não tira suas idéias de algum lugar, elas são suas, elas vêm de dentro - talvez baseadas em fatos de fora, mas elas vêm de dentro sim. Escrever sobre elas é só narrar suas idéias, combinar palavras, uma depois da outra, de maneira que façam sentido. É simples. Foi o que eu disse há poucos dias, ou você tem o dom, ou não tem. A técnica se aprende, o dom não. Simples assim.
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Ô porra. Quem mais recebeu foto minha do ParPerfeito além do Sauron e do Hiro? Renata, você me paga pela idéia de jerico..

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