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domingo, agosto 31, 2003

Destruindo um mito ou "Ela merece!"
Barbie Elvira; Barbie Hellraiser; Barbie Marge Simpson; Barbie neo-nazista; Barbie psychobilly; Barbie diabinha, Barbie Wendy O'Williams. Sim, existe gente mais desocupada do que eu nesse mundo, aqui.
Sim.. eu babo de amores por aquelas Barbies de coleção (especialmente a Barbie-fã-de-Frank Sinatra-que-vem-com-o-Sinatra-junto), mas chega de Barbie loira gostosa (o que é muito relativo, gostosa mesmo era a Quem Me Quer!!).. eu quero é Barbie de olhos esbugalhados! :)
* * *
Eu sou o Arauto do Apocalipse
Depois de matar os Mamonas Assassinas, hoje foi a vez de matar Charles Bronson.. depois de uns oito ou nove anos que eu não tocava no nome do sujeito, foi só falar que ele foi dar porrada no céu.
* * *
O inferno..
..é, como se não bastasse ficar com uma música martelando na cabeça, ela ser aquela "Toda vez que eu chego em casa, a barata da vizinha tá na minha caaaamaaa.."

sexta-feira, agosto 29, 2003

Assassinando a língua pátria
Eis que hoje foi um daqueles dias - numas de tornar o ambiente um pouco mais propício ao conforto de uma visita recém-operada das vias nasais, resolvi eliminar uma caixa de papelão cheia de papéis inúteis.
Porque, sabe, algumas coisas continuavam encaixotadas desde que me mudei para cá. Por mais que esse apartamento seja da família e eu não tenha a obrigação de sair daqui tão cedo, gosto da idéia de ter tudo encaixotado - ou facilmente encaixotável - para poder me mudar quando quiser. Porque pra uma pessoa desorganizada como eu, vocês não imaginam o inferno que foi guardar centenas de miniaturas de Kinder Ovo, outras centenas de cds, gavetas e mais gavetas de material de desenho e pintura, revistinhas em quadrinhos e tudo o mais. E isso porque estou mais perto dos 30 do que dos 20. Enfim, continuemos;
Aquela caixa de Guaravita com papéis saindo pelos cantos estava me incomodando e pesando no ambiente - isso aí, pesando, num quarto já pesado por conta desses armários pesados de madeira escura. Mas vamos lá, vamos descobrir o que tem dentro, guardar o que interessa e jogar coisas fora - deeeeeussss, como eu tenho dificuldade em jogar coisas fora!!
No meio daquelas revistas de informática com produtinhos obsoletos e cds da America Online, achei uns lances de faculdade. Histórico escolar do primeiro período (!!!), grade das matérias de antes da reforma curricular do curso de Produção Cultural (reforma que quase me impediu de me formar), e uns textos da aula de Oficina Literária.
É, eu era elogiadíssima na aula de Oficina Literária.
Não que eu escrevesse bem. Mas é que eu escrevia diferente. Vejamos: acho que a proposta dessa aula era escrever poesia - e lá vão os alunos do departamento de Artes escrever suas próprias poesias. Na boa? Poesia de artista é foda de aturar. "O Mundo. E o nada. Eu sou o nada no mundo. E o mundo é nada. Nada." e por aí vai. Isso, quando não querem transgredir achando que transgressão ainda é escatologia. Qualquer moleque fã de South Park é mais escatológico do que o bunda-branca do entojo que é Gerald Thomas. Mas voltemos à minha poesia - eu, que acho que se não tem métrica nem rima, precisa ter sentimento. Se não tem sentimento e você definitivamente não está se sentindo com coração e alma de poeta, precisa de métrica e rima para caracterizar um poema - senão ficam apenas umas palavras soltas e sem sentido. E uma das coisas que mais me irritam (enquanto eterna estudante de arte) é essa falta de limites entre o que é arte e o que não é. Nego acha que TUDO é arte. Não é bem assim. Não vou entrar em detalhes - mas se a sua escola ou faculdade quiser um workshop ou palestra sobre o assunto, me chamem. Diversão e aprendizado garantidos ou seu dinheiro de volta.
Voltando (de novo) ao meu poema, entendam o seguinte: eu não sou poeta. Aliás, acho 'poetisa' um termo feio pra caralho - tipo chamar elefanta de 'aliá'. Não sou poeta porque tenho autocrítica e acho que se eu resolvo expressar sentimentos de forma poética, acabarei caindo na pieguice - ou o que na MINHA opinião, é pieguice - e aí fudeu, acabou a coisa bonita da poesia. Porque o limite entre o bonito e o cafona também é tênue, "A Guerra dos Meninos", de Roberto Carlos, é um bom exemplo disso.
O fato é que naquele dia eu - que já não sou poeta - não estava com o mínimo espírito de escrever coisas bonitas para emocionar a turma. Então, para caracterizar o poema, optei pela estrutura formal de versos e rimas. O resultado segue abaixo:
Soneto? Que Soneto?
Vou lhe contar uma história sobre um amigo
Amigo que deveria ter sido ator
E sobre quem respondo com imenso ardor
Quando me fazem comentário tão antigo

O mundo jamais pressentirá tal perigo
Contido em tal resposta, causa-lhes torpor
A minha tamanha ousadia em lhes expor
E indagam o que está havendo comigo

Por ainda me servir da velha anedota
Este soneto explicará ao retardatário
Do que se trata essa piada idiota

É apenas um jogo de rimas sumário
Do qual, se fores esperto, tomarás nota
E nunca me perguntarás "Mário? Que Mário?"

* * *
Era isso o que eu tinha pra dizer hoje. Acho que isso é de 1997. Cof cof.
Eu.. perdi.. o. .beijo.. DE LÍNGUA.. da.. Madonna.. na.. Britney.. Spears.. no.. VMA???
* * *
Os Assassínios da Rua Morgue
Não vi o filme, fui direto no livro e me frustrei um bocado - a lógica de Auguste Dupin é impecável, e creio que o que importava em "Os Assassínios da Rua Morgue" era mesmo a construção de um personagem detetive amador, curioso profissional, dotado de raciocínio lógico e cultura geral, e a maneira como ele soluciona o mistério, e não o mistério em si - se bem que, à metade dos depoimentos, eu já imaginava o desfecho, com a diferença que eu não inspecionei a casa de Madame L'Espanaye e não sabia como o assassino havia saído dali. De qualquer forma, fiquei um bocado frustrada sabendo que o mestre do suspense e terror psicológico foi capaz disso. De escrever um assassinato cometido por um.. por um.. é, isso aí. Um macaco, pronto, contei. Bicho, que decepção! E foi uma decepção anunciada, a voz estridente num idioma não reconhecido por nenhum europeu, a força descomunal, a maneira pouco convencional de esconder o corpo, os gritos.. e o pior é que nem dá pra dizer que ele melhorou com o tempo, pois o conto data do auge de sua produção.
Ok, ok, em 1848 as pessoas eram mais ingênuas. Lia, dá um desconto.
* * *
"nota dez para as meninas da torcida adversária
parabéns aos acadêmicos da associação
saudações para os formandos da cadeira de direito
a todas as senhoras, muita consideração
porrada! nos caras que não fazem nada!! Porrada!! nos caras que não fazem nada!"

Sim, o acústico encheu o saco de todo mundo. Sim, foi um tanto caça-níquel. Mas ei, se eu tivesse uma banda e precisasse de uma grana extra, a primeira coisa que eu faria seria uma cover de Roberto Carlos. E eu perdôo o acústico dos Titãs porque quem é bom PODE e tem o direito de viver de música. E sim, eles são bons.
Não adianta falar que eles seguiram modinha e chamaram o Jack Endino pra produzir na época do grunge, não adianta falar que "Isso pra mim é perfume" ("Amor, eu quero te ver cagar")é de um mau gosto extremo, por que eu sei que é. Mas os Titãs eu perdôo. Eles fizeram um disco como o "Õ Blesq Blom", eles fizeram "Estado Violência", "Homem Primata", "Tô Cansado", "Filantrópico", fizeram "Toda Cor" - e essa foi logo no comecinho, quando ninguém tem a obrigação de ser bom. Também no comecinho, fizeram "Insensível", que faz até a gente perdoar a rima de "ladinho" e "radinho de pilha" de "Sonífera Ilha".
Os Titãs fizeram "Dona Nenê", com aqueles teclados alucinados e métrica esquisita, que só o Devo faria igual. Os Titãs fizeram "Jesus Não tem Dentes no País do Banguelas", um disco estranho de engolir, apesar de uma ou outra faixa mais pop. Foram ficando cada vez mais esquisitos e chegaram a "Dissertação do Papa Sobre o Crime Seguida de Orgia", tá no "Titanomaquia" e é maravilhosa. O clima do disco é tão pesado, e eles ficaram tão longe do público que fizeram o "Domingo". E, porra, o "Domingo" é um discão subestimado pacas. "Domingo" foi pouco ouvido, e pouco gostado - e, apesar do clima mais pop do que o do 'Titanomaquia', ainda não foi dessa vez que eles tiveram o retorno (merecido) ao gosto popular: foi quando regravaram Roberto Carlos. Assim até eu - e aí vem aquele povo todo com aquele papo furado de que a banda se vendeu, que os Titãs não são mais os mesmos, que tá rolando uma crise de criatividade brabeira e tudo o mais.
Sim, o Arnaldo Antunes saiu, o Marcelo Fromer morreu, o Nando Reis está muito dedicado a seus projetos pessoais, a enteada do Branco Melo tá apresentando programa de esportes na tevê, o Gavin tá lá lançando velharias legais em cd e, se a Malu Mader está feliz, é sinal de que o Belloto não está tão preocupado assim com a banda.
Sobram o Paulo Miklos e o Sérgio Brito, enfim.
E ainda assim eles fizeram "A Melhor Banda dos Últimos Tempos da Última Semana". Não é um "Cabeça Dinossauro" nem um Õ Blesq Blom. Mas até queeles ainda estão criando bem.
* * *
E o Nick Cave, hein? Que voz, que classe, meu deus!

quarta-feira, agosto 27, 2003

Faz sentido.


you really WANT to offend someone, but you're just too censored. too censored for your own good. you motherf*er, you.


Take the test, by Emily.

terça-feira, agosto 26, 2003

Disputa injusta
Filho de pais ricos, Cole Porter desde cedo aprendeu a tocar piano e violino. Num desses raros casos em que a criança realmente tem aptidão para o que os pais impõem, aos dez anos o moleque já compunha, e na faculdade, já escrevia musicais. O caso se torna mais raro porque a aptidão do rapaz beirava a genialidade - sua sensibilidade aguçada o tornou um dos melhores compositores e letristas dos anos 30 e 40, e é claro que pipocam por aí versões excelentes de suas músicas feitas por gente tão diferente quanto Elza Soares e Les Negresses Vertes; Cole Porter é pra todos os gostos (não por acaso, é um dos meus compositores favoritos).
No entanto, tem esses dois duetos, duas versões rock de Cole Porter, que me chamaram a atenção hoje e, se é que dá pra dizer que uma é melhor do que a outra, vou precisar da ajuda de vocês. São elas:

Let's Do It (Let's Fall In Love) - Paul Westerberg + Joan Jett (letra e música)
X
Well, Did You Evah! - Debbie Harry + Iggy Pop (letra e música)


Vamos lá. Uma é com a riot grrl original e o e vocalista do The Replacements. A outra é com a voz do Blondie e o Iguana himself. Quatro ícones do rock'n'roll cantando um ícone da música popular norte-americana. E ainda dá pra fazer gracinha com os nomes, Westerberg versus Osterberg. Isso só pode prestar, e muito.
Páreo duro, hein?
Ah, sim. Se for o caso, mudem a extensão dos arquivos por aquela que vocês já conhecem bem.
Depois - como diriam os Guns'n'Roses, no melhor conselho já dado por uma banda de rock (a quem interessar possa, está no clássico "The Spaghetti Incident", a prova do bom gosto de Axl e sua turminha), "Façam-se um favor: vão atrás dos originais".

segunda-feira, agosto 25, 2003

"O que é isso?"
"CARALHO!!!!!"
"hahahahahahahahahahahaaha"
"meu deus.."
"O HORROR! O HORROR!"
"Ah, a humanidade!"
"Socorro"

Conheça o Mini-Kiss e entenda toda a comoção em torno do mais novo fenômeno pop. Cortesia, mais uma vez, do insano do Oswaldo.
Pílulas
A Kim Cattrall não me engana. Essa história de ter mais ou menos 35 anos em "Sex & The City" não me convenceu, fui pesquisar e bingo! 47 aninhos. Sabia que tinha algo estranho ali - tão estranho quanto a calvície precoce do Dylan, de Barrados no Baile, que mal entrou na faculdade e já estava com entradas enormes na testa. Em 1990, ele tinha 25 anos. A Gabrielle "Andrea Zuckerman" Carteris, então, hummmm.. já tinha 30 quando a série começou - quando eles ENTRARAM em Beverly Hills High. Sentiu a gravidade da coisa? O problema não é a faixa etária atrasada em pelo menos uma geração, o problema é fazerem a gente de palhaço, querendo que eu acredite que a Kim Cattrall está na faixa dos 35 anos. Sei, sei..
* * *
"Hewlett Packard Ama Artesanato". Falei em código agora. E bastante errado, diga-se de passagem - mas às vezes a imaginação viaja nessas formas alternativas de falar nomes conhecidos.. nesse caso, o do escritor.. ah, não vou falar. Estou constrangida pela minha própria infâmia sem fim.
* * *
"Quatro pernas bom, duas pernas ruim", baliam as ovelhas por vinte e cinco minutos, e punham fim a toda e qualquer discussão.
Aproveitei a promoção d'O Globo pra abastecer minha biblioteca com "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, que eu já gostava por causa de "1984". É um continho, quase uma fábula, que você lê no trajeto "Gávea - Leme - Charitas" - no entanto, a 'moral' típica das fábulas (nesse caso, a de que 'não adianta a revolução e a mudança de regime, sempre vai haver um opressor') é ofuscada pela genialidade do autor em fugir do óbvio - o triunfo dos bons e trabalhadores, como qualquer outro teria feito de posse da mesma idéia.
Pensando bem..
..qualquer outro não.
Se Julio Verne escrevesse "A Revolução dos Bichos", Bola de Neve lideraria a construção do moinho de vento que não apenas proveria um moderno sistema de refrigeração para as baias dos cavalos como sua estrutura seria capaz de não só estocar os alimentos produzidos pela granja como de catalogá-los e, usando uma estrutura a frente de seu tempo, conseguiria trocar informações com granjas vizinhas. Mais ou menos como se alguém previsse um computador naquela época.
Se Edgar Allan Poe escrevesse "A Revolução dos Bichos", a caveira que eles tanto reverenciam seria amaldiçoada - e no final, os bichos mal conseguem distinguir quem é porco e quem é caveira.
Se Dashiell Hammett escrevesse "A Revolução dos Bichos", Quitéria notaria cada mudança nas leis do Animalismo - e todas as pistas levariam a Napoleão, que levaria uma surra de Sansão num canto escuro da granja e acabaria se ferrando no final - apesar da tentativa de suborno a Garganta, e da volta de Mimosa como amante de Napoleão e responsável pelo extravio de cereais para o Congo.
..e por aí vai. Taí um bom exercício de imaginação.
* * *
Sabe aquelas coisas tão fofas, mas tão fofas que dá vontade de bater? Saca isso.

domingo, agosto 24, 2003

Diarinho, com direito a citação de poeminha famoso
Pra uns, é a sua vênus. Pra outros, você quer agradar sua pomba-gira. Pra outros, é sua cigana. Pra Roberta Miranda, é "a mulher em mim". Então que hoje eu passei o dia inteiro de pijama e a noite de jeans e camiseta - uma camiseta que tenho desde os dezessete anos, com a máscara do Fantasma da Ópera que brilha no escuro. Eu tou assim, low profile. Mas não dispenso a sombra roxa metalizada 'asa de borboleta'. Como meu produtor de moda particular disse que seria um must da estação, e minha cigana aprova.
* * *
Porque eu sou uma fofa, um doce, sempre sorridente - no entanto sou crítica, chata e não tenho mais saco pra coisas e pessoas abaixo da minha capacidade intelectual - que é, convenhamos, média - mas finge que é alta. E, embora ultimamente tenha estado mais reclamona, ranzinza e ranheta, e menos otimista (as pessoas não entendem que eu não vejo o mundo em cor-de-rosa, eu apenas me esforço para acreditar que ele seja, pra não ter que pedir as contas cedo demais), hoje me sinto amável, querida e até casadoira (embora não esteja casadoira de fato). Prova disso é que minha casa está um horror, bagunçada, estou adiando o aspirador por dias (amanhã eu passo, juro!), mas o pirex de legumes gratinados ficou até gostosinho. "Ampliei nosso menu!", "nosso" de quem, cara pálida? Mocinha, nunca se esqueça de que você escolheu viver só. Também não se esqueça de que das outras vezes que as coisas tentaram mudar, foi você que quis continuar só. Então eu ampliei o menu das visitas, e não se fala mais nisso até segunda ordem, ok?
* * *
Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
"Though thy crest be shorn and shaven thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly, grim, and ancient raven, wandering from the nightly shore.
Tell me what the lordly name is on the Night's Plutonian shore."
Quoth the raven, "Nevermore."

Resolvi voltar a ler E.A. Poe, depois de anos lendo apenas as "histórias extraordinárias" e os contos que deram origem a filmes do Roger Corman. E nessa, é claro, lembrei que desde uns 14 anos que tenho a idéia fixa de ter uma filha Lenora - idéia que continua remotíssima, óbvio, mas vamos supor que houvesse uma possibilidade mais ou menos real da primogênita canhota, conforme conversa onde me traí - de novo! -. Nesse caso - e só nesse - eu teria outra homenagem pra fazer :)

sexta-feira, agosto 22, 2003

A Banda do Fim de Semana:
Velvet Revolver - ou, como diria Silvio Santos no "Qual é a Música?", "parte do nome da banda que influenciou os pais do punk rock mais o título de um dos melhores discos dos Beatles formam o nome dessa banda promissora."
O Velvet Revolver tem a manha de juntar o melhor do Guns'n'Roses (Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, que pra quem não sabe, era também o baterista do The Cult!), mais a voz de Scott Weiland (do Stone Temple Pilots, e ele parou de imitar o Eddie Vedder!) e o reforço da guitarra de Dave Kusher, que tocou no Suicidal Tendencies e no Danzig (que currículo responsa..).
Só pra constar, o pré-projeto do grupo all-star Velvet Revolver surgiu quando o Camp Freddy, banda com Matt Sorum e Dave Navarro (que é APENAS o guitarrista do Jane's Addiction) recrutou Sebastian Bach (do Skid Row) para cantar "Time Warp", da trilha de "Rocky Horror Picture Show".
Pourra, eu tinha que ter visto isso, entende? Todo ser humano que gosta de rock deveria passar por essa experiência uma vez na vida.
Depois, o Camp Freddy chamou Ron 'Rolling Stones' Wood para levar uma versão de "Paradise City", do Guns'n'Roses. Quem viu adorou, Slash também, tanto que sua idéia inicial era chamar Sebastian Bach para os vocais (os boatos na época do Rock in Rio 3 de que todos os outros Guns'n'Roses estariam com uma bandinha sem o viadinho do Axl provavelmente se tratavam do que viria a ser o Velvet Revolver, que aliás eu tou ouvindo e é BOM PRA CARALHO, baixem urgente, comprem, gravem ou roubem - tem uma cover ao vivo de "Negative Creep", do Nirvana, que emocionou a ex-grunge aqui).
* * *
Ah, sim. O hit deles é "Set Me Free". Não demora a virar hit, se é que não virou ainda e a DESINFORMADA aqui não conhecia.

quinta-feira, agosto 21, 2003

Você sabe que tem um sério problema de déficit de atenção..
..quando vai assistir a um ensaio de um coral que, no momento, ensaia uma peça religiosa em latim. E na hora em que o coro faz "Amen! Amen! Amen!" sua imaginação fértil veste todos os coralistas de japoneses.. e eles pedem "Ramen! Ramen! Ramen" ("Miojo! Miojo! Miojo!") enlouquecidamente, como quem dá glória a deus nas alturas.
* * *
Pois é. Já vieram me lembrar aqui que eu esqueci o aniversário da Madonna. Pois é, confesso, falha minha.. mas a própria já se esqueceu de quem é: é só lembrar que agora a DEUSA resolveu brincar de Prince e mudar de nome.. na boa, me recuso a chamar Madonna de Esther. Pra mim, vai ser sempre Madonna Louise Veronica Ciccone.
Enfim, eu tenho amigos que não só me lembram da data como me lembram que o mundo é cruel; vejam bem, eu queria ter feito isso, mas fizeram primeiro: amigos, esta é Gizele e ele fez algo que eu queria ter feito há anos.
Vão lá, vão. É sensacional.
Eu tou constrangida. Juro. Tem que ouvir as músicas pra entender - e se você for fã, vai ficar mais constrangido ainda - as letras são MUITO ruins. Cara, o site não podia ter nome melhor: Tô Passada.
E Ranaur e Oswaldo Jr., vocês estão me achando com cara de quê, hein?
É cara uma que me parece duas..

quarta-feira, agosto 20, 2003

Ele me incomoda, ele me dá dor de cabeça, ele me tira o sono.
Ele me traz dores e ranger de dentes e raiva, muita raiva de não poder resolver meus problemas com minhas próprias mãos.
Ele me deixa ansiosa, tensa, nervosa, mordendo as bochechas por dentro, constipada e incomodada.
Mas hoje eu marco a data pra isso tudo terminar; será uma batalha sangrenta e dolorida, eu sei, mas esse siso escroto finalmente verá quem é que manda aqui!! (risada maligna)
Eis que hoje voltei à faculdade.
Não, não voltei a ser aluna - mas tive a oportunidade de estar numa faculdade em horário de aula, com direito a debate politico, burburinho de horário de saída e tudo a que uma faculdade tem direito - há mais ou menos uns dois anos que isso não me acontecia - apesar de graduada no ano passado, meu último ano na faculdade foi de aulas esporádicas, uma ou outra matéria que eu estava devendo, e monografia. Então foi um momento de pura nostalgia esse encontro com uma professora de uma conceituada universidade carioca em pleno horário de aulas. Me senti até mais disposta a encarar os bancos de salas de aula novamente - mas isso fica pra outra conversa, outro dia.
* * *
Importa é que há alguns dias venho me lembrando de um professor que tive, e numa conversa por e-mail com outro 'amiguinho virtual', resolvi pesquisar o que se falava deste professor por aí - afinal, não é sempre que você tem o melhor professor do país (na área dele) e além de tudo o sujeito é acometido por um problema de saúde no segundo semestre de aulas com sua turma e acaba falecendo - daí cria-se um mito.
Isso foi Cláudio Ulpiano, o melhor professor de Filosofia da Arte que alguém pode ter - as aulas dele tinham os clássicos, mas também tinha o contemporâneo. E ele relacionava com maestria o mito da Caverna (um clássico da introdução à filosofia) com "Persona", do Bergman, e ainda tinha a manha de comparar com a arte do Velvet Underground, e no final, voltar para o ponto de partida. Falando assim, parece pouco, mas não conheço aluno que não tenha tido aula com ele e não tenha achado sensacional sua capacidade de relacionar assuntos tão diferentes e tão atuais e prender a atenção da sala inteira e, como poucos, transformar uma aula sobre qualquer coisa em aula de vida.

terça-feira, agosto 19, 2003


Which OS are You?

* * *
Por favor, leiam o comentário do colega "hehe" aí embaixo e concordem comigo que o resultado está errado e eu deveria ser o Windows2000. ;)
(a propósito, consertei o link, que colei sem ver e eles mesmos deram o código errado)
Você, leitor paulista, acorda!!!!

Amanhã na choperia do SESC-Pompéia tem show do Señor Coconut! Os hereges que regravaram clássicos do KRAFTWERK em ritmo de chachachá e salsa!



Imperdível. Se ainda resta alguma dúvida se vale conferir, leia esse trecho:



Folha - E os shows no Brasil?

Coconut - Os dois discos são a base dos shows. O novo, "Fiesta Songs", é orientado para um público maior, mainstream. Contém alguns clássicos, como "Riders on the Storm" [Doors], "Smooth Operator" [Sade] e "Beat It" [Michael Jackson], duas covers de músicas minhas, uma canção nova e uma versão da latina "Negro Mi Cha-Cha-Chá". São oito sujeitos no palco. Eu fico no laptop, dando a estrutura básica para as canções. Mas elas devem soar um pouco diferente porque ao vivo costumamos improvisar mais.



Folha Online - Ilustrada - Señor Coconut mostra versões latinas para clássicos pop - 19/08/2003



SR. COCONUT, BAJO FONDO TANGO CLUB E ANVIL FX

(Chile/Alemanha/Venezuela /Dinamarca/Uruguai/Argentina/brasil) Sr. Coconut - Grupo de música eletro-acustica liderado por um alemão radicado no Chile, que faz música latina como a rumba, o mambo e o chachachá. Bajo Fondo Tango Club -Grupo idealizado por Gustavo Santaolalla y Juan Campodónico, que mistura ritmos eletrônicos a sons latinos clássicos. Anvil FX - Grupo brasileiro que fará uma homenagem a Juan Garcia Esquível.

R$ 14,00; R$ 7,00 (usuário matriculado). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes).

Dia 20/08 Quarta, às 20h30, na Choperia.

SESC Pompéia

segunda-feira, agosto 18, 2003

..e a modernidade pairou sobre nós!
Nunca imaginei que isso um dia se tornaria possível: não os 'amiguinhos por correspondência', que a minha amiga Cris provou que existem e podem ser feitos pela seção de cartas da revista da Mônica, e hoje apenas mudaram a mídia e o meio de contato.
A coisa MODERNA a que não me acostumei ainda é o fato de ver um desses 'amiguinhos por correspondência modernos' na tela do meu computador, falando, gesticulando, e ainda por cima com uma qualidade razoável de imagem e streaming.. qualidade até boa, por sinal (levando em conta as limitações da mídia).
Estou me sentindo uma JETSON.
18/08/2003, Querido diário:
Hoje coloquei comida num aparelho que era só apertar um botão que a comida ficava quente - e apitava quando ficava quente. O aparelho serve não só para esquentar comida como também pra preparar comidas desidratadas, como as dos astronautas! Que supimpa!

Ainda preciso curar algumas frustrações, como a do meu livrinho do final dos anos 60, começo dos anos 70 (eu sou do final dos 70, a propósito) que dizia que "no ano 2000, todos teremos naves espaciais em nossas garagens".
Eu acreditei, só tinha 4 anos (entende o que falei no post anterior sobre a durabilidade do cheiro dos livros? Uma criança de 4 anos aprendeu a ler com um livro da geração anterior).
Mas ainda assim, mesmo sabendo que ainda falta muito para o ideal de ano 2000 que eu queria, estou me sentindo uma Jetson.
* * *
Sonho
Eu estava no aeroporto, um aeroporto qualquer à noite, tempo chuvoso, e numa equipe de detetives e policiais típicos de seriados do USA ou da Sony. Eu devia ver menos tevê, ou talvez esse sonho tenha sido uma espécie de ressentimento por ter esquecido de ver "Monk", ou ainda por conta daquele papo de "eu deveria ter seguido carreira de detetive particular". Não importa. Importa é que acharam uma cabeça decepada na mala de mão de uma dondoca (muito parecida com a dondoca de "V For Vendetta"), e lá fomos nós, à paisana, no avião que a senhora entrou para descobrir quem colocou a cabeça ali e de quem era.
Nossa equipe contava comigo (óbvio), com Adrian Monk e sua assistente (num daqueles casos em que você reconhece o ator mas ele se comporta como o personagem), minha amiga Rachel, a Sabrina que estudou comigo na faculdade e uns dois ou três desconhecidos.
O principal suspeito (TODOS ali eram suspeitos, na verdade) se fazia de bonzinho e nos levava cobertores e travesseiros. O avião tinha uma estrutura interna que lembrava um desses grandes cinemas de rua, e fazia o trajeto São Paulo/ Rio pela via Dutra (isso mesmo. Por terra.).
Lembro que nossa equipe começava a se desfalcar (uns iam ao banheiro e não voltavam, outros caíam no sono, desfazendo a vigília ao assassino). Lembro de não poder confiar no sujeito do meu lado pra contar o que eu estava fazendo, lembro de desconfiar do colírio do sujeito sentado atrás de mim, achando que era veneno. Lembro também de perceber que Monk não era Monk, e sim nosso vilão, que além de tudo tinha o poder de se transmorfar. Era ele que estava seqüestrando nossa equipe, e se fazendo passar por eles.
Pena que quando descobri isso, o cinema (era um avião) começou a encher de gente moderna e descolada, numa festa tipo carnaval que culminou com o João Gordo apresentando um documentário sobre o Pedro de Lara nas favelas do Rio - e o documentário era projetado na tela na nossa frente, e também a laser nos céus da cidade de São Paulo.
* * *
Agora estou com receio de dormir de novo, e acordar tão cansada como hoje.

domingo, agosto 17, 2003

Má literatura
Meus dedos estão gelados de lavar a louça do dia e mal conseguem digitar. Isto aqui é má literatura, aqui não há virada de páginas, apenas o maldito e desconfortável scroll down. Computador tem cheiro mas é efêmero, depois de um tempo o encanto da novidade acaba - livro não, livro quando não tem cheiro de novo tem cheiro de antigo e guardado, o que é muito melhor - não conheço alma que não se emocione com cheiros de infância, cheiros diferentes, cheiros de comida, cheiros de casas, cheiros de perfumes que lembram pessoas, cheiros de pessoas. Aliás, cheiros de pessoas são irreprodutíveis, o que me mata aos poucos quando imagino que a qualquer momento posso perder o cheiro desse cara - porque o cheiro da goiabada que minha avó fazia no forno a lenha pode encontrar um equivalente, posso chegar naquele estacionamento triste e sem meus primos correndo e minhas tias ensinando pra gente o que era bertalha e como criava codorna e enchendo a piscina de plástico com água da mangueira, e descobrir que preservaram o forno de pedra, o que vai mudar são as dimensões do lugar, antes um quintalzão gigante onde dava até pra brincar de esconder. Mas o cheiro daquelas pessoas específicas que se perderam no mundo, meu amigo, você não vai conseguir de novo.
João César Monteiro, português falecido neste ano de 2003, escreveu, dirigiu e atuou em "A Comédia de Deus" (1995), onde seu alter-ego João de Deus trabalha no Paraíso dos Gelados, uma sorveteria, e almeja atingir o paraíso pela perfeição de seus sorvetes. Qual foi o último filme português a que você, brasileiro, assistiu? Nós é que mudamos a língua e o sotaque deles é que é complicado de entender? Isso me cheira a preguiça, a mesma preguiça de entender que nos acomete em relação à literatura - desacostumamos a parágrafos longos, só sabemos ler textos pontuados de palavra em palavra e James Joyce é o chato? Sei.
Descobre-se então o segredo do formidável sorvete de João de Deus (você não vai ver o filme mesmo, ó pá!): ele capta a essência humana banhando belas moças no leite que será utilizado para a manufatura do sorvete. Parece escatológico mas é bonito pacas. Porque, neste exato momento, o que eu mais queria era uma essência de gente, um cheiro específico que me acalma e excita ao mesmo tempo, que me dá segurança e dá medo, que me faz ver meu vazio ao mesmo tempo que me preenche.
E se esse cheiro estivesse aqui, eu enterrava meu nariz nele.
Estou com uma pilha enorme de coisas para ler - desde livros de teoria da comunicação até cosmologia, passando por algumas obras de ficção. No entanto, poesia - pra mim - é ouvir Siouxsie & The Banshees.
(só pra constar: achei "Ulisses", de James Joyce, chato pacas - não passei da quarta página. Foi na época em que descobri que "On The Road", de Jack Kerouack, era fácil e gostoso de ler e parecia ter uma boa tirlha sonora, o que me interessou muito mais - hoje a versão da "Odisséia" me parece mais interessante, pretendo tentar de novo em breve)
* * *
Boa literatura
Chega dos meus devaneios cotidianos! Estou me aproveitando da fama de 'diarinho' e da máxima 'o blog é meu, vou fazer dele o que quiser' pra escrever essas inutilidades. Vão ler algo que preste, vão; "Metamorfose", de Franz Kafka, está inteirinho aí pra ler, em inglês - e em modo texto, nada de pdfs que demoram anos para abrir. Aí vocês podem conferir que ele não se transforma numa barata, mas num inseto genérico - e gigante, não necessariamente monstruoso, como dizem as traduções.
* * *
Eu? Uma daquelas moscas verdes-metalizadas que parecem paradas no ar enquanto voam, não sei o nome daquilo
E você? Se certa manhã você acordasse de sonhos intranqüilos e se encontrasse transformado num inseto gigante, que inseto você seria?

sábado, agosto 16, 2003

Algumas coisas perdem a graça e ganham outro sentido quando você pesquisa, né não?
Veja bem, uma vez achei um caderno de quando eu tinha 10 anos de idade.. era um daqueles cadernos de meia pauta, que na escola serviam para pesquisas de ciências mas pra mim eram perfeitos para fazer livros de história (era perfeito, texto de um lado e ilustração na parte em branco). Então que nesse caderno tinha uma marca de batom rosa-choque com purpurina prata (gente, era 1988, entendam) e embaixo estava escrito:
"Lia [coração] Luke"

Você AINDA VAI PERGUNTAR qual Luke?
Espero que não.
Enfim, aquele que um dia foi Luke Skywalker hoje é Mark Hammil e tem essa cara:

E pra completar, o Imdb.com ainda me informa que ele nasceu em 1951. Setembro de 51, pra ser exata. É isso aí, o homem com quem você queria casar aos 10 anos tem a idade do teu pai, uns meseszinhos a mais - que seja.
PANIQUEI.
* * *
Damiel, quem é você e porque você não falou comigo? :)
* * *
Música do dia: "Send Me On My Way", Rusted Root (tem 3.5mb)
Tá na trilha sonora de "A Era do Gelo", e tanto pelo vocal como pela batida com pinta de world music, me lembra David Byrne. Aliás, da primeira vez em que ouvi essa música, achei mesmo que fosse o ex-Talking Head cantando.
Essa e "Planet Rock", do Afrika Bambataa ("zizizizzz zizizzzzi zzizizzizz") são as 'músicas para rebolar' do dia.
Isso, soltem os quadris hoje, faz um bem danado.
* * *
"At the Star wars/ Star Wars Cantina/ music and blasters and old Jedi masters.."

sexta-feira, agosto 15, 2003

Intimação
É que quem estiver no Rio hoje tem a obrigação de ir à Bunker ver os Netunos, prestigiar a London Burning (que completa 5 anos em breve) e se esbaldar de dançar ali na pista do palco porque eu vou me encarregar de encher a pista de Cramps, Nashville Pussy, Elvis Costello, Pixies, Velvet Underground, Man.. or Astroman?, Bad Manners, Reverend Horton Heat, Richard Cheese, Beatallica, Devo, Afrika Bambataa, e dependendo de como estiver o pessoal, até Shavonne com o clássico "Tell Me Tell Me" e Abdulah com a "Melô da Mulher Feia" podem dar as caras - afinal, isso é rock'n'roll - mas como é London Burning, acho que vou me conter. ;)
* * *
Vem cá, por que um apagão nos EUA é motivo pra tanto estardalhaço? Aqui, quando é época de chuva, a luz some a toda hora. Pra não dizer que o consumo de energia lá é enorme. Isso não deveria ser NORMAL? Tem MESMO que ser creditado a ações terroristas? Cruzes. Bando de maluco.
* * *
Apesar do aparente bom gosto pra música, eu não engano: sou uma maldita hippie abraçadora de árvores que não come carne, já fumou maconha, estudou no Instituto de Comunicação e Artes, gosta de Crosby, Stills, Nash & Young, queima incensos e óleos aromatizantes de patchouli, acha a fase hippie dos Beach Boys simplesmente genial, acredita em coisas como paz e amor e usa 'bicho' como vocativo.
E a minha credibilidade, como fica?
Ela morre aqui no blog, quando eu sinto essas vontades incontroláveis de postar letras de música como ESSA:

Melô da Mulher Feia (Abdulah)
Eu estava lá no baile quando eu encontrei Uma mulher feia cheira mal como urubu / E o que ela queria logo eu saquei. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu
- Ei mina (ei mina)/ Entra numa (entra numa) / Sai dessa (sai dessa) / Essa mina e Raimunda
Já fazia mais de um mês banho ela não tomava. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu Quem chegasse perto logo não agüentava. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu
- Todo mundo (todo mundo) Ao passar (ao passar) Só dizia (só dizia) Eu não consigo respirar
O mal cheiro da mocreia começou a se espalhar. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu A galera toda começou a reclamar. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu
- Sai pra lá (sai pra lá) E o terror (e o terror) Cururuca (cururuca) Eu não agüento esse fedor
A danada da mulher tinha um bundão E de longe o teco-teco parecia um avião
- Que corpinho (que corpinho) Violão (violão) Mas a cara (mas a cara) Parecia um canhão
Quando o baile terminou ela me cercou. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu Ela estava aflita é no meu braço segurou. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu
- Socorro (socorro) Um dragão (um dragão) Tira a mão (tira a mão) Eu não sou São Jorge não
A criatura me deu mole mais eu não papei. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu Era tão sinistra que eu escapei. Pôr que? Mulher feia cheira mal como urubu
- Se começa (se começa) A suar (a suar) Camarada (camarada) Eu começa a sufocar
Que fedor
Mulher feia cheira mal como urubu (Eu sou feia mais eu dó pra qualquer um)
Mulher feia cheira mal como urubu

* * *
Isso é pra compensar o esforço intelectual que tenho feito nas últimas semanas para PARIR um trabalho acadêmico .
Porque se você vive demais para algo, você surta - e aqui é onde disponibilizo meus pequenos surtos, porque sei que se eu fizer isso no 'mundo real', as pessoas (que não estão acostumadas) vão estranhar.
Mas no 'mundo real' eu sou bem diferente do que sou aqui.
A única coisa que permanece igual é que continuo uma hippie que acha que é dona-de-casa dos anos 50. Fora isso, eu não sou tão legal.
* * *
A prova da inexistência de Deus..
..são esses bonecos:
,
e mais o que você quiser.
A dica é do Oswaldo Jr., que SEMPRE me manda provas de que Deus não existe, pelo menos nessa terra de ninguém que é a internet.
Quantas mãos decepadas há em Guerra nas Estrelas??

quarta-feira, agosto 13, 2003

Faz algum tempo.. não muito, mas também não foi ontem.. deve fazer uns dois anos, dois anos e meio, que eu estava em Niterói, quando a casa da minha mãe ainda era minha casa. Eu estava indo pra casa quando, na minha rua - uma rua central de Icaraí -, passou um comboio desses de circo, com carros de som e carros-jaula, com animais.
(acho que vale lembrar aqui que eu só como carne quando não há outra alternativa de proteína no recinto, que demorei anos pra voltar a comer peixe depois do meu aquário dar cria, que eu sempre acho que os problemas do mundo devem ser resolvidos por mim, e que choro por nada..)
Então eu vi o elefante enjaulado, virando a esquina da Gavião Peixoto com a Cinco de Julho. Olhei praquele bicho grande, com aquela cara triste, e graças a deus que eu estava chegando em casa - porque desabei a chorar.
- Minha filha, você está bem?
- O.. sniiifff.. elefante..
- Brigou com seu namorado?
- UAAAAAAAAA!!! O elefante.. triste.. aí eu.. uaaaaaa!!!
- É tpm?
- Não.. (fungada).. é o.. o elefante!
Foi patético, eu sei disso. Eu tenho minhas cenas patéticas. Não tinha necessidade de tanto choro, mas ei, foi incontrolável. E, há dois ou três anos atrás, eu já era uma MOÇA. Não tinha mais o direito de fazer isso - mas não resisti e passei a tarde INTEIRA na cama chorando convulsivamente por causa do elefante. Quer mais? Até hoje lágrimas me vêm aos olhos quando lembro disso (e lágrimas pelo elefante, não lágrimas de constrangimento por mim mesma).
É reincidência, quando eu tinha 16 anos meu primeiro namorado me levou ao circo e eu abri o berreiro quando o domador de leões deu aquela chicotada do ladinho. Aquela que pega de raspão. Deus do céu, como eu amaldiçoei todos os domadores e quis que todos fossem engolidos num ritual macabro de vingança animal!
Mas nada me tocou tanto quanto aquela cara tristonha daquele bicho enorme. Porque a violência humana contra o próprio ser humano é imperdoável, mas se você tiver meios, você pode responder à altura. Muita gente NÃO PODE, mas se todos temos mais ou menos a mesma constituição física, se o mundo fosse justo o ser humano responderia às atrocidades de outro ser humano de igual para igual.
Mas se um elefante daquele tamanhão todo está preso, é porque houve um ato de covardia extremo e ele não pôde fazer nada, nem reagir (se eu fosse um elefante, enfiava a tromba no rabo do babaca que viesse de gracinha comigo). Deve ser humilhante pra um bicho daquele porte se submeter às chacotas vindas de míseros humanos, essa racinha patética que acha que pode tudo.
* * *
Então juntei a fome com a vontade de enfiar a tromba no rabo de muita gente, e resolvi celebrar com vocês o triunfo dos elefantes sobre os seres humanos - e, num ato de extremo altruísmo da minha parte, em vez de simplesmente falar que 'tal banda é genial, procurem aí' resolvi disponibilizar uma das músicas mais divertidas do Toy Dolls pra vocês baixarem, e verem como Toy Dolls é foda, e tudo o mais.
Pra quem ainda não sacou, a música é "Nellie The Elephant" e tem 2.8mb.
Porque, lógico, meu vexame no circo foi real e minha crise depressiva por causa do elefante também, minhas opiniões sobre os humanos são sinceras e tudo o mais. Mas confesso, estou aqui me abrindo com vocês porque estou ouvindo Toy Dolls sem parar.
A posologia é a seguinte: recomendo enfaticamente que a letra seja acompanhada num primeiro momento e, numa segunda audição, cantada alto. No terceiro momento, gostaria de saber que pessoas dançaram pulando pela sala durante o refrão, se divertiram e ficaram oito dias com o "ooooooooooOOOOOOOO" na cabeça.
A insurreição dos animais contra os domadores é apenas o próximo passo.
Eu gostaria que vocês convencessem todos os elefantes que conhecem de que a revolução se faz necessária (ouvindo Toy Dolls, sempre).

terça-feira, agosto 12, 2003

Mistérios da Humanidade
Por que quando toca o sino da igreja, todos os cães da vizinhança começam a uivar desesperadamente?
Alguma boa teoria sobre isso? Alguma teoria absurda mas que me deixe parcialmente convencida? Alguém?
Ser pobre é uma merda - mas eu me esforço pra ser limpinha e bem informada
Eu não tenho aparelho de dvd - e que tivesse, ESSE dvd seria difícil de achar. Mas vamos lá, lembra do filme "A Pequena Loja Dos Horrores"?
Não confunda com "A Loja dos Horrores", o clássico de 1960 dirigido por Roger Corman, que tem Jack Nicholson numa ponta como o paciente masoquista que na refilmagem de 1986 era de Bill Murray. Eu estou falando exatamente da refilmagem. Meu clássico pessoal, que passou esses dias na TNT de madrugada.
Hoje descobri uma coisa terrível sobre a versão de Frank Oz: eles mudaram o final, que já havia sido gravado. Aquele final lindo, com Seymour e Audrey casadinhos, e apenas uma sugestão de uma mini-Audrey II no final foi feito para agradar a audiência, que achou o original muito 'dark'.
No final original, Audrey é comida por Audrey I (a planta carnívora.. lembram?), e Seymour recebe a proposta tentadora de espalhar as plantinhas pelo mundo e torná-las a grande febre da América - imagine, cada um poderá ter sua própria Audrey II? Pois é isso o que acaba acontecendo. E Audrey II, a danada, faz que vaiagradecer Seymour mas o engole. E aí rola a música "Don't Feed The Plants", que não é cantada na versão do filme que passou aqui. Incrível. Eu PRECISAVA ver esse final - que, na boa, transforma "A Pequena Loja dos Horrores" em outro filme. Talvez até melhor. Porque não tem final feliz e Seymour - que matou gente pela ganância de possuir a planta mais 'hypada' de Skid Row - acaba tendo o que merece.
* * *
Frank Oz é foda, mas Roger Corman é ainda mais. Corman é responsável por vários filmes inspirados na obra de Edgar Allan Poe: "Premature Burial" (sobre o sujeito cataléptico que tem pavor de ser enterrado vivo), "O Corvo" ("quote the Raven, nevermore!", nada a ver com o filhote de Bruce Lee!) e mais alguns contos de terror. Tamém é de Roger Corman um dos melhores títulos de filmes da história do cinema: "The Saga of the Viking Women and Their Voyage to the Waters of the Great Sea Serpent". Isso, em 1957. Roger Corman também me lembra o auge da minha adolescência grunge, de saia xadrez, coturno e jaqueta jeans, despencando de Niterói com papai a esses festivais de filmes trash no Rio de Janeiro.
Acho que foi nesse dia que tentamos ver "Plano 9 do Espaço Sideral", de Ed Wood, no Estação Botafogo mas a sessão estava lotada, ou já havia começado.
Que bom - aos 14 anos eu provavelmente acharia esse filme bastante sacal. Mas sabe como é, quando vi aos 19 achei uma obra-prima, genial - e minha credibilidade foi por água abaixo novamente, como quando eu digo que Fanta Maçã e Cherry Coke são os melhores refrigerantes do mundo, ou quando digo que "Voltando A nova Iguaçu", a versão da Neusinha Brizola pra "Back To The USSR", é, definitivamente, um clássico da mpb.
Então por favor, acreditem e vejam os filmes do Roger Corman com carinho. Não dêem ouvidos à minha credibilidade, que já era, ok?

domingo, agosto 10, 2003

Coisas Pequenas Que Deixam a Gente Feliz
ou Animal - Feio, Forte e Formal
Ganhei uma coleção enorme de Circo, Animal, Chiclete com Banana, várias graphic novels e quadrinhos adultos da década de 80.. coisas maravilhosas (algumas nem tanto, ok) que eu lia quando era pequena mas não entendia nada.
Agora vou entender tudo, e gostar bem mais.
* * *
O tempo passa
Era um programa sobre assuntos-relacionados-a-sexo do GNT - porque você sabe, esses canais de variedades não vão se arriscar com nada explícito. O formato me lembrou bastante o finado Eurotrash, enfim. Só consegui ver o primeiro bloco, quando a tevê é comunitária (estou curtindo um fim de semana família) você não tem o poder sobre o controle remoto, certo? Alguém tem, mas nunca é você (ok, depois de dizer que "Whose Line Is It Anyway" era foooodaaaa, sua credibilidade está seriamente abalada entre seus familiares).
Mas então ocorre que eles entrevistaram e promoveram o encontro entre seis dos maiores peitos das telas: os de Tura Satana, Haji e Kitten Natividad.
Porque Russ Meyer era chegado em grandes pares de peitos, né? Pares de peitos descomunais, eu diria. Dá um bizú nas fotos de seus filmes pra ver o que estou falando - isso na época pré-silicone-e-lipo, aquelas cinturinhas mínimas com aquelas MELANCIAS eram reais, entende? E, como o entendido em Russ Meyer entrevistado dizia, era uma celebração da feminilidade e do poder das mulheres de verdade. Não essas heroínas masculinizadas e meio militares de hoje. Inclusive meu nick já foi por muito tempo Tura Satana, que é uma das mulheres mais sexies do cinema.
E por que esse post?
Bem, primeiro pra falar "perdeu playboy" pra quem deu mole e não viu.
Saca o que vocês perderam:

Foi isso e muito mais.
Segundo que foi meio estranho ver a Tura Satana enoooooorme, ela que era a mulher mais gostosa da paróquia. Ok, era mais do que de se esperar que ela daria uma matrona maravilhosa, com aquela comissão de frente toda. Mas ela está estranha. Meio disforme. E não é por causa da idade.
Aí tem a Haji, né? Que está inteiraça. Mas com o rosto completamente desfigurado por causa de plásticas.
E tem a Kitten Natividad. Que ainda faz filmes pornôs.
Todas elas falam com nostalgia da época em que eram atrizes dos filmes de Russ Meyer (que, se no começo eram o máximo do provocativo E estiloso, no fim de sua carreira já eram escrachados, beirando o vulgar). Mas você nota que rola uma decadência que é meio triste. Afinal, as três mereciam fama, estrelato e reconhecimento, certo? Tem gente que por muito menos é idolatrada por aí.
* * *
O disco de hoje é o "American Life", da Madonna. Sou fã, não nego, não consigo não gostar.

sábado, agosto 09, 2003

Amanhã é dia dos pais
E eu preciso falar desses pais fantásticos que me cercam.
O primeirão da lista é o MEU pai. Óbvio. E falar muito dele aqui implicaria em ter essas letrinhas na minha frente completamente turvas, por conta de algumas lágrimas safadas que insistiriam em rolar. Falar dele aqui implicaria também em transformar o povo que bate ponto no blog em espectadores de sessão de análise, e isso não é nem um pouco saudável. Deixo só as linhas gerais pra falar do pai que, apesar de não estar presente na minha casa, sempre se fez presente na minha educação, sempre se preocupou com minha saúde (a mental principalmente), sempre me mostrou coisas legais, papai é um poço de cultura pop - o que de certa forma acabou influenciando muitos dos meus interesses hoje - e sempre me providenciou acesso à informação. E se alguma vez (principalmente durante aquela fase da adolescência em que hormônios fazem a gente feder a cebola) a gente discutiu (e sim, a gente discutiu), é porque eu sou orgulhosa que nem ele. Não dou o braço a torcer, que nem ele. E se eu faço piadinhas pra esconder demonstrações de emoção, ou desagrado com algo, ou se coloco meu sarcasmo e ironia na roda, eu ouço minha mãe dizendo "você é igual ao seu pai".
É, eu definitivamente sou filha dele, no sentido 'imagem e semelhança' (embora também pareça muito com mamãe).
Tem muito mais coisa que eu gostaria de falar sobre meu pai, mas deixo isso pras sessões de análise. Por ora, a única coisa que vocês precisam saber é que é o melhor pai do mundo. E merece um 'eu te amo' público, pra ver se deixa de bancar o durão.
* * *
Tem o outro pai, que eu não chamo de pai - porque não é meu pai, ora, sempre consegui separar essas coisas direito e minha família nunca me confundiu em relação a isso. Mas conviver com um pai desses sob o mesmo teto não é mole: pai de três caras incríveis (um deles é meu irmão!), acredito que seja o melhor pai do mundo pra esses três. E quanto a mim.. só posso dizer que apesar desses limites estabelecidos entre a gente (eu sou filha da mulher dele e tenho um pai presente) ele me assumiu quando fiz merda e precisei de um pai e infelizmente (ou, felizmente, já que papai iria falar MUITO - aquelas broncas necessárias de pai) papai não pôde estar. Mas sempre tivemos papéis bem definidos. Acho isso fundamental pra uma criança (obrigada, mãe!). Os filhos dele falariam melhor, certamente. E eles vão falar amanhã, heh.
* * *
Bem, pouco depois, quando passei um tempo morando com meu pai, contei a história pra ele e sua reação foi mais a de pai-companheiro-que-apóia-a-filha do que pai que dá esporro. Me surpreendi e viramos amigos daí em diante. Já ouviu falar disso, pai e filha que ficam acordados até tarde comendo chocolate, vendo tevê e falando de cinema, política e tudo o mais? Pois é. Eu e papai.
* * *
Existem outros pais que mereceriam páginas e páginas: meus avôs que já morreram e mereciam ser citados aqui, pais de amigos, amigos-pais. Mas esses três são os pais com quem convivo, os pais pra quem vou dar os parabéns por serem os melhores pais do mundo.
Além do que essa história de homenagear pai é freudiana demais. Cruzes. Liazinha, meu anjo, sai dessa.
..mas o que eu posso fazer se só me cerco de pai maneiro, que se preocupa com os filhos e faz de tudo por eles?
* * *
Só pra mudar de assunto, em setembro estréia no Brasil o filme novo da Audrey Tautou (de "Amélie Poulain"). Quero muito ver isso. Parece ser bom.
* * *
E outra, Arnold Schwartznegger e Larry Flynt candidatos ao governo da Califórnia estão dando o que falar.. mas Sílvio Santos já foi candidato à presidência do Brasil, Gilberto Gil é ministro da Cultura e a filha do Brizola é aquilo lá, né? A gente nunca deve esquecer que aqui é muito pior.
* * *
Vaquinha Eugênia, Boi Marinho, Sr. Sorriso, Piu, Svrigailove, Mary Lou, Joe!, HAHAHA.. admiro a criatividade de vocês pra nick, sério :-p
(aliás, Vaquinha Eugênia, gostei pacas do teu blog).

sexta-feira, agosto 08, 2003

Confessionário
Eu tinha outra musa nos anos 80: a Lucinha Lins.
Passei boa parte da minha infância me dizendo fã número um da mulher. Tinha autógrafo no compacto da peça "Sapatinho de Cristal", no livro da peça "Simbad de Bagdad" (uma com o Claudio Lins, filho dela, e a outra com o Cláudio Tovar, marido e companheiro de "LuPuLimPimClaPlaToPo"), e também tinha o compacto de "Atrapalhando a Suate", filme com a Lucinha Lins e.. tantantan!! Os Trapalhões, assunto recorrente dessa semana. Mas não eram todos, o filme é da época em que o Didi havia deixado o grupo pra se dedicar a seus projetos solo, era só o Dedé Santana, o Mussum e o Zacarias. Tinha também uma música que falava em "Sair por aíííí.. fazendo xixi!" que era a coisa mais transgressora do rock nacional da época, pelo menos pra mim, menina de cinco ou seis anos, que cantava o refrão pra provocar reações mesmo.
A Lucinha Lins também participou daquele musical, "Verde Que Te Quero Ver", que hoje tenho noção de quão cafonas eram os arranjos das músicas. Você não se lembra? Aqui tem uns samples das ilustrações do disco e do roteiro do musical.
Aliás, se por um lado eu só tenho a agradecer aos meus pais, que me incentivaram a gostar de música mas não ser uma simples apreciadora, e a pesquisar, por outro lado preciso dizer hoje, aos 25 anos e alguns meses, que eu odiava esse disco Jacaré Espaçonave do Céu.
"Verde que te quero ver" também foi transformado em peça de teatro, e quando eu estava na primeira série, Tia Márcia (todo mundo criticava a pobre da Danielle porque chamava as professoras pelo nome, e não de 'Tia', mas hoje eu vejo, ser chamada de Tia por um monte de criancinhas deve ser algo próximo ao inferno) levou a gente pra assistir e no dia seguinte não parava de falar do ator quefazia o índio.
Um desconhecido aí chamado Maurício Mattar.
Que podia ter continuado desconhecido.
Mas isso era no teatro, certo? O especial da Globo foi chocante, tinha até efeitos especiais - mas o que me fascinou mesmo foi o suvaco da Lucinha Lins, quando ela levantava o braço pra se espreguiçar e não tinha nada, ali.. sabe esses caquinhos de pêlo no suvaco que toda mulher tem, em maior ou menor escala? Ou quando é lisinho, mas por você depilar com cera o suvaco fica de uma cor diferente do resto do braço? Não. A Lucinha Lins tinha o suvaco perfeito, nossa, fiquei encantada.
Inexplicavelmente, o encanto diminuiu quando ela começou a trabalhar em Roque Santeiro.
No início eu a via na tevê e - aaahhh - era uma emoção sem par. Mas depois foi passando.. passando.. e passou.
Acho que eu queria ser como a Lucinha Lins quando crescesse. Mas as doses de realidade que fui tomando ao longo dos anos me tiraram essa idéia da cabeça. Não, não, nunca quis nada com a Xuxa, meu negócio era a Lucinha Lins. E, da Lucinha Lins aos sete, Nina Hagen aos oito e Madonna dos nove até hoje, não tive espaço pra Xuxa.
Uma pena.
Ser que nem a Nina Hagen era complicado na minha idade e com a minha constituição física.
Por acaso, hoje está bem mais fácil. Então tá, chega de memórias, vou ali me vestir de Nina Hagen e já volto.
* * *
Mencionei aqui que fui dj numa festa anos 60 ontem? Foi uma brasa, meu broto foi e ele estava um pão!
Roberto Marinho morreu.
É só o Silvio Santos ameaçar morrer..

quinta-feira, agosto 07, 2003

Roberto Marinho morreu.
Antes ele do que eu.
Antes ele que o Sílvio Santos.
* * *
E eu aqui pensando nos meus amigos jornalistas.. ora ora. Esses sujeitos importantes e de idade avançada já têm a pauta pronta.. é só atualizar a data.
* * *
Lou Reed, amigos, é foda. Por baixo daquele cabelo de Reginaldo Rossi (devem freqüentar o mesmo salão) existe um cara escroto pra caralho, mas sensível. Afinal, Lou Reed já foi casado com um travesti chamado(a) Rachel. Lou já namorou Laurie Anderson, minha musa nos anos 80, autora de boa parte das trilhas sonoras das peças que eu e a Bel fazíamos. Bel é minha amiga desde neném e nós nos divertíamos fazendo peças de teatro chatérrimas que nossas mães TINHAM que assistir. Mais a mãe dela, na verdade, porque a base do nosso teatro era na casa dela. Lembro que uma vez a gente colocou umas capas de chuva e começamos a dublar "Bolo de Chocolate", uma música cantada pelo Zacarias na trilha sonora de algum dos filmes dos Trapalhões que agora não me lembro qual era, mas não era nem Os Saltimbancos Trapalhões, nem Os Trapalhões na Serra Pelada e nem Os Trapalhões no Rabo do Cometa, porque essas eu tinha. Inclusive a primeira vez que ouvi Ira! foi na trilha sonora de "Os Trapalhões no Rabo do Cometa". A música que o Zaca cantava devia estar em "O Cangaceiro Trapalhão", mas não dou certeza. Que seja. Zacarias e Laurie Anderson entravam no mesmo barco e eram trilha para nossas manifestações ingênuas de criatividade infantil.
Hoje eu sei que aquelas óperas, verdadeiras obras completas - no sentido de não faltar nada (música, interpretação, artes plásticas, cenografia, dança) - eram chatas pra cacete.
Mas é porque a gente ouvia Laurie Anderson, não Lou Reed.
Lou Reed é um cara bom. Fala de heroína, de michê, mas fala isso aqui também, ó:
I Love You
When I think of all the things I've done and I know that it's only just begun Those smiling faces, you know I just can't forget 'em but I love you
When I think of all the things I've seen and I know that it's only the beginning You know those smiling faces, I just can't forget 'em but for now, I love you
Just for a little while oh baby, just to see you smile Just for a little while
When I think of all the things I've done and I know that it's only just begun Oh, smiling faces, Jesus, you know I can't forget 'em But for now, I love you
right this minute, baby now I love you
at least for now, I love you

* * *
"At least for now, I love you" é o trecho de amor mais sincero de uma música de amor. Porque não pressupõe promessas nem eternidade. É apenas amor. Pô, eu acho isso lindo.
* * *
Agora eu tou pensando, pelo menos a gente ouvia Laurie Anderson, que até hoje é reconhecida pelo "Home of the Brave", trabalho de vídeo + som + arte que parece ser a única coisa que ela fez. Assim, pelo menos a gente não ouvia Jean-Michel Jarre. Jean-Michel Jarre é meio fundo do poço. Sei lá.

quarta-feira, agosto 06, 2003

O poder da palavra
Tem essa menina com quem eu esbarro raramente, e isso a faz uma dessas pessoas queridas com quem sempre é um prazer esbarrar - mas hoje esbarrei com ela nesse mundinho virtual e, confesso, me deu um certo incômodo. Porque a garota tem o dom da palavra, e eu simplesmente não sabia. Tem essas pessoas pops que todo mundo fala "fulano escreve bem, lê o que ele anda escrevendo", não tem? Esse não é o caso dela - e isso se faz presente nos comentários, apenas os amigos vão lá, o que torna o blog da menina, na ativa há anos (e eu nunca tinha lido) uma espécie de 'presente para poucos escolhidos', e isso torna meu apreço por ela ainda maior (os motivos eu disseco depois. Tem a ver com gente que fica fazendo marketing pessoal, gente 'aparecida', que de certa forma me irrita). Mas falemos do incômodo. O incômodo se deu porque essas pessoas que têm o dom da palavra, escrita ou falada, sempre têm o dom de cutucar você - e nunca é nas feridas abertas e expostas; quem é bom cutuca algo que você mesmo não via. Ou até sabia que existia, mas não sabia onde ou o quê - quem é bom não vai cutucar o óbvio, mas sim aquelas coisas óbvias que você mesmo já deveria ter reparado e nunca deu ouvidos. O incômodo não é por ela, que não sabe o quanto me cutucou com alguns de seus escritos - é por mim. Que me recusei a aceitar tanta coisa por tanto tempo. E que aceitei coisas demais.
* * *
Não só ela..
..mas existem outros catalisadores nesse processo de autoconhecimento que dura bem uns três anos - aquela fase 'fim da adolescência/ início da idade adulta'. Uns entram em depressão, outros abafam o caso e entram em depressão mais tarde, uns procuram ajuda externa, outros externam? externalizam? enfim, outros colocam pra fora seus sentimentos de maneira artística e ainda conseguem descobrir aí sua vocação. Poucos sortudos lidam bem com responsabilidades novas e rupturas com os vícios da estrutura familiar que estava lá antes de você nascer - agora é a sua vida, não a que seus pais querem que você tenha. Quanto a isso, e quanto a outras coisas, tenho repetido padrões que me incomodam e, embora minha maneira de lidar com algumas situações tenha de fato mudado, os padrões estão lá, continuam e não vão embora. Então apareceu esse cara que, sem querer, me fez ver o quanto doía mentir - não para os outros. Eu não minto para os outros, morro de medo de ser pega em atos falhos. Eu minto pra mim, todo dia um pouco, me recuso a ver as coisas óbvias que o tal blog escondido da menina que eu não vejo sempre me cutucou.
* * *
Bebida é água, comida é pasto
Se você não come carne, se seus motivos pra isso são dietéticos ou ideológicos, se você se entope de junk food, se você todo dia almoça fora, se você tem prazer em cozinhar, isso É você. Pra não falar da maneira como a alimentação balanceada ou não acaba refletindo no seu corpo e na sua auto-estima, e na maneira como seu corpo e sua auto-estima influenciam no que você se torna. Conheço uma menina que passou a sorrir mais depois que perdeu mais de vinte kgs no Vigilantes do Peso - e não eram 20kgs que a tornaram magra ou com corpo de modelo - de jeito nenhum. Eram 20kgs que realmente pesavam na personalidade dela. Conheço gente que sorri mais porque caga mais (sério. prisão de ventre crônica incomoda, e isso acaba fazendo parte da personalidade da pessoa - ou voce nunca associou o termo "enfezado" à quantidade de fezes no corpo do infeliz, hum?).

Minha alimentação nos últimos dias tem sido o seguinte:
- Dois potes de danette
- um prato de sopa de cebola
- Quatro fatias de queijo prato
- algumas latinhas de coca light
- meia porção de batata frita com queijo do pub irlandês de ipanema, que faz aniversário nessa 6a e deve ter algum evento comemorando
- um croissant
- alguns litros de chás e mates e sucos, porque não sou boba de não comer (sim, essa dieta que, pra uns é consumida num dia pra mim foi consumida em cinco dias), umas bolinhas de complexo B e xarope antianêmico, porque eu não sou mulher de curtir doença.

Não que eu tenha algum distúrbio alimentar. Não tenho, nunca tive, tenho orgulho de comer bem e sei que quando eu chegar na casa da minha mãe sábado ou no almoço de dia dos pais domingo vou enfiar o pé na jaca, ou melhor, no estrogonofe, ou no que quer que seja. O fato é que esses dias sem barriga e com o ponteiro da balança descendo não só levantam minha auto-estima (logo logo poderei aposentar o salto plataforma) como marcam o início de um processo de desintoxicação, de libertação de vícios.
E, pra quem bate ponto aqui, há a tranqüilidade: os vícios saudáveis (escrever muito, sempre, sobre tudo) e as pesquisas de lixo cultural, variedades na internet e inutilidades interessantes pra meia dúzia de pessoas continuam. Porque isso é a parte boa sobre mim, a curiosidade e a ânsia por pesquisa e por descobrir coisas novas - e, melhor ainda, a de divulgar as informações que recebo -, é a parte que eu não quero mudar.
* * *
Papo meu comigo mesma
E a tendinite, nega, vai bem?? Tá verborrágica hoje, hein, gafanhota? Smeagol quer o anel. Aí, vampará de falar sozinha agora, vamos? Bora socializar com o pessoal que tá na sala de estar?
O problema não é quando você fala de si mesmo na 3a pessoa.
O problema é quando você fala de si mesmo na 3a pessoa do plural.
* * *
Eu disse que não iria parar. Hoje é aniversário da Soleil Moon Frye. O nome não te é estranho? Ok, a guriazinha que fazia a Punky Brewster que passava no SBT hoje completa 27 anos. E eu aqui, me achando velha.
* * *
Pois é uma pena que esses concursos legais sejam apenas válidos para residentes nos EUA: eu adoraria um jantar com o Gene Simmons, que se não é o Rei do Rock, está perto de o ser.

terça-feira, agosto 05, 2003

Inversão de valores
- Linda a sua bolsa! Comprou onde?
- Ah, menina, nem lembro! Foi em alguma lojinha barateira do Centro de Niterói.
- Pois é, outro dia comprei uma ótima, imitação de Adidas.. sabe aqueles três gominhos? A minha tem quatro!
- Hahaha genial!
- É, e não deve ter sido mais de dez reais.
- Muito foda! E é legal que só você tem, ninguém mais deve ter igual!
* * *
Enquanto isso o jornal de domingo aponta que, do outro lado da cidade, garotos entram no tráfico porque assim podem ganhar dinheiro pra comprar 'roupa de marca'.
Taí, isso é outra coisa da humanidade que me deixa triste - além, é claro, da sensação de impotência, porque por enquanto eu não posso fazer nada pra ajudar de verdade. Deixa estar.. em breve eu tou podendo.
* * *
GAAAAAHHHHH
Grease, o Musical chega ao Rio de Janeiro no ano que vem. Falta quando mesmo?? Não importa. Vou me planejar desde AGORA pra não perder isso.
* * *
E por falar em musicais..
Alguém lembra de Eduardo Dusek como o dentista de "A Pequena Loja dos Horrores"?
Quando eu era novinha, fiz questão de assistir à peça, porque já havia visto o filme umas vinte vezes.. coisa de criança que quer quebrar algum recorde na vida. Aliás, o filme passou essa madrugada (seis da manhã pra mim é madrugada) no TNT, e eu perdi - estava numa necessitada noite de sono.
Só pra deixar registrado que o primeiro trecho-de-filme-em-inglês-que-decorei-na-vida foi:
"On the twenty-first day of the month of September, in an early year of a decade not too long before our own,the human race suddenly encountered a deadly threat to its very existence. And this terrifying enemy surfaced - as such enemies often do - in the seemingly most innocent and unlikely of places."

Anos depois, veio o clássico "Ezequiel 25:17", trecho de "Pulp Fiction" que, embora pareça, não consta da Bíblia Sagrada. Pode procurar lá. Não há Ezequiel 25:17. Mas eu decorei a fala de Samuel Jackson, e transcreveria fácil aqui, procurando o texto original apenas para corrigir o mau inglês:
The path of the righteous man is beset on all sides by the inequities of the selfish and the tyranny of evil men. Blessed is he who, in the name of charity and good will, shepherds the weak through the valley of darkness, for he is truly his brothers' keeper and the finder of lost children. And I will strike down upon thee with great vengeance and furious anger those, who attempt to poison and destroy my brothers.
And you will know my name is the Lord when I lay my vengeance upon you.

Escolha a vida, sua imbecil
Não muito tempo depois, eu ainda estava no pique de decorar trechos de filmes, surgiu o trecho mais decorável (e nem um pouco saudável) da história do cinema dos anos 90. Vamos lá, recitem comigo e com Ewan McGregor, na época ainda não muito conhecido, na pele de Mark Renton:
Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television. Choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suit on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourselves. Choose your future. Choose life... But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life. I chose something else. And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you've got heroin?

Eu tinha - ou tenho mas deixei na casa da minha mãe - uma camisa que ia só até o último "Choose Life". Comprei a camisa antes de assistir a "Trainspotting", me pareceu um motto saudável, uma crítica à vidinha mais-ou-merda classe média que a gente procura levar, por conforto ou comodismo ou os dois. Fãs de Blur se identificam com essas coisas, de algum modo - esse padrãozinho classe média britânica, mas que é igual em todo lugar do mundo - gente sem ambição. Lógico que depois de ver o filme, tive noção de que a crítica era não apenas a essa vidinha patética mas também à autodestruição como meio de fuga.
E a trilha sonora que juntava Iggy Pop e Lou Reed a coisas mais modernas e outras nem tanto (como New Order, ou Sleeper - bandinha indie pouco conhecida - fazendo cover de Blondie) e o visual que compactuava com o que eu gostava lá pelo começo de 96, toda essa embalagem me fez ver "Trainspotting" como meu hype pessoal. De alguma maneira, me identifiquei com tudo aquilo.
Deve ser porque, embora eu esteja longe, muito longe, se me afundar em drogas, tenho muito medo MESMO de me afundar em mediocridade. De não influenciar ninguém, de não fazer nada importante. E, se se afundar em drogas não é vida, não sair do lugar também não é (pelo menos não pra mim).
Talvez isso esteja para mudar nos próximos anos. UMA parte eu comecei hoje. A outra, começo daqui a alguns minutos.
Apenas fique atento.
Hoje o blog está temático.. é dia de falar de gente, esse assunto polêmico.
* * *
Sabe o que me deixa triste?
Quando você vê duas pessoas queridas que não se conhecem mas se odeiam (por causa de mulher), e justamente por não se conhecerem você sabe que teve uma terceira pessoa botando um contra o outro.. e agora você tem que conviver com um TE botando contra o outro, e ambos defendendo essa terceira pessoa (que já sacaneou muito os dois)..
VOCÊ, e só você, sabe que não vai tomar partido de nenhuma parte porque adora os dois e não conhece (nem faz questão de conhecer) a tal terceira pessoa.
Mas eles fazem isso, como fizeram com eles. É sempre assim, a gente desconta o que fazem com a gente nos outros. Ninguém tem culhão de trair quem te trai (e não falo simplesmente de beijo na boca, falo de traição mesmo. Apunhalar por trás) nem de sair de perto de alguém que te fez mal. E assim a gente vive (eu incluída, afinal, sou um ser humano estúpido também). E os dois vão continuar convictos de que estão certos, mesmo não se conhecendo. É sempre assim. E vão continuar se odiando porque não se conhecem, mas porque alguém determinou que um deveria ficar contra o outro. E ai de você se defender um ou outro para o outro. Porque o mundo é mesmo das pessoas que jogam uns contra os outros, não é mesmo? Essas são as pessoas queridas.
E eu me importo, o que é pior (havia algo escrito de cabeça quente aqui).
Como diz Ranaur, o Grande Sábio, "Cada um tem o que merece". E, mais uma vez, repito:
- Eu mereço, viu?
* * *
Mas existe gente boa de verdade. Então leia o texto sobre o garoto que queria saber o que era ética, do Gabrig. E quase chore junto comigo.
* * *
Tem gente que não sabe distinguir gente ruim
Então faça esse teste pra saber se você sabe a diferença entre Serial Killers e Inventores de Linguagens de Programação!!
Já disse (e afirmo pela milésima vez) que eu não consigo.. marquei sete em dez às custas de muito chute.
* * *
Movimento voluntário Pela Extinção Humana
Ele existe. E, diferente do Darwin Awards, que premia as mortes mais estúpidas como forma de agradecer aos falecidos por terem livrado o mundo de gente estúpida, o Movimento Voluntário Pela Extinção Humana é sério e prega o controle da natalidade como forma de controle demográfico.. bizarro.
* * *
Esse mundo é medíocre e as pessoas estão muito exaltadas. Não se respeitam mais - se é que já se respeitaram um dia. Mas, inexplicavelmente, algumas coisas pequenas conseguem ainda me deixar feliz, querendo chegar logo em casa.. ;)

segunda-feira, agosto 04, 2003

A melhor música de praia
Não é dos Beach Boys, por incrível que pareça.
Também não é dos Netunos.
A melhor música de praia, na verdade, é "Rock Lobster", do B52's.. leia aqui a descrição completa daquele dia ensolarado, quando a praia foi invadida por monstros esquisitos.. e uma lagosta gigante.
Adoro essas imagens, eu deveria ter uma banda inspirada em filmes B. Como o próprio B52's, ou os Revillos.
Eu já tentei, na verdade. Eu e a Ju. Tivemos MEIO ensaio aqui em casa, nós duas, e chegamos a pensar sério em colocar a Ana Amélia nos teclados. Meu deus, ia ser a melhor banda da cidade. O problema é que a gente só sabia tocar uma música dos Beatles, uma do Weezer e uma do Pixies.. e queríamos ser o Devo que, na real, não tem nada a ver com o que a gente sabe fazer. Aí fica complicado. Mas tudo bem, um dia vou superar isso e escrever uma ópera-rock sci-fi, pedir pro Lois compor as músicas, pro Márvio cantar e pro Bjorn produzir. Aí quero ver o que é música de verdade.
Alguma coisa boa tinha que acontecer nesse fim de semana, não?
E por falar em música e rock e influências, não sei como não desmaio de emoção: primeiro foi o Paulo César, graaaande Paulo César, responsável pelo clássico "Crássicos da Periferia, aqueles esquetes de animação que rodaram o mundo via internet e nos garantiram ótimo divertimento.
Depois veio o Piu Piu de Marapendi, autor do clássico "Eu Hoje Vou Me Dar Bem". Não obstante, sua identidade secreta é responsável pela criação da única FM ativa na minha cidade a apostar no segmento rock. Não é pouca coisa não, amores.
Agora outro ídolo de infância me escreve - e mais: dizendo que curtiu o que eu escrevi e minhas referências e tudo o mais.
A pergunta que não quer calar: quando é que eu vou tomar vergonha na cara, deixar a timidez de lado e entrevistar esse pessoal, montar um bom portfólio e, quem sabe, finalmente poder viver de escrever sobre entretenimento e afins?
Blog também é auto-análise
Acho que a possibilidade de fazer BEM e ATÉ O FIM algo que eu sei fazer direito me assusta - e não é só nesse caso: quando você passa um tempo significativo convivendo quase que diariamente com uma criatura com um bom background de orgonomia e essa pessoa repete isso todo dia sobre seu comportamento contido e sua incapacidade de ir até o fim de situações fundamentais, você pensa que realmente tem um problema e vai ser assim até o fim da vida se não buscar tratamento.
Vocês estão presenciando.. o início de uma nova Lia. Não, peraí.
Vocês estão presenciando a criação de um monstro.
É isso.
Porque eu sou um monstro.. mas eu sei dançar.
(nossa, nunca vi uma piada interna com tantos significados!!)
CARAJO!!
Não conheço a atriz francesa morta pelo namorado, mas o namorado era o vocalista do Noir Désir!! U-au..

domingo, agosto 03, 2003

Eu estou terminantemente proibida de ouvir "Star Me Kitten", do R.E.M., até segunda ordem.
* * *
Então, como não sou de me torturar, vamos lá: mais Bart Simpson pra vocês: a letra e alguns stills do clipe de Do The Bartman!

* * *
Mais Simpsons!
Pourra..




What lesser-known Simpsons character are you?

Brought to you by the good folks at sacwriters.com
.
IAAAAA!!! FODA!!!
Biografia de todos os residentes do Asilo de Velhos de Springfield!! Desde o vovô Simpson até Bea Simmons, a namorada que o vovô arrumou.. com direito aos medicamentos que todo mundo toma, muito bom!!
* * *
Então ontem passei um diazinho muito meia-bomba, por motivos alheios à minha vontade, e a cara de bunda durante a tarde inteira foi inevitável - até dona Star dar um ultimato, já depois de uma da manhã: "Estou saindo daqui agora, vou aí te buscar" "Mas eu estou com uma cara horrorosa.." "Vai melhorar, você vai ver".
Back to the 90's
Entrei no carro da dona Star, a Kelly Key da noite róque carioca (segundo o colega e conterrâneo Jesse Marmo), e a viagem de volta aos 90 começou: amigos da minha época de grunge (é, já passei por isso) foram conosco (ok, com esses dois eu mantenho contato agora, mas o fato é que eles foram, heh), com mais um amigo deles que, enchendo a paciência da motorista, levou um spray de pimenta na cara. Mas ela errou a mira, e o spray foi todinho em cima de mim em vez de acertar o infeliz.
Então eu entro na Nautillus com meu mega-salto-agulha-plataforma (pra levantara auto-estima, eu começo por baixo!) e com aquela cola esquisita grudada no pescoço, e com a boca ardendo nos cantos e meio dormente. "Legal, é uma espécie de repelente contra péla-saco". E logo achei caras conhecidas, muitas.
Pessoas do século passado
O menino que eu conhecia de vista há um tempão mas por algum motivo não falava comigo quando encontrava. O menino que fez uma matéria comigo na UFF e hoje é galã de novela da Globo (pra você ver como a Back To The 90's anda concorrida, se as leitoras da Capricho descobrem o novo point..). A menina que estudou na mesma faculdade que meus amigos e conhece como ninguém os motivos que me deixaram com a cara péssima durante a tarde.. e tome conversa, sobre essas e outras pessoas. "Aaaahhhh, agora isso faz sentido!" "Nossa, não sabia, você subiu no meu conceito" "Você já ficou com ele? Que fofo, cara!" "Ela é uma vaca manipuladora e ele cai na dela, eu odeio essa mulher." "Nossa! Ele?? Quem diria.. quando eu encontro com ele por aí, me parece ser tão equilibrado.." "Sério que eles se odeiam?" "Peraí, aquele que é o..?", e por aí vai. Rolou uma espécie de reunião de cúpula que deve ter apavorado muita gente - era muita gente que sabe demais junta.
No final, já estava achando que há males que vêm pra bem. Ou não, mas pelo menos ontem me pareceu isso.
Do The Bartman
Se eu perdi a linha e dancei a noite toda? Não, nem um pouco. Não acho que a cura para algumas tristezas seja perder a linha - pelo contrário, acredito que álcool e ferida são duas coisas que não combinam.. arde, sabe? E era complicado dançar em cima daquele salto todo. Mas posso garantir que a trilha sonora foi de primeira, e se eu estivesse de bom humor (e tênis!), certamente teria pulado muito ao som de Screaming Trees e Body Count.. em nome dos velhos tempos.
Tem que ter um link tosco, não é mesmo?
Eu bebi uma coca light. Quente. Mas teve gente enchendo a lata.
Aqui, as dez melhores receitas para curar ressaca - desde "passe um limão no suvaco do braço usado para beber" até leite materno, passando por chá de caca de coelho.. freak!
* * *
Agora deixa eu me arrumar que hoje é aniversário de um dos caras mais fodas do mundo, talvez a pessoa mais inteligente que conheço.. ou será que isso é papo de irmã mais velha coruja? :)
Hoje é dia!
Ok.. chega de diarinho!
* * *

:: how jedi are you? ::

* * *
Eu sei que já coloquei isso aqui, mas.. construa seu próprio sabre de luz!
* * *
E eu aqui, treinando minha paciência jedi..
* * *
Mas que lojinha online chuchu beleza!
Imagina um anelzinho desses adornando meu dedo médio:

Mais, aqui. Tem até tampas de privada de pin-up!

sábado, agosto 02, 2003

Eu poderia falar da Maratona Odeon BR, de como me decepcionei com Woody Allen, de como 'Amarelo Manga' prova que o governo NÃO deveria bancar filmes (sabe aquela mentalidade de 'vou fazer qualquer merda, não sou eu que estou pagando!'? Pois é), de como filmes B antigos em p&b costumam ser divertidos, mas hoje não quero falar.
Nem ver pessoas.
Nah, na verdade quero ver pessoas sim. Mas não estou com paciência pra situações sociais onde maiores de 20 anos ficam berrando no meu ouvido feito criança, e onde serei interrogada com perguntas que não quero responder.
Hoje eu tou meio assim.. se preocupem não. Isso passa.
* * *
Em vez disso, vou só sugerir um link pra vocês verem. É uma ilusão de ótica bem feita.

sexta-feira, agosto 01, 2003

Mais um
VAMPARÁ? Hein? Chega. Bob Hope, Afonso Brazza, Sam Phillips.. e agora Guido Crepax? Tudo bem, todos eles já estavam mais ou menos na idade (Bob Hope chegou aos 100), deixaram seu legado para a humanidade (e QUE legado!).. mas chega, ok? Não quero mais gente boa morrendo. Não por enquanto.
* * *
Livre (e tosca) Tradução
Eu sei, é só o roque, mas eu gosto. Eu sei, é só roque, mas eu gosto. Eu sei, é só o roque, mas eu gosto. Eu gosto pacas, eu gosto pacas, sim eu aceito.
* * *
Clássicos da Literatura Mundial
Se eu fosse um pouquinho menos equilibrada, não agüentaria o tranco de assistir a "Clube da Luta" numa semana e ler "V For Vendetta" na semana seguinte.
Certamente já estaria catando o Anarchist Cookbook por aí.. Anarchist Cookbook era o grande clássico da internet lá pelos idos de 96 - ensinava desde técnicas de fraudar cartão telefônico até a fazer bomba caseira com uma bola de tênis. Todo garoto que acredita que a internet seja MESMO um veículo de democratização da informação já baixou os arquivos deste livro que é considerado pela CIA uma grande besteira cujas receitas estão cheias de erros e podem prejudicar e ferir gravemente quem delas se utilizar.. eu acho que esse terror todo é pra tentar impedir que a molecada saia por aí fabricando bombas com sabonete. De qualquer forma, nãããooo, eu não procurei nada sobre o livro no google e não coloquei o site com os arquivos no meu bookmark.
* * *
É que quando tiver o tal culto de Jeová novamente..
* * *
Verdade absoluta do dia:
Gostar ou não de Velvet Underground e/ou David Bowie ultrapassa a questão do gosto e passa a ser uma questão de caráter.
Sério, as duas únicas pessoas em quem não pude confiar na vida não tinham UM disco do Bowie em casa.
* * *
Constatação
Até o presente momento, a palavra mais feia da língua portuguesa é MALEMOLÊNCIA. Pelo menos pra mim. Abstraia do conceito (que já é escroto, como diz a caléga Yael, "é da mesma família de GINGA e GINGADO"), e repare na sonoridade. Diga em voz alta, MA-LE-MO-LÊN-CIA. Não é feio? Eu acho horroroso.
E pra você? Qual é a palavra mais feia do nosso vocabulário?
Cacete! Chega de morrer gente!!
* * *
Do Estadão:
Morre Guido Crepax, criador da Valentina
O desenhista italiano que foi um mestre do quadrinho erótico, morreu em Milão, aos 70 anos
Milão - O desenhista italiano Guido Crepax morreu ontem, em um hospital de Milão, aos 70 anos. Criador da sexy Valentina, Crepax foi um mestre do quadrinho erótico. Nasceu em 1933, na mesma Milão, com o nome de Crepas.
Formou-se em arquitetura e estreou nos quadrinhos em 1959, trocando seu nome para Crepax. Seis anos depois, nascia seu personagem mais famoso: a fotógrafa e estrela de cinema Valentina, inspirada na atriz Louise Brooks. Das páginas da revista italiana Linus, onde reinava nos anos 60, Valentina ganhou o mundo e virou ícone da mulher independente, decidida e extremamente sexy.
Valentina era a mulher de curvas perfeitas e pernas intermináveis, que tornou-se mito erótico de várias gerações e chamou a atenção para o traço de Crepax. Suas histórias em quadrinhos foram publicadas na França, Espanha, Japão e Estados Unidos. No Brasil, a editora gaúcha L&PM lançou vários títulos com as histórias de Valentina, muitos esgotados, e a editora paulista Martins Fontes publicou outros, como Emmanuelle e Conde Drácula, disponíveis nas livrarias.
Além das aventuras de Valentina, Crepax também ficou famoso por suas adaptações literárias, levando ao formato da HQ obras do Marquês de Sade (Justine), Bram Stoker (Conde Drácula), Edgar Allan Poe (O Crime da Rua Morgue) e Stevenson (O Médico e o Monstro). O elenco de personagens de Crepax ganhou até estudo do prestigiado semiólogo francês Roland Barthes.
* * *
Veja o site oficial de Guido Crepax.
Este site está em novo endereço: visite www.liaamancio.com.br para novidades e updates!
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