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sexta-feira, abril 19, 2002

VAMOS PARA O RANCHO
Tá me dando um apeeeerto na garganta... um grande aperto, estou engasgada, não me perguntem que eu não sei o que houve ou o que vai haver, só sei que estou assim.
Nem a demo do Graforréia (tosca, tosca, tosca) me salva..
* * *
Ontem fui sair pra beber com o 90 (por beber, entenda-se mate e suco de abacaxi com hortelã).
É legal ver que ele tem rosto, e não apenas uma florzinha no icq. Já conheço o distinto há anos, e por falta de oportunidade, grana ou preguiça, a gente nunca tinha se visto pessoalmente. Pois demos um jeito nisso e ficamos de papo furado até as 4 da manhã, desta vez, tête-à-tête.
O resumo da conversa?
Rock. Lógico. De Ronnie Von a Tito Livy a Graforréia Xilarmônica (o título desse post e as citações seguintes são da demo deles), e eu chorando de rir da mulher muito desafinada tocando violão e cantando no calçadão e PUTZ! O 90 conhece o José Cláudio, e sabe de onde o José Cláudio surgiu.
* * *
José Cláudio
O cd-r foi parar, sabe-se como, nas mãos da Florencia, amiga minha engenheira de som e produtora, e é a coisa mais genial do últimos tempos.
O cara vem lá de Cachoeira do Sul, é camelô, juntou uma grana e foi gravar um cd. Tinha banda e tudo, mas ele era tão ruim, mas TÃO ruim, que banda era um desperdício, então ele canta por cima de um tecladinho e os caras do estúdio tentam melhorar sampleando a voz do homem pra entrar no tempo, fazendo uns solos de metaaaaau no meio e umas viradas de bateria toscas e as letras e o desânimo do cara e a desafinação...
Pois bem, a Flo trouxe isso e virou hit entre os amigos dela, o que eu não conseguiria imaginar é que a prensagem do cd do José Cláudio esgotou e tem camelô pirateando.. lá no Sul, lógico.
Cara, falando assim não dá pra ter noção do nível das músicas.. é um desânimo, e muita desafinação... "O Paraguai é o paraíso/ lá tem tudo o que eu preciso/ vou comprar meu contrabando/ amanhã já tou voltando" é o que há.
* * *
Numa linha mais cult, brega feito por gente que sabe o que está fazendo (não, isso não é ingênuo que nem o José Cláudio, brega "true-to-death"), o 90 trouxe o disco de uma dupla chamada Emílio e Mauro. Saca só um pedacinho de uma das letras:
"se você pudesse amar/ como eu amo a você/ poderia um dia me encontrar/ o que eu isnto por você/ só eu posso lhe dizer/ ah meu deus, não paro de chorar/ pobre menina cega surda e muda/ ai como eu sofro te amando sem você saber/ como eu queria ser igual a você para poder te amar do mesmo jeito que voc6e me ama
pobre menina/ pobre menina/ anêmica raquítica estrábica mas mesmo assim eu te amo do fundo do meu coração"

Lógico que quando eles começam a falar de "vou te levar ao borracheiro" você se liga que a guria é uma boneca inflável..
Tem também essa aqui:
"Apendicite desgraçada que levou o meu amor/ Deus levou minha namorada mas porque não me levou/ me deixando aqui sozinho veja o q aconteceu/ foi conhecer Jesus Cristo esperando um filho meu"
Genial.
* * *
E com vocês, Graforréia Xilarmônica. Citações do dia:
"Se arrependimento matasse, hoje eu estaria num cemitério qualquer/ apodrecendo de raiva e também fazendo força/ para abrir o caixão e retornar"
e
"Eu gostaria de matar os dois/ mas como não posso, vou matar ele depois"
* * *
Entre outras coisas, Lia-Multiuso também faz ilustrações. Sexta feira que vem, em http://www.kadike.com.br.

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