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quinta-feira, outubro 31, 2002

Se Richard Harris morreu e os produtores de "Harry Potter" consideram-no insubstituível, quem será Professor Alvo Dumbledore nos próximos filmes?
* * *
Olha só.
Entraram aqui procurando "O+Segredo+Do+ Morcego" no Google. Vocês realmente querem saber qual é o Segredo do Morcego???
(atenção, quem sabe, faça coro comigo!)
É isso aqui no teu rego!!
Calma. Estou ficando gratuita mas nem tanto. Isso vem de uma HQ clássica do Laerte onde os Piratas do Tietê encontram o Batman. Os piratas, freaks como são, alopram o já não muito certo das idéias Batman (é. Um cara que vê seus pais morrendo e resolve viver isolado numa mansão, constrói uma caverna cheia de aparatos tecnológicos e começa a se vingar da corja malvada da cidade como se fosse um justiceiro solitário acompanhado de seu sidekick pré-adolescente NÃO PODE REGULAR BEM, além de ser um cara profundamente traumatizado), e no final arrancam a confissão de um Batman já totalmente borracho sobre o tão famoso Segredo Do Morcego.
No mesmo livro, que ganhei do meu estimado ex professor de Oficina de Quadrinhos (sabia que sou quadrinista frustrada? Éééé... sabia que eu tenho uma personagem foda chamada Lucília? Éééé...), há o clássico do "O Amigo Da TV", aquela outra HQ clássica do cara que sai na rua sem as calças e entra na paranóia sozinho, porque ninguém repara (é impressão minha ou todo mundo já teve um sonho assim?), há a história clássica pra caramba das fadinhas que ficam de putaria e a melhor, que já virou quadro do TV Pirata, "A Insustentável Leveza do Ser".
A história começa com a revelação bombástica "Meu filho, tenho algo pra te falar.. eu não sou seu pai". A partir daí, a sucessão de eventos bizarros do cara começa.. "Mãe, mãe!" "Eu não sou sua mãe, sou o leiteiro" "Renato, você é de cor" (com direito a zíper nas costas) e o ápice no final à la O Show de Truman, só que escrito nos anos 80.
Não sei por que, essa história sempre me marcou um bocado desde a primeira vez que a li, perdida em alguma Circo ou Chiclete com Banana (que que foi? Só porque eu tinha uns oito anos não quer dizer que não podia ler quadrinhos rock da década de 80 - papai sempre foi permissivo com essas coisas), e nunca levei ela a sério - sempre tive um lado Pollyanna muito forte, que tem sido gradativamente destruído de um ano pra cá, e ultimamente a sensação de que o mundo não é isso mesmo e de que as pessoas não são o que aparentam ser tem sido forte demais.
* * *
A melhor coisa de andar de ônibus certamente é poder ler durante o engarrafamento - e acabei de terminar o livrinho split "O Chamado do Cthulhu + A cor que veio do espaço". Sugestão daquele moço que me deu meu primeiro Lovecraft, mas que preferi deixar pra ler depois que me inteirasse de outros aspectos de seu universo/mitologia (seu = de H.P. Lovecraft, não do moço). Rapaz, é um universo doentio, e voltamos ao Batman lá de cima quando em "A Cor Que Veio do Espaço" aparece uma cidadezinha chamada Arkham, onde as pessoas acabam enlouquecendo - e aí me lembro da minha tenra adolescência, quando me apaixonei perdidamente por aquele que chamam de Coringa. Pensando bem, isso era doentio - eu procurava o Coringa nos garotos com quem me envolvia, procurava sarcasmo, procurava algumas doses de insanidade.
Deu no que deu.
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Música do dia: "This Old House", Carl Perkins, em versão The Brian Setzer Orchestra.

quarta-feira, outubro 30, 2002

Nunca um disco me soou tão perfeito, atual e "tudo-a-ver-com-o-que-estou-passando-agora" como o genial "Stress, Depressão & Síndrome do Pânico", dos meus queridos e estimados Autoramas.
Na jukebox mental/interna, "Agora minha sorte mudou" e "Carinha triste".
* * *
Oi, tudo bem?
Você sabe que se você é meu amigo e eu te pergunto assim, do nada, se está tudo bem, não faço questão de uma resposta-protocolo, do tipo "tudo, e você?". Se eu pergunto se está tudo bem, realmente demonstro interesse no seu bem-estar. Se não estiver tudo bem, pode falar, pode dizer o que está acontecendo de errado que eu te dou a maior força para resolver. Se estiver, um "tudo, e você?" está ok também. Simples assim.
Meu problema está no "oi, tudo bem?" desnecessário, que exige uma respostas protocolar e superficial. Chega de coisas superficiais na minha vida, sabe? Cansei de ouvir (e responder):
- Aquele "Oi, tudo bem?" sem interesse real na outra pessoa, que pode ser facilmente substituído por um simples "Bom dia".
- Aquele "Tudo bem?" quando você vê que as coisas não estão bem - aquele "Fulano, está tudo bem?" quando você vê que os olhos estão vermelhos e o nariz, inchado - se você sabe que as coisas não vão bem, por que pergunta? Por que não mudar o foco da pergunta, com um "Precisa de alguma coisa?" ou "Melhoras, hein?".
- E principalmente, aquele "Tudo bem?" pra ter assunto.
Exemplo? Você está no elevador, alguém que você não conhece pergunta "Oi, tudo bem?" (especialmente acompanhado de um olhadão para minhas pernocas bem torneadas). Se você não é meu amigo íntimo, suponho que não tenha interesse real em ouvir minhas mazelas, certo?
Então pronto. Parei.
Esse é meu primeiro corte em coisas superficiais que permeiam a minha vida e podem me trazer problemas sérios, se eu continuar levando esses hábitos em frente.
* * *
Santa Ironia, Batman!
Hoje descobri por acaso uma espécie de "pessoa tudo a ver comigo". A mais improvável do mundo. Até as frases que eu uso direto aqui a criatura usa, as mesmas obsessões com certos filmes, livros e músicas, inacreditável. Mais uma dessas pessoas que parecem ser legais, mas não vou fazer contato não - e tenho meus motivos pra isso, um deles é que pode pegar mal - ainda mais numa época em que tudo o que eu faço chega com ruídos ao outro lado. E vamos ficar eternamente postando recadinhos em nossas páginas pessoais até chegar ao limite do ridículo, e rir pra caralho disso tudo um dia. E, bem, é isso aí.
* * *
Vi o filme dos dragões.
E prometo que não vou me apaixonar dessa vez.

terça-feira, outubro 29, 2002

Tava aqui confabulando com um dos meus baixistas, vi uma foto do Rivers Cuomo no blog dele e imediatamente, descobri quem o vocalista do Weezer foi numa outra encarnação:

Está provado que Rivers Cuomo, em sua adolescência, utilizava o pseudônimo Garth Algar para barbarizar na TV a cabo com seu amigo Wayne Campbell. Campbell, hoje, é um agente secreto famosíssimo.
A prova cabal do passado constrangedor de Rivers Cuomo, hoje um dos caras com quem eu gostaria de me casar, está aqui, no site Metal Sludge Exposed, o site dos passados negros do rock. Nesta foto, foram consumidos quatro tubos de laquê só pra ele (ele é o do meio).
* * *
É muito mente-poluída da minha parte dizer "Hard Cock Café" toda vez que quero falar da lanchonete?
(será que isso pode me trazer problemas quando eu for negociar algo com a gerente de lá? Assim, falar Hard Cock por engano...)
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Perder muito peso em razoavelmente pouco tempo tem lá suas desvantagens: minhas calças estão realmente caindo. Só consigo usar as de stretch. Bem, Lia, veja pelo lado bom - tu não queria ser funkeira? Vai ficar uma uva numa calça da Gang.
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E hoje tem ensaio do Toynbee. Não é porque eu sou a guitarrista não (o outro é... o Bruno? O Develly? Pedro, me tira a dúvida aí!), mas a banda promete. As amostras do som estão bacaninhas.

segunda-feira, outubro 28, 2002

Exercendo meu direito à la 1984 de apagar o passado.
Deu no Conga Conga Conga News:

A Feiticeira no Cinema! Oba!
Emocionante. Minha série favorita de todos os tempos ganhará versão nas telonas: Nicole Kidman será Samantha, a bruxinha esperta casada com um publicitário meio patetão, que me fez acreditar durante anos que era só mexer o nariz que eu faria mágica (você nunca tentou mexer o nariz?).
Quem não gostou nadinha foi Reese Witherspoon, que estava atrás do papel, e já em negociações avançadas para consegui-lo.
Eu quero saber é quem será Endora, no papel que foi da genial Agnes Moorehead.
(fonte: Glamour.com)
Hoje é dia de São Judas Tadeu, santo dos desesperados e aflitos, das causas sem solução ou perdidas.
Como nada acontece por acaso, sábado quando fui no mercado, comprei uma vela de sete dias. Agora já sei por quê.
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Disco da manhã: Rocket To Russia - Ramones. Tem quase o mesmo efeito de uma oração bem feita.
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[Lia (10:35 AM)] rocket to russia
lula presidente
show do ack e carbona ontem
[Daniel Poeira (10:36 AM)] Queisso, cuidado pra não ficar feliz demais senão quebra o cérebro (que nem quando o Cartman riu tanto que perdeu o senso de humor)
* * *
É por isso que eu gosto desse rapaz, ele SEMPRE me entende. Sempre.
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Segundo disco da manhã: Elvis' Golden Records. Só os hits, mas não é essa coleta nova de hits que saiu - é old school, a seleção é de 1958 mesmo, lançada pela RCA e remasterizada em cd em 1994. Pra ouvir "A Little Less Conversation", eu ouço na trilha sonora de "Live a Little, Love a Little". Mas nem quero (como diz o Ack em seu fabuloso disco "Granada Drive In", "você não gosta de música, só gosta de moda" - Lia, como você está gratuita hoje!), estou satisfeita com "Don't Be Cruel" - "I don't want no other love 'cause baby it's still you I'm thinking of". Clássico é clássico porque não perde a validade nunca.
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Terceiro disco da manhã: Automatic For The People - R.E.M.. porque um pouco de introspecção não faz mal.
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Que o Lula não faça nada, ou só faça merda. Foda-se. Entende que o povo brasileiro não só perdeu o cagaço de votar num partido de oposição como o fez com um puta tesão de mudar alguma coisa no país? Entende que esse já é o primeiro passo? Pois é.
Back To Basics
Ir toda semana aos mesmos shows das mesmas bandas nos mesmos lugares enche o saco, isso é sabido. No entanto, levar uma vida que te obrigue a não ir sempre nos shows e nos lugares e com as mesmas pessoas toda semana sempre tem sua recompensa quando alguma boa alma faz um megaevento, puxado por algum gancho imperdível, e junta aquelas bandas e aquelas pessoas que você não vê há um bom tempo - e que dessa vez, por ser domingo, terminar cedo e você levar três bandas fodas no pacote - não tem desculpa para não ir.
Que bom que não tive desculpa. É sempre gratificante ver a nova geração da molecadinha rock'n'roll pulando pra cima e pra baixo ao som de Ack e Carbona.. é sempre foda ver que o som dos caras continua o mesmo, só que muito melhor - são anos de treino, afinal. É sempre emocionante ouvir "Happy Song" do Ack ao vivo, quase chorei ouvindo "Garopaba Go", do Carbona (uma vez quase fiz um clipe pra essa música), e finalmente vi um show do Barneys, que só conhecia de ouvir falar. Encontrar a putada toda lá, algumas tatuagens a mais, as meninas que, comigo, faziam o grupinho de namoradas (abafa o caso, não vou nem citar nomes aqui), os amigos que sempre estavam presentes.. e o bom astral do lugar, estava cheio de fãs de verdade das três bandas, de amigos, aquele clima de reunião de turma mesmo, olhar pro lado e ver uma Staple passando, olhar pro outro e ver o Flock falando merda, dar um abraço no BNegão que ia tocar logo depois, bicho, não tem preço. Realmente foram boas lembranças desenterradas. Não duvido que eu suma por mais um tempo, estou velha pra essas coisas, showzinho de hardcore no Kachanga, ir pra puta que pariu sem saber como voltar. Mas pode ter certeza que na próxima reunião regada a velhos amigos e rock'n'roll '1234', estarei lá.
E pra terminar a noite, Lula presidente.
* * *
Em homenagem a essa noite memorável, essa vai pra todos vocês:
3 Acordes, 1 amor e 1 cerveja (F. Seidl) - Eu só preciso de três acordes, um amor e uma cerveja pra ser feliz aonde quer que eu esteja o que é que eu posso querer mais? Só os meus amigos para fazer com que a vida seja menos importante do que três acordes, um amor e uma cerveja.

domingo, outubro 27, 2002

Já chorou de emoção hoje?
O fato é que estou há anos esperando por isso.
Em 1984, quando meu pai morava em São Paulo, eu já entendia o que eram as "Diretas Já", e porque o PT era, pelo menos na opinião do meu pai, melhor do que os outros partidos. Mas eu não era nada, só tinha 6 anos. Aos 12, já andava de estrelinha vermelha na época das eleições. Não podia votar, mas tinha argumentos para defender o que achava que era bom, e sabia que queria ver o Lula no poder. Me fodi, nos fudemos, foi a vez de Fernando Collor. Nunca fui de fazer campanha e me meter com política, mas sempre fui da opinião de que, se tudo está uma merda, mudanças de regime são sempre bem vindas - sem, é claro, o radicalismo de um partido comunista, por exemplo. Então aos 16, na minha primeira oportunidade de votar, sabia que não era obrigatório até os dezoito, mas sabia que tinha que fazer aquilo. Deu Fernando Henrique. E depois ele de novo. E agora, finalmente consegui. Conseguimos. É esperar para ver no que vai dar, mas Luis Inácio está bem assessorado, perdeu aquele radicalismo todo de quando o PT era praticamente a única opção, soube achar equilíbrio em suas posições e propostas e está aí, presidente.
E eu aqui, chorando de emoção, ligando pra todo mundo, não consigo fazer uma ligação para a França, merda. Eu tou feliz. Agora sim eu tenho esperanças de que alguma coisa vai mudar pra melhor no país em que vivo.

sábado, outubro 26, 2002

GAAAAAHHHHHH
TOY DOLLS TOCANDO LIVIN' LA VIDA LOCA!!!!!! PORQUE NINGUÉM ME DISSE ISSO ANTES???
Bando de mau-amigo. Hmpf.
Lia viu o trailer, se empolgou e já tinha companhia para ver o filme, mas a companhia viajou para o Mississipi, não mandou endereço para contato e nem pegou o cd com o Netscape 7, então..
PARTICIPE DA CAMPANHA

Estou cagando para a história, quero é realizar o sonho infantil de ver dragões de verdade voando, saca?
* * *
Na verdade, eu precisava era ver o filme dos Ursos Caipiras, baseado no Country Bears Jamboree, aquele brinquedo cool da Disney. Reza a lenda que o filme tem participações de Willie Nelson, Bonnie Rait e um duelo de guitarras antológico entre o guitarrista da banda e Brian Setzer!!! Pra não dizer que aqueles ursos anos 70 me lembram a infância e o Clube Do Mickey na TVS.. e filme infantil, eu tenho por hábito ver sozinha mesmo. O que enfraquece é que o lugar mais perto onde o filme está passando é longe do mesmo jeito (é Fashion Mall, Tijuca ou Barra, se fode aí você que mora no Leme ou em Niterói!), então faça parte da campanha "Leve a Lia para ver Reino de Fogo" você também!
Boletim Extraordinário das 12:18 - Eu vou queimar meu filme aqui, não, pior do que isso, vou atear fogo à Cinelândia, mas olha só, essa música do Cachorrinho da Kelly Key é foda. "Vem aqui, que a dona tá chamando..." (alguém vai gostar de ler isso, hah hah hah! oooolha as minhas aulas de dominatrix!), e aquela batidinha, e tudo o mais. Merda. Merda. Merda. Eu não podia botar nessa rádio. Daqui a pouco vou falar bem da nova dos Travessos, que é uma grande droga, mas sei lá, né? Os motivos pra gostar de música ruim são muitos. Pelo menos essa da Kelly Key é divertida. Não, peraí, estou lutando bravamente. "Ai eu tou muito feliz, eu agradeço a Nativa FM, o amor do Rio, minha casa vai ficar mar bonita", "A Nativa é uma rádio verdadeira!" pô, essa promoção do caminhão de prêmios está me trazendo lágrimas aos olhos. Estou emocionada. Argh, Vanessa Camargo, tomara que essa faxina acabe logo antes que eu descubra que essa música também é legal. Não. Não é, mas ela canta bem melhor do que a média das cantoras por aí.. HEIN? Lia!!!! PÁRA!!!!! (som de chicotadas) Pára, pára, pára, Lia!!!!! Chega!!!! Passou dos limites.
Peraí.
Zeca Pagodinho.
"Você sabe o que é caviar? Nunca vi, não comi, eu só ouço falar", musicão.
Esse é bom de verdade, certo? Ufa. Não perdi o senso, então.
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Boletim Extraordinário das 10:59 - Me amarro nessa música "Eu Acho Que Estou Perdendo Você", da Roberta Miranda. Repara no corinho de garotas fazendo "aaah ah" no fundo. E nos riffs de guitarra. E no refrão "diz que não - não - diz que não - não".. porra. Eu devia fazer isso mais vezes. É, ser cool 100% do tempo NÃO DÁ, caras.
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BOLETIM EXTRAORDINÁRIO BONECA!!!
Depois de um ano nesse apartamento, fazendo faxininhas esporádicas à base de vassoura, paninho e aspirador, e depois dos últimos meses negligenciando meu lar (ah.. é uma longa história.. tem a ver com ficar deprimida, com minha casa virar sinônimo de estar sozinha, essas coisas ruins, e também com não saber gerenciar meu tempo, mas agora que sou obrigada a acordar às sete todo dia, tudo ficou mais fácil), chamei uma faxineira profissa (obrigada, Aline, pela dica - a Denise é um amor!) e estamos aqui revolucionando esse lugar. Ouvindo Nativa FM, Sandy, KLB, essas coisas. Ah, cara, me deixa, eu tou cantando Sandy junto enquanto separo roupa pra lavar, estou no mood pra isso, ninguém pode ser cool 100% do tempo.
Está no meu direito, e deus (que não existe tal qual imaginamos, mas é uma boa metáfora mesmo assim) me viu e fez o programador tocar "Do You Wanna Dance", com o Johnny Rivers.
É isso. Deixa eu voltar aqui que o clima está ótimo, e minha casa com parede rosa, sofá de oncinha, brinquedinhos, pôsters de sci-fi e letra do Monty Python na parede enfim vai virar meu lar, doce lar.
Que foda (literalmente), um glossário completo de práticas sexuais, das mais comuns às mais bizarras.. afinal, você não sabe o que é um BUKKAKE?
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Hoje encontrei tanta gente estranha, de maneiras esquisitas, num espaço tão curto de tempo, que estou com medo de sair de casa. Sabe, o mundo ainda me assusta demais, e como o grau de freakness pra cada situação foi aumentando gradativamente, imaginei que se não me trancasse no conforto do meu lar, seria capaz de encontrar com um elefante rosa imitador profissional de Richie Valens, andando de patinete no meio da Av. Atlântica e cantando "O Tannenbaum". Em Ídiche.
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CICLOS
Então aqui estou, escrevendo, comendo biscoito de fibra, e fazendo coisas que não devia. Descupa, minhas lindas, podem dar bronca (na lista, heh) - mas eu sei que não vou continuar com isso, é só uma fase, que nem há 6 anos atrás. Me ajuda a pensar.
Minha mãe (saudades... domingo estarei lá) que faz mapa astral legal (aliás, estudei em escola experimental, sério) uma vez me disse que as pessoas têm ciclos. De tantos em tantos anos, e sempre o mesmo número de anos, coisas acontecem na vida da gente. Comecei a identificar os meus agora, aos 24 anos, que passo por uma fase muito parecida com os meus 18 - introspectiva, seletiva, fase de passar peneira em coisas, conceitos e pessoas. Então lembrei dos 12 e dos 6, quando passei por fases de mudanças também - menos filosóficas, é verdade, mas bastante significativas.
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Post Scriptum Do Dia Seguinte: Rapaz, estava com tanto sono que, relendo meu histórico no icq depois das dez da noite, me dá até vergonha.
Parei o post no meio por não saber mais o que escrevia. Bem, só pra terminar, quer dizer que de seis em seis anos SEMPRE me acontece uma revolução pessoal onde entram mudanças escolares/profissionais, sentimento de inadequação que me faz sentir uma estrangeira (desde os 6 anos, quando eu era a única da classe que já lia há três anos, e já sabia escrever, passando pelos 12 quando mudei de escola de novo e era um dos oito nerds entre as 4 turmas de futuras patricinhas e playboys, e alguns religiosos que não se enquadravam em nenhum rótulo escroto desses, até os 18 quando realmente era estrangeira num país estranho, e agora, bem, vocês estão acompanhando...), mudanças físicas e principalmente alterações sérias na minha estrutura familiar. É impressionante, de 6 em 6 anos.
Só parei pra prestar atenção nisso porque agora estou me sentindo exatamente como me sentia aos 18 anos, cheia de responsabilidadesnovas e encanações, pronta pra chutar várias coisas minhas para o alto - e graças a deus fiz escolhas que me permitem chutar coisas/idéias/pessoas irrelevantes para o alto quando preciso - e descobri que na verdade isso não é recente. Desde sempre foi assim. Bem, agora é me preparar para passar isso numa boa aos 30.
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What Spooky Being are You?

sexta-feira, outubro 25, 2002

Pra não dizer que sou uma criatura ranheta e pessimista em relação à humanidade e a mim mesma, crítica demais (segundo minha mãe que faz mapa astral legal, é meu ascendente em virgem), sarcástica, cínica e venenosa (oi, irmãs!), hoje vou falar de algo que me diverte horrores: estabelecimentos comerciais com nomes ao contrário. Como os fornecedores de brindes Debrin, o motel Letom (ali na estrada pra Maricá), a locadora e papelaria Roma e Zap e os mecânicos e revendedores de carros Oluap, Socram e Oicram.
É o cúmulo do.. do.. rapaz, não sei. Só sei que toda vez que leio um letreiro de estabelecimento comercial que não faz sentido, automaticamente inverto a palavra na minha mente e não consigo não rir. Viu? Eu sou legal e sei me divertir.
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Momento Bridget Jones
Ontem:
1 copo de mate
1 brigadeiro pequeno, light
3 garrafinhas de Heineken
5 bolachinhas água e sal
Complexo B, pra não faltar vitaminas.
Não tive fome durante o dia, a balança acusa peso a menos e o espelho acusa cinturinha de sereia - quem precisa de reunião dos Vigilantes com uma dieta saudável como essa?
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Leia sobre o Spray da Afliceta aqui, no Conga Conga Conga News.
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Lila e Cris, amorecas, adoro vocês!
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Para começar bem a sexta feira (peguem no P2P de sua preferência):
"Ol' Joe Louis", Cab Calloway
E se tiverem a oportunidade de descolar um disco da fase francesa da Joséphine Baker com as gravações de 1933 a 1937, façam isso. Joséphine Baker é A mulher. Como estou no trabalho e não vou ficar procurando links, entrem no Google procurando pela moça, que tem uma história interessantíssima.
Obrigada pela atenção e fiquem com nossa programação normal.

quinta-feira, outubro 24, 2002

Pílulas

Rock'n'roll%20Highschool
Que disco dos Ramones voce e'?

brought to you by Quizilla
O texto que vem junto é esse aqui:
Voce e' legal, mas meio esquisito. Gosta de um pouco de tudo, e nao tem estilo definido. O pessoal da escola te acha meio estranho, mas vai com a sua cara, o que faz de voce relativamente popular. Cuidado com a diretora e os professores, eles ainda querem te arrumar um emprego. Fuja!
Heh. Muito bom. Melhor teste ultimamente.
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Se as imagens não estiverem aparecendo, o Elevador.org está fora do ar. Mas volta, ok?
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Das oito às onze da manhã, oito pessoas me cumprimentaram com "boa tarde".
Que bom, não estou ficando maluca sozinha.
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O escritor Antonio Maria agora tem blog. Muito estranho, deve ser psicografado. De qualquer forma, é leitura obrigatória.
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Da série: Genoveva! Meus sais!
[ele] - Se você precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo,
[eu] (quiser ir ao cinema, tomar umas tequilas no Puebla, andar de bicicleta na praia, ir ao CCBB domingo) - Sim..
[ele] - Serviços de design, se bem que vocês fazem isso aqui, né? Direção de arte, serviços gráficos, contato e acompanhamento de trabalhos em gráficas em outros estados.. é só ligar.
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Legal, criei uma peça em meia hora e todo mundo achou liiiiieeeennndo.
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A falta que uma quebra de linha não faz: falei de peça acima e de autores fodas aqui embaixo, já teve gente me perguntando sobre teatro. Não. Peça de design (minha terceira criação aprovada aqui), romance policial em três partes distintas, com estrutura narrativa inspirada em Paul Auster e protagonista inspirado em Dashiell Hammett. No caso de Hammett, é homenagem deslavada. No caso de Auster, é que eu tenho uma puta dificuldade em manter narrativas lineares por muito tempo. Saca "Trilogia de Nova York"? Pois é. Segue o post que, junto com o lance da peça acima, ficou confuso:
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Já falei para vocês que meu grande sonho é ser mãe? Pois é, depois de algumas tentativas consegui segurar Daniel Hammond sem abortar. Agora é só gestar e parir.
Hammond é meu primeiro filho, e não sei exatamente quem é o pai - ele é a cara de Dashiell Hammett, com quem tive um caso recentemente, no entanto seu jeito de falar lembra tanto meu eterno amante, Paul Auster...
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PS: Aproveitando que estive aqui com o Blogger aberto, gostaria de comunicar que eu sou BURRA e IMPULSIVA, então não resisti e comprei esse O Cavaleiro Das Trevas 2, os três volumes de uma sentada só. Agora é chegar em casa, ler e comparar com o primeiro - que, na boa, ainda é imbatível, perdendo apenas para o Asilo Arkham e A Piada Mortal (é, o homem da minha vida aos 14 anos era um personagem de HQ e atendia pela alcunha de Coringa, sabia dessa? Depois nego pergunta porque fiquei assim...).
Trilha sonora sugerida (procurem no Kazaa, Soulseek ou p2p de sua preferência):
Roger Miller - "King Of The Road"
Bobby Darrin - "Beyond The Sea"
Andrew Sisters e Bing Crosby - "Don't Fence Me In"
Mark Keali'i Ho'omalu & Kamehameha Schools Childrens - "Hawaiian Roller Coaster Ride"
Black Lace - "Agadoo", mais conhecida como A Pior Música do Mundo.

Essa velha reclamona que vos escreve era assim até levar um soco na cara e outro no estômago (isso foi uma metáfora, ok?).
Na foto, me recuperando da puta noitada de 6a feira. É impressionante como as pessoas mudam em tão pouco tempo!
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Fiz um teste que peguei no Surfista Prateado, algo como Qual é o seu padrão sexy? Vou poupar vocês da imagem (linda, mas acabei de postar foto minha e o blog fica carregado) e ir direto ao texto:
Intellectual-Sexy.... You are the brains behind every operation, and it shows. The the precision in which you lure the boys in is unsurpassed. You need someone as intelligent as you, which seems to be your greatest problem, as noone is THAT smart. Maybe you should lighten up and simply enjoy things, like the rest of us neanderthals.
Achei essa definição perfeita. Não tanto por causa do meu 'tipo ideal' (intellectual-sexy.. faz-me rir! outro não, pelo amor de deus!), mas pela última frase, talvez você deva se alegrar e simplesmente curtir as coisas, como o resto de nós, neandertais. Parte da auto-análise de ontem se referia ao fato de andar muito pouco tolerante com as coisas de que não gosto. Não que eu não goste de nada, muito pelo contrário - mas não consigo mais ficar indiferente a coisas/pessoas/situações que não batem com a minha concepção de agradável. Se há algum tempo - pode botar pouco mais de um ano aí - eu simplesmente deixava passar, sorria e dizia "tudo bem", hoje me sinto insuportavelmente incomodada com músicas que eu não gosto, pessoas cujas posições não batem com as minhas, gente limitada... mas o que mais me incomoda é essa minha ranhetice.
Minha sorte, e a do mundo à minha volta, é que eu gosto de MUITAS coisas. MUITAS mesmo.
* * *
Intervalo para respirar:
Sabe aqueles sites de gifs dançantes? Então, Satã Dançante pra vocês. Nossa, como eu ando alto-astral.
* * *
Há mais ou menos um ano, me mudei de vez pra cá, e desde então amei, desamei, me formei, mudei de emprego, perdi algumas fontes de renda, aprendi várias coisas e não esqueci como se fazia nenhuma, aprendi a me virar, aprendi a pedir ajuda e principalmente a assumir responsabilidades. Saí de vez da tal pós-adolescência e amadureci.
O problema é que amadureci muito em pouco tempo. Então às vezes acho que passei do ponto e que o mundo não acompanhou minha evolução.
* * *
[Coelha] é, amiga... os homens reclamam que não entendem as mulheres... mas às vezes é foda entender a cabecinha deles...
[Lia] a única cabecinha que dá pra entender muito bem de tão óbvia é a de baixo.

quarta-feira, outubro 23, 2002

Exercendo meu direito à la 1984 de apagar o passado.
:)

* * *
Já mencionei que meu pai, a mulher dele e minha irmã foram morar na França? Pois bem, estou mencionando. Elisa tem apenas 12 anos, e estava radiante porque tirou 16,5 na prova de gramática sobre Victor Hugo, foi a maior nota da turma, e francês nem é a língua pátria da petite pouce. Então ela me joga na cara que vai viajar e vai levar os deveres de casa junto, porque está estudando as teorias de Freud.
Gelei.
O que as crianças de doze anos estudam aqui? Estudei em uma das melhores escolas de Niterói e, sem desmerecer os livros que tive que ler para as aulas de português, há um grande abismo entre Victor Hugo e qualquer autor brasileiro que faça "literatura para pré adolescentes" - aqueles livrinhos sobre dilemas de primeiro beijo, turmas inseparáveis, aquelas coisas com as quais a gente se identifica aos 12 anos.. mas para chegarem aos pés do autor de "Notre Dame de Paris", ainda precisam escrever muito.
Tá, se eles têm seus expoentes da literatura local, nós temos os nossos. Habemos Jorge Amado no primeiro ano do segundo grau, habemos Machado de Assis no segundo, habemos revisão no terceiro. Mas como se explica que eles ensinam Freud para crianças de 12 anos e aqui não? Aliás, como se explica que aos 12 anos, quando uma criança deveria ter não estudos completos sobre psicanálise - que a Superinteressante provou estar defasada -, mas noções de algumas de suas idéias que vão te acompanhar pro resto da vida, a escola não se preocupe com isso, mas sim com noções ultrapassadas de Educação Moral e Cívica, OSPB e religião, que nas escolas nada mais é do que "aprender parábolas sobre Jesus", esquecendo que existem outras religiões muito mais filosóficas e abertas do que o Catolicismo.
Sabe, depois as pessoas se perguntam por que esse país não vai pra frente, porque as pessoas não sabem votar, não têm consciência crítica. É tudo uma questão de educação. E depois as pessoas ainda se perguntam por que eu quero ser professora de universidade.
A resposta? Pra ver se conserto alguns estragos feitos na tenra idade do aprendizado fácil.
É, eu sou idealista pra cacete.
* * *
Renata, fofa, vai dar tudo certo. [piada interna]A gente é escrota mas a gente é escrota com o coração.[/piada interna]

terça-feira, outubro 22, 2002

Ok. Liberou geral. Afinal, se uma das funções de um blog é dar notícias sobre si mesmo para os amigos que batem ponto todo dia, não fazia sentido ficar guardando o que eu estou sentindo pra poupar uma criatura que eu nem conheço e que, de cara, ficou bolada com algo que leu aqui.
Que fique bolada, ora. O problema não é mais meu, certo?
* * *
Dá vontade até de pegar pesado só de sacanagem, mas em respeito ao amigo (que está ajudando pra caramba, mais até do que devia, obrigada, baby!) vou até me comportar direito.
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Utilidade Pública Boneca
- bonequinhos de vudu online
- maldições online
- curso de tiro (em português!!)
- aprenda a xingar e amaldiçoar pessoas em sueco
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Tá achando que é brincadeira? A última que chamou meu pai de 'velho' morreu.

segunda-feira, outubro 21, 2002

De novo
É isso aí, eu só me fodo mesmo.
da série "vocês são piores do que eu..."
QUEM ENTROU AQUI PROCURANDO POR "VACA ESPIÃ" NO GOOGLE, FAVOR ENTRAR EM CONTATO!!!!
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Enciclopédia de Cultura Cajun.
Tem várias referências legais, bom pra digitar no Kazaa e sair baixando. Aliás, várias coisas de cajun que baixei são.. country. Isso mesmo. Tem música do Buckwheat Zydeco com participação de Dwight Yoakam. Tem coisas descritas como cajun que são country puro. Recomendo.
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Você sabia que "Pobre Menina", de Leno & Lilian, é versão de "Hang On Sloopy"? Hein? Hein? Sabia que aquele merdinha do Aaron Carter comete uma heresia tocando isso? SABIA?
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Pra quem não pescou a referência, "It's Martini Time" é o nome de um disco do Reverend Horton Heat.
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Música da tarde: "Reet Petite", Jackie Wilson.

esse é Jackie Wilson. Muito prazer, leitores do Boneca!
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Estou de coração partido, mas foda-se, certo? Quem liga? Hmpf.
Sabe o que acontece com quem cruza o meu caminho e me atrapalha de alcançar meus objetivos?
Tecnicamente, nada. Mas eu torno a vida dessas pessoas um inferno.
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Música da manhã: The Sonics - "Psycho" (hein, Jiguryo? Hein?)

Garota trabalhadooooora... é isso aí. Escreve, desgraçada, escreve!!! Photoshop tosco pra tirar o reflexo dos óculos.. e a garganta me dói. BELEZURA de domingão, hein? Em compensação, essa matéria sobre roupa de puta X roupa de fetiche vai ficar, ó, formidável!
Da série "Fusões entre empresas que gostaríamos de ver":

Milka + Wonka. Juro que a idéia não foi minha.
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Nas últimas duas semanas minha vida tem sido dirigida pelo David Cronenberg. Crises, relacionamentos freaks, cenas até certo ponto chocantes, sombras, roteiros imprevisíveis e esquisitões. Então, de uns dias pra cá, inexplicavelmente minha vida passou a ser produzida pelo Aaron Spelling. Estou cada vez mais convencida de que essa área Leme/Copacabana e arredores se assemelha a Melrose. E eu sou a Kelly de Barrados No Baile. Sem plástica no nariz, obviamente - MAS DEVIA.
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A que ponto chegamos:

JP vai querer uma.
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E o Dossier Boneca Sobre Sexo está para sair aos poucos. Talvez seja uma seção do Conga Conga Conga, talvez seja uma coluna num webzine legal que anda por aí. Só sei que se isso me render frilas pra Nova, tá valendo.

domingo, outubro 20, 2002

O que diabos aconteceu com os arquivos do blog de julho a setembro? Foram pro limbo junto com os de fevereiro de 2001? Estou começando a achar que essa história do blogger não perder arquivos é o maior caô.
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Taí, Lilaise, os Oompa Loompas não são chineses coisa nenhuma.
Ela não tem boca. Ela é inexpressiva. Ela personifica tudo o que há de mais puro na face da Terra. É o único ser que morreria num sacrifício de virgens realizado por uma seita satânica. Na verdade, esse é o papel de sua forma doce e gentil: sua intenção é deixar os seres humanos catatônicos e inexpressivos, sem forças para lutar contra o Mal disfarçado nesse corpinho fofo. Ela merece:

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É claro, depois de constatar que "Willy Wonka E A Fantástica Fábrica de Chocolate" é assustador, que o moleque é o maior indie, e de discutir o paradoxo espaço-temporal aristotélico (pára de fumar, Fred!!!) em "De volta Para O Futuro", no intervalo durante uma sessão matinal de "Curtindo A Vida Adoidado". Belo domingo, amigos. Belo domingo.
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Hoje é dia de The Kinks e de dilemas morais.

sábado, outubro 19, 2002

Da noite:
Swing that Music
(Armstrong/ Gerlach)
Louis Armstrong, 1936 02:50
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Pronto.. mudei esse template mais uma vez. Ainda devo fazer alguns ajustes, mas o básico é isso aí. Rapaz.. dá um certo trabalho brincar por cima dos templates-padrão oferecidos pelo blogger.com.. mas no final das contas, o resultado fica até satisfatório. Espero que isso facilite a navegação de vocês. Agora beijos que vou dar um pulinho na casa do Fred e já volto.
Ainda embevecida pela beleza comovente de um trecho de 36 frames da noite de ontem, que insiste em não sair da minha memória, fui fazer o teste de vídeo lá do Caça VJ Mtv. Cheguei cedo, fui chamada logo e pude passear na Fnac.
O clima lá? Constrangedor. O teste até que foi tranqüilo, foda era o animador com o microfone andando de um lado pro outro com o Thunderbird e fazendo gracinhas com quem estava lá. "Essa daí tem estilo!" "E tem dado!!" ((quem aqui não sabe das minhas tatuagens? Ahn, só testando).Com a piada péssima, só consegui esconder a cabeça atrás do "O Chamado do Cthulhu" (obrigada, Nix, por começar esse vício maldito em mim!) e, lógico, posar de antipática. Tudo bem, acabou rápido, e na Fnac arranjei uma coleta do Kinks a 13 reais. Estou ouvindo The Kinks ensandecidamente. Que guitarras. Merda. Quando é que alguém vai inovar alguma coisa no rock de novo? As últimas grandes inovações-do-rock que ouvi foram Zumbi do Mato e Mr. Bungle - ambas as bandas com mais de 12 anos. Tá foda, hein? Que estagnação criativa, minha gente!!!
Então nesta madrugada aconteceram algumas coisas que podem mudar o curso de uma vida razoavelmente normal pra sempre.
Primeiro, lá pela meia noite, começou o show dos Leningrad Cowboys. Nunca vi nada igual. É divertido, é constrangedor, o visual é do caralho e o som é perfeito. O repertório é insano (covers absurdas, muitas covers absurdas), a bateria montada numa estrutura de trator estampado de zebra (!!!) e as dançarinas são algo assim.. de outro mundo. O show foi maravilhoso, pena que a divulgação foi fraquíssima.
Depois do show, na casa de um amigo meu, vi uma das cenas mais emocionantes que uma mulher pode ver na vida. Coisa mais linda. Não, amigos, não dá pra descrever aqui, só sei que a lembrança daquele momento vai ficar guardada no meu coração para sempre - ou sabe-se lá até quando.
Então fiz um programa típico de Copacabana: lá pelas 3:40 da manhã, esbarrei com o Fausto Fawcett ali na altura da Belford Roxo com a Viveiros de Castro.
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Essa noite definitivamente devolveu minha inspiração para levar meus projetos pessoais adiante, obrigada.
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E domingo passado nasceu Dominique, a bela cria do Augusto e da doce Tatiana. Nossa equipe deseja muitas felicidades para o trio :)

sexta-feira, outubro 18, 2002

Com essa gauchada toda dominando a empresa, não acredito que nunca tenha rolado Frank Jorge no sistema de som central. Bem, estamos corrigindo isso nesse exato momento.

quinta-feira, outubro 17, 2002

::wannabe::

de pin up wannabe a emulador de caminhão de bombeiro em questão de horas, graças ao pessoal do Werner
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::o rio de janeiro continua lindo::
Só Jesus expulsa os demônios das pessoas * * * Despertar a fúria da mulher revolucionária * * * Celacanto provoca maremoto * * * Gentileza Gera Gentileza Amorrr A Natureza
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Papai é foda. Resolveu passar um ano fora com a família e me põe maluca atrás de advogado, imobiliária, arquivos corrompidos no zip disk.. mas olha, papai é um cara bom:
[tunico] Quem diabos é (insira nome do ex aqui)?
[Lia] é o meu ex namorado
fofo
[tunico] Fofinho ex? Por que voce nao ararnja um de verdade?
[Lia] sei lá por que!!!!!
eles são todos malucos.. só arrumo maluco.
[tunico] bom, o papo esta bom mas vou dormir! Amanha é dia de branco! Estou escrevendo um texto sobre a Embrafilme para um livro italiano e tenhod e acabar até quarta! Por isot estou acordado!
Quanto ao fofo, procure melhor, em outros lugares! Banda grunge nao pode dar outra coisa! Tente Chase Manhattan Bank!
[Lia] mas ele é gaitista de blues!!!!!!
[tunico] TEnte sair do ramo musical!
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Resumindo:
a) conselho de pai nunca adianta nada, ele me diz isso há quase dez anos e eu continuo insistindo em músicos, produtores e/ou colecionadores
e b) ficou de mandar vir um francês. Oba.
O fim do mundo está próximo, irmãos
Hoje ouvi um barulhinho estranho na rua.
Era um celular que tocava "Sweet Child O' Mine".
É o mal, é o inominável tentando tomar forma sensível para os seres humanos e assim acabar com a nossa raça. Tenho certeza de que este é o plano deles, só não compreendo o porquê.
Talvez ache a resposta em livros, em alguma música. Deixa eu aproveitar que fico sozinha na sala até umas 10h e colocar Cramps aqui no som.
* * *
KISS = Kids In Satan's Service. Alguém aí sabe a origem desse boato relacionado ao nome da banda?
* * *
Semana passada foi o inferno do Jorge Vercilo. Essa semana é o pela-saco do Lulu Santos. Vou largar meu Beatles Com Tony Sheridan lá na recepção e ver o que acontece.
* * *
Sinto que o Big Beat From Badsville pode me ajudar a desvendar o Mistério.
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Bicho, nunca pensei que um dia tivesse que falar com a Suzana Werner e com a Daniela Escobar.

terça-feira, outubro 15, 2002

E hoje não tive nem traços da crise que me pega religiosamente todos os dias há cerca de um mês. Ontem à noite consegui resolver um problemão, e da maneira mais gostosa, divertida, saudável e imprevisível. Quem tem amigos não precisa de mais nada mesmo (mas aos 24 anos e cheia de responsabilidades novas, uma terapiazinha vai bem de qualquer jeito). Hoje teve curso com dinâmica de grupo lá do trabalho, o palestgante tinha a língua pguesa e eu não conseguia pguestar atenção na palestga digueito, mas foi legal interagir com o pessoal do trabalho, afinal a empresa é grande e eu não tenho um mês de casa ainda. Aproveitando que estava naquele inferno que é a Barra da Tijuca, fui até o paraíso (também conhecido como Fnac) e voltei com uns livros novos e um cd de swing (não confundir com troca de casais).
* * *
De ontem pra hoje ainda recebi uma proposta de namoro comunitário (???) e um desenho foda do Paulo César, o homem por trás dos já citados Crássicos da Periferia. Pra não falar, é claro, sobre o fato de finalmente ter resolvido umas pendências sérias de auto-estima. Yey!
Da série "Homens da minha vida":

Tom, Slim Jim e Fred.

segunda-feira, outubro 14, 2002

Sabia que uma hora esse cartão Movistar Top da Telefonica Celular teria alguma utilidade.
Há exatamente dez anos.. não sei precisar a data certa, eu sei que isso tem dez anos.. há dez anos eu estava mal pra caramba. Coisa de adolescente. 14 anos, várias mudanças, tinha acabado de ficar menstruada, tinha dado primeiro beijo, precisava ter alguma idéia do que ia fazer da vida, estava num processo de formação de personalidade.. já me vestia diferente da massa patricinha da escola, sabia que não gostava daquelas músicas, sabia que gostava de rock anos 50 e 60, gostava de The Clash e Faith No More, mas faltava alguma coisa. Então o Pedro, meu melhor amigo na época, me copiou essa fita.
- Lia, toma isso. Toda vez que eu me sinto assim, coloco isso bem alto enquanto jogo basquete. Dá certo.
Era uma coletânea de B-Sides de uma banda que eu tinha ouvido falar porque era uma das influências do Kurt Cobain.
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Desculpa, Charles Thompson. Desculpa, Mrs. John Murphy. Perdão Joe Santiago e David Lovering. Quase tinha esquecido o quanto vocês me fazem bem, quase tinha esquecido da versão de "Cecilia Ann", quase tinha esquecido do Bossanova, de "Down To The Well", de como "Dig For Fire" é boa. Quase tinha esquecido do pacto de fidelidade e da declaração de amor que fiz no final de 98, estampando aquele "P" alado nas minhas costas. Não foi traição, eu precisava conhecer outras coisas, entendam... mas eu sou de vocês. Eu sou sua Number 13 Baby (não é um pássaro, são dados, mas a soma é a mesma). É amor sim, eu disse que era.
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E por falar em desculpas, desculpa aí, Nix-Love, mas é que tá foda. Tem problema não, isso tudo vai passar e as coisas vão voltar logo ao normal, ok?
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Ao contrário do que a crítica diz, o filme do Scooby Doo é bom pra caramba. Tá bom, não é, mas eu gostei e o povo que foi comigo (neeeerds!) também. Mas não é legal pra crianças, e sim pra quem foi criança na época em que o desenho era um sucesso. Salsicha dando pala de maconheiro na frente da namorada fez o pessoal 20 e tantos anos rir um bocado, e todas as piadas com o inútil do Scooby-Loo (ou Scrappy Doo) foram perfeitas. Pra não falar dos flames pintados nos carros de figuração e daquele contrabaixo de oncinha escorado no bar onde se passa boa parte da ação. De resto, é tudo bastante forçado. Mas pra uma tarde chuvosa de domingo está ótimo.
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Ah, o que? Não choveu ontem? Então vai ver foi essa nuvenzinha que não sai de cima da minha cabeça.

domingo, outubro 13, 2002

A Unimed trata isso?
Eu tou assustada. Estou há algumas semanas pesquisando os sintomas e essa merda bate perfeitamente. Lógico que é fase e que vai passar: são distúrbios de comportamento que se manifestam por fases, alternando um bom humor contagiante, desses que as pessoas já associam a mim, e fases extremamente depressivas, de chorar compulsivamente sem motivo, perder a vontade de fazer qualquer coisa, que eu trato de esconder porque pessoas depressivas são desagradáveis e puxam quem está perto pra baixo. Antes que vire algo sério, preciso de um diagnóstico profissional e se for isso mesmo, de tratamento. Não quero passar o resto da vida tendo crises que nem essas das últimas semanas. Sempre fui de fazer tudo sozinha, furar parede, pintar a casa, montar micro, nunca precisei de ninguém - mas agora, mais do que nunca, preciso de ajuda.
Sempre quis saber como Michael Jackson seria se não estivesse todo deformado por cirurgias plásticas? Clique aqui.
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Essa vai pra todas as Wannabes, e também pras I Wish I Was, e também pras minhas amigas que se amarram na dita cuja:

Which Bettie Page Are You?

brought to you by Quizilla
You're Color Bettie, you're bright and modern and you seem to always know what's going on. You're into art and expessing deep feelings...that makes you a little deep yourself.
Estava preparando um post todo emo sobre a festa maravilhosa de ontem. Gente altamente selecionada e músicas perfeitas do começo ao fim (que não cheguei a ver, e olha que saí às 5 da manhã e o som estava ótimo ainda). Estava agradecendo ao anfitrião e dj, ao outro dj que mandou benzaço no comecinho da festa, aos amigos presentes, aos drinks do Ranaur, à coleção de bonecos do He-Man que apareceu ali, ao pessoal do bar (ré ré ré), ao BrunoC que ficou de me contar uma fofoca quente na saída, mas o grande momento da noite, me desculpem, foi eu e Lila mantendo nosso nível saudável de insanidade toda vez que disparava um flash ("Duck and cover!!!").
Lugar arejado, música boa, gente legal, coisas surreais acontecendo, cada um contribui com a festa como pode, etc etc etc. E depois me perguntam por que eu não tenho mais pique pra encarar lugares fechados, caros, cheios de pessoas sem nada em comum comigo e onde você fica até feliz quando toca algo que você gosta.
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Papai ligou da França dando notícias e pedindo meu número de icq. Alguma coisa boa essa merda de domingo tinha que ter.
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Som de hoje: qualquer coisa by Johnny Burnette Trio". Cliquem aí no link, é legal. Ontem eu estava ouvindo "Your true love" na versão maravilhosa da Brian Setzer Orchestra.
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"I'm dancing and I can't be bothered now". Um prêmio pra quem descobrir essa sem procurar no google.

sábado, outubro 12, 2002

Morar sozinha não é mole não. Você tem que manter a casa limpa e arrumada, pagar contas (muitas contas, e todas em dia), cozinhar, mas tem suas vantagens - lógico. Se não tivesse, ninguém assumia essa responsabilidade toda, certo?
Uma delas é a privacidade. É poder trazer quem eu quiser quando eu quiser, é poder ficar sozinha quando eu bem entender. E a outra é poder - respeitando os horários de silêncio por causa dos vizinhos - botar o som no talo.
Então ocorre que hoje, sábado, meio dia, estou ouvindo uma ds melhores bandas dos anos 70: Slade (nunca nunca nunca confundir com Slayer, ok?)
Slade é algo entre o glam rock e o hard rock. Slade é Cum On Feel The Noize, é Mama Weer All Crazee Now. Slade é festa, é bom pra acordar, é diversão garantida.
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Adendo: "Bangin' Man" é A música. Começa com aquele cowbell safado (banda de hard rock tem que ter cowbell), imagina um Creedence Clearwater Revival com mais peso e corinhos em falsete? É foda. Ouçam urgente.
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Aliás, cadê meu cd do Creedence?
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Este blog se emociona ao receber um e-mail do criador dos Crássicos da Periferia, um dos grandes clássicos da animação do ano passado. Chuife. Não é todo dia que você é elogiada por alguém que você curte muito.
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Agora vou ali ter uma vida e me preparar para A Festa Do Ano. Vestida de Mulher Maravilha.

quinta-feira, outubro 10, 2002

Perguntar não ofende...
Quem entrou aqui procurando por "Bilu Tetéia" no Google? Favor entrar em contato.
Não disse que era fase? Estou ótima hoje, e ontem fiquei totalmente numa boa.
Ok, agora deixa eu continuar trabalhando. Já já volto aqui pra falar com vocês. Passei o dia inteiro hoje num curso de treinamento de um novo sistema de dados de pedidos de compras que a empresa está implementando e estou vendo números de nota fiscal quando fecho os olhos.. freak.
E por falar em freak, amanhã tem Freak Show no Ballroom, com a participação dos freaks do Kamichaos.. vai aí no site ver do que se trata e me diz se não é imperdível..
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Música do dia: "Hillbilly Hula Girl", Junior Brown. Presta atenção, Hillbilly Hula Girl. Vou adotar essa música como "a minha música". Demorou.

terça-feira, outubro 08, 2002

Meu nome hillbilly, descubra o seu também:
Your name is Billie Jane Carter but everyone calls you Bess
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É a nona vez que essa coleta do T-Rex rola, deve ser a última de hoje. Já decorei todos os compassos de "Mambo Sun", estou cantando "Life's A Gas" igualzinho já. E "Cosmic Dancer". Nó, Cosmic Dancer é a coisa mais linda.
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Obrigada, baby, o termo certo estava me fugindo à mente. Me parece um pouco pesado, isso não acontece comigo normalmente, só quando me sinto sozinha (e me sentir sozinha independe de estar ou não sozinha). De qualquer forma, é fase, eu sei exatamente quando e por que começou, e sei exatamente como isso acaba. Só preciso de ajuda. Essa semana ouvi de algumas pessoas "você é gostosa", "você está gostosa", "você é inteligente pra caramba", "achei foda isso que você escreveu", "menina, você caiu do céu", "o layout novo ficou lindo", "eu te adoro", "não vou te deixar sozinha" e de concreto, continuo precisando de abraço. Isso não está certo. É igual ao cara que é super qualificado mas não consegue emprego.. porque é qualificado demais e empresa nenhuma tem cacife pra contratar.
Tá tudo errado. Tudo errado. Os Vogons bem que poderiam destruir logo a Terra.
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Como o Arroz bem lembrou em seu blog-do-róque (aliás, Arroz, assim que eu reorganizar minhas finanças, preciso voltar praí), Big Bopper estava NAQUELE avião com Buddy Holly e Richie Valens. E só recentemente fui conhecer o som do freak, e não tinha associado o nome à pessoa - de quebra, descobri que já conhecia bastante coisa dele mas não sabia que ele era ele. É o homem por trás de "Purple People Eater". Isso, baixem "Purple People Eater", é foda.
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"20th Century Boy". Pela nona vez. Prometo que é a última de hoje.
Aloha, Wela Ka Hau
Hoje é um novo dia. Obrigada, Daniel W. e Diego G.
Estar deprimida num dia e insuportavelmente animada no outro é um comportamento esquizofrênico? Pode ser. De qualquer forma, tenho que aproveitar o pique de hoje, certo? Isso inclui possivelmente ir ao show hoje na Lagoa, mas também pode incluir terminar o artigo sobre fetiche ou avançar mais páginas na história de Daniel
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Gostaria de agradecer também ao estimado Caio S. de S., que me mandou o link do sensacional Archive.org. Há uma seção interessantíssima de pequenos filmes das décadas de 40, 50 e 60 para baixar, entre eles o fabuloso "Duck And Cover", grande clássico da era atômica, que ensina crianças a se protegerem da radiação provocada pela bomba, tal qual tartaruguinhas. Vários comerciais de carros e guloseimas inspiradas na então recente febre da corrida espacial, uns filmes maravilhosos apresentando as maravilhas do também recente som estereofônico e outros ensinando adolescentes a se portarem diante das agruras da puberdade - "Molly Grows Up", por exemplo, trata da primeira regra da garotinha. Foda. Deixei vários desses baixando e fui dormir feliz.
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Quer aprender a falar havaiano? Não tem paciência? Aqui tem um pequeno dicionário e aqui tem outro pra você (note que a gramática deles é bem simplificada).
Já o hula é outra história, e é muito simples também. Um dia dou uma geral aqui.
Tem algo errado. Está faltando alguma coisa, e sinto que é algo fundamental. A única coisa que tem me dado tesão ultimamente é meu trabalho. Ok, outras coisas também, mas o acesso a essas coisas é complicado, se não impossível. Então estou desanimando. Dá vontade de me trancar em casa por um mês e chorar. Tou vendo que estou voltando praquele mesmo esquema dos meus 18 anos quando morava num país onde mal falava a língua e não conhecia ninguém - eu tinha que ser autosuficiente, ir a todos os lugares sozinha, conhecer pessoas que dentro de meses não fariam mais parte do meu universo, ir a lugares onde eu não iria normalmente.. a difrerença é que eu chegava em casa e parte da minha família estava lá esperando. Tou perdendo empolgação, peso, amigos - e tempo - com coisas que não deveria mas não resisto.
E não tou feliz.
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Som da noite, pra tentar levantar o ânimo? The Kinks - "You really got me". Musicão, quem não tiver em cd ou vinil aproveita e baixa.

segunda-feira, outubro 07, 2002

Programão pra 3a feira depois do trabalho:
Blues Etc
A banda de blues acústica se apresentará amanhã, dia 8, no lounge da chiquérrima Epitácio, na Lagoa.
A Epitácio fica na Av. Epitácio Pessoa, 980 - Lagoa
Tel.: 2522-1999
Hor.: 22:00h Entrada.: R$ 20,00
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Coisas que a gente acha por aí: Losers.org. Então tá então. Mas losers mesmo são esses aqui: candidatos que não receberam nenhum voto. Zero. Nem deles mesmos, nem da família. Triste.
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Aconteceu comigo
Fui procurar a tradução literal de outro fetiche pra colocar aqui e acabei estudando GREGO ANTIGO. Não faz meia hora. De quebra, esbarrei num puta texto foda do Roland Barthes, "A Teoria do Texto". Vale a lida.
O fetiche era a HIFEFILIA, que é a excitação pelo contato com tecidos - pele, couros, veludo, pelúcia. Taí, esse é legal.
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Por falar em fetiche, estava muito a fim de repetir um lance que fiz domingo passado - leia-se "domingo-semana-passada, não "domingo-ontem". Pra bom entendedor...
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Porra. Elza. Há anos venho dizendo isso, quem precisa de Billie Holiday quando se tem Elza Soares? Que voz é essa, meu deus? Cacetada. Ela canta "Haiti" em "Do Cóccix Até o Pescoço". EU GOSTO DO TROPICÁLIA 2, DO GIL COM O CAETANO, pronto, confessei. ELA CANTA VERSÃO DE COLE PORTER!!!!!!!!!!!! COM CHICO BUARQUE!!!!A pérola chama-se "Façamos (vamos amar)", versão de "Let's Do It (Let's Fall In Love)". Não gosta de arranjos calminhos e orquestrados e prefere algo mais rock? Sem problemas, ouça a versão de Joan Jett com Paul Westerberg. Mas a versão de Elza com Chico está clássica mesmo.

domingo, outubro 06, 2002

FORMICOFILIA
É aquela estranha preferência sexual por insetos nos genitais.
Eu devia estar dormindo, amanhã voto em Niterói - e cedo, se quiser voltar para o Rio a tempo de ver os Netunos - mas passei aqui só pra dizer que se vocês quiserem ver algo realmente esquisito, arrumem o videoclipe de "Jocko Homo", do Devo. Bizarro, freak, estranho, tudo isso é pouco pra definir esse vídeo dos caras.
* * *
"Nos Embalos da Motown"
(tal como postado numa lista de discussão do Yahoogroups)
Pra quem não sabe, é um documentário sobre os Funk Brothers, o grupo de músicos de estúdio da Motown - aquele som característico da Motown é obra deles e de suas excentricidades e genialidades.
A trilha sonora do filme é, obviamente, maravilhosa - só os clássicos de Marvin Gaye, Martha Reeves, Stevie Wonder, The Four Tops e outros ilustrando as cenas do documentário, intercalados por cenas de um show recente, já com a segunda e atual geração de músicos dos Funk Brothers - todos os membros da formação original já se foram - com participações de Ben Harper, Joan Osborne, MeShell Ndegeocello, Chaka Khan e Bootsy Collins (aquele freak). Os personagens são interessantíssimos - e eu que sempre achei Les Claypool (do Primus) o melhor baixista da história do Baixo, agora coloco ele pau a pau com James Jameson.
Um dos focos do documentário é o ressentimento dos Funk Brothers em relação ao seu não-reconhecimento: só na gravação de "What's Going On", de Marvin Gaye, que seus nomes foram creditados num disco - mas aí já era época de British Invasion nos EUA e atenção para a Motown se dispersou - umas inovações, como a introdução do Wah wah aqui ou ali, mas a menção à gravadora de Detroit já não causava mais tanto frisson.
Outro ponto importante são os personagens reais e extremamente carismáticos. O diretor soube tirar o máximo dos músicos, dando uma vida pessoal e historinhas curiosas de banda pra contar, além das informações técnicas para músicos. Isso é fundamental num documentário.
Uma curiosidade que notei foi que a) quando eles falam do novo som e padrões de produção de áudio surgidos nos anos 60, o nome de Phil Spector sequer é mecionado e b) Michael Jackson também não merece uma palavra.
Olha, "Nos Embalos da Motown" é um filmaço, emocionante pra caramba tanto pra quem curte as músicas como pra quem vive de música.
Recomendo a todos.

sábado, outubro 05, 2002

BRASNET - Boa madrugada, caro usuario. Teremos agora um adoravel netsplit para ajustar o roteamento provendo assim melhor performance no resto da madrugada e para o resto do final de semana tambem.
[AnniFrid] Caralho, parece o TRansportador Vertical de Pessoas Da Companhia Cibernética de Sirius (o Guia do Mochileiro das Galáxias)
[Bored_Teenager] ADORAVEL
* LaDy_LuCk está away.. [la la la] [t7DS: pager/on, logging/on]
[AnniFrid] pelo menos não era um formidável netsplit

sexta-feira, outubro 04, 2002

Legal.. agora esse blog atingiu aquele nível de popularidade dos "blogs onde pessoas sem argumento deixam recadinhos malcriados nos comentários". Não sei se era isso o que eu queria, preferia quando só os meus amigos vinham aqui, ou quando vinham pessoas legais que de alguma forma se identificaram e essa foi a maneira de entrarem em contato (viu Livia Legoland??) mas fazer o quê? Tá na internet é pra isso, certo? Depois a gente muda endereço de blog, pede pra não linkar em lugar nenhum e neguinho não sabe por que.. o mais legal é descobrir o mesmo prefixo de IP pra todos esses esquizofrênicos que têm múltiplas personalidades. Isso é doença. De qualquer forma, não pedi pra ser sua namorada, nunca cogitei a possibilidade de ouvir na sua casa algo que eu ouço na minha, muito menos de levar meus amigos. Recado dado, por mim pode escrever o que quiser, porque gente que não me conhece pessoalmente não me ofende. Obrigada.
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Pra não dizer que não falei de coisas legais, tem Netunos domingo na Funhouse. Vou tentar ir, sair cedo de Niterói - onde vou votar. Se vocês estiverem pelo Rio de Janeiro domingo, apareçam.. Netunos vale a pena, levanta o humor de qualquer um - e é disso que estou precisando.

quinta-feira, outubro 03, 2002

da série: também, não expliquei mesmo
Estou ficando cada vez melhor nisso. Sabia que eu ia sair mal dessa, só não sabia que ia ser assim.
* * *
Nessa edição da Mood tem uma matéria minha sobre o suposto retorno da música brega ao gosto popular, junto com uma matéria do Nix sobre o show do Buddy Guy.
* * *
Se você perde a fé em algo "maior", "acima de todos nós", você pensa racionalmente, não? Se você começa a acreditar em premissas absurdas - tipo uma invasão de ETs no seu quintal - e mais, se sua vida de uma hora pra outra é regida pelo temor a algo maior do que você, então você tem fé sim - em outra coisa, mas o nível de insanidade do cara é basicamente o mesmo. Só pra dizer que a premissa do filme foi mal elaborada - e o filme é todo galgado em coincidências que culminam na... chega, parei por aqui. O fato é que tanto o discurso de que "tudo o que você faz pode ter conseqüências no futuro" quanto a escola Syd Field de roteiro que diz que nada e nenhum elemento de cena e nenhum diálogo deve ser inútil tornam "Sinais" um filme previsível - ainda mais se você conhece os outros filmes de M. Night Shrubbery (TAAAANNN!!! - n. da r.: peguei a grafia correta do termo Srubbery aqui, no script completo de Monty Python & The Holy Grail), então, se você conhece os outros filmes de M. Night Shrubbery (TAAAANNN!!!) você já presta atenção aos detalhes sutis, porque sabe que se não ligar os pontos, perde o raciocínio de como ele chegou àquele final.
Certo, mas os detalhes em "Sinais" não só são sutis como um hipopótamo plantando bananeira como o final não surpreende. Ok, ok, M. Night Shrubbery (TAAAANNN!!!) não precisa viver segundo sua fama de "o diretor dos finais surpreendentes", mas não precisava apelar pro patético, pro caricato. Toda aquela coisa legal de um bom filme de suspense, em que você tem medinha de voltar pra casa sozinho, se perde quando.. quando... merda, vou acabar contando. Bem, se você já viu o filme ou não pretende ver, selecione esse parágrafo todo porque tem um texto escondido no final. Se não viu e pretende ver, leia normalmente.
[início do texto]"Sinais" poderia ser melhor se ficasse apenas no suspense psicológico, naquela família toda surtando, nas crianças piradas. Toda a graça do filme se perde quando os ETs viram criaturas PALPÁVEIS e FEIAS. Se eles nunca soubessem o que aconteceu, por exemplo. Mas não, aquela água toda, que faz você prestar atenção e elaborar teorias a respeito dela.. a cena gratuita do policial elogiando as habilidades do rapaz no beisebol, o que faz você se ligar de que aquilo vai funcionar no final.. e as garras do inimigo sempre aparecendo. Cara, isso tira todo o potencial de suspense do filme e transforma "Sinais" num desses filmes trash com criaturas de borracha - ou pior ainda, deixa o filme numa posição meio cá meio lá.. totalmente perdido e não diz a que veio. Mas é claro que isso é apenas minha opinião e, mesmo assim, curti. Puta filme da Troma.

terça-feira, outubro 01, 2002

DESLOCADA
Eu não sou assim, não estou com esse humor todo, isso tudo é pra disfarçar uma frustração minha. Sabe o que eu queria? Um bar com pista de dança pra ouvir Duke Ellington, Cab Calloway, Fats Waller e aquela galera do Cotton Club. Te juro. Tou pedindo demais? Adoraria poder ir a lugares que tocassem o que eu quero ouvir, adoraria poder dizer que eu amo swing sem que as pessoas arregalem os olhos e achem que eu curto troca de casais. Se existisse um lugar desses aqui no Rio, adoraria poder arrastar meus amigos - e outro motivo que me faz sentir deslocada é que meus amigos têm várias coisas em comum comigo MENOS ISSO. Ser uma criança-prodígio que não curte o que as outras crianças da sua idade curtem é terrivelmente frustrante.
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