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quarta-feira, agosto 06, 2003

O poder da palavra
Tem essa menina com quem eu esbarro raramente, e isso a faz uma dessas pessoas queridas com quem sempre é um prazer esbarrar - mas hoje esbarrei com ela nesse mundinho virtual e, confesso, me deu um certo incômodo. Porque a garota tem o dom da palavra, e eu simplesmente não sabia. Tem essas pessoas pops que todo mundo fala "fulano escreve bem, lê o que ele anda escrevendo", não tem? Esse não é o caso dela - e isso se faz presente nos comentários, apenas os amigos vão lá, o que torna o blog da menina, na ativa há anos (e eu nunca tinha lido) uma espécie de 'presente para poucos escolhidos', e isso torna meu apreço por ela ainda maior (os motivos eu disseco depois. Tem a ver com gente que fica fazendo marketing pessoal, gente 'aparecida', que de certa forma me irrita). Mas falemos do incômodo. O incômodo se deu porque essas pessoas que têm o dom da palavra, escrita ou falada, sempre têm o dom de cutucar você - e nunca é nas feridas abertas e expostas; quem é bom cutuca algo que você mesmo não via. Ou até sabia que existia, mas não sabia onde ou o quê - quem é bom não vai cutucar o óbvio, mas sim aquelas coisas óbvias que você mesmo já deveria ter reparado e nunca deu ouvidos. O incômodo não é por ela, que não sabe o quanto me cutucou com alguns de seus escritos - é por mim. Que me recusei a aceitar tanta coisa por tanto tempo. E que aceitei coisas demais.
* * *
Não só ela..
..mas existem outros catalisadores nesse processo de autoconhecimento que dura bem uns três anos - aquela fase 'fim da adolescência/ início da idade adulta'. Uns entram em depressão, outros abafam o caso e entram em depressão mais tarde, uns procuram ajuda externa, outros externam? externalizam? enfim, outros colocam pra fora seus sentimentos de maneira artística e ainda conseguem descobrir aí sua vocação. Poucos sortudos lidam bem com responsabilidades novas e rupturas com os vícios da estrutura familiar que estava lá antes de você nascer - agora é a sua vida, não a que seus pais querem que você tenha. Quanto a isso, e quanto a outras coisas, tenho repetido padrões que me incomodam e, embora minha maneira de lidar com algumas situações tenha de fato mudado, os padrões estão lá, continuam e não vão embora. Então apareceu esse cara que, sem querer, me fez ver o quanto doía mentir - não para os outros. Eu não minto para os outros, morro de medo de ser pega em atos falhos. Eu minto pra mim, todo dia um pouco, me recuso a ver as coisas óbvias que o tal blog escondido da menina que eu não vejo sempre me cutucou.
* * *
Bebida é água, comida é pasto
Se você não come carne, se seus motivos pra isso são dietéticos ou ideológicos, se você se entope de junk food, se você todo dia almoça fora, se você tem prazer em cozinhar, isso É você. Pra não falar da maneira como a alimentação balanceada ou não acaba refletindo no seu corpo e na sua auto-estima, e na maneira como seu corpo e sua auto-estima influenciam no que você se torna. Conheço uma menina que passou a sorrir mais depois que perdeu mais de vinte kgs no Vigilantes do Peso - e não eram 20kgs que a tornaram magra ou com corpo de modelo - de jeito nenhum. Eram 20kgs que realmente pesavam na personalidade dela. Conheço gente que sorri mais porque caga mais (sério. prisão de ventre crônica incomoda, e isso acaba fazendo parte da personalidade da pessoa - ou voce nunca associou o termo "enfezado" à quantidade de fezes no corpo do infeliz, hum?).

Minha alimentação nos últimos dias tem sido o seguinte:
- Dois potes de danette
- um prato de sopa de cebola
- Quatro fatias de queijo prato
- algumas latinhas de coca light
- meia porção de batata frita com queijo do pub irlandês de ipanema, que faz aniversário nessa 6a e deve ter algum evento comemorando
- um croissant
- alguns litros de chás e mates e sucos, porque não sou boba de não comer (sim, essa dieta que, pra uns é consumida num dia pra mim foi consumida em cinco dias), umas bolinhas de complexo B e xarope antianêmico, porque eu não sou mulher de curtir doença.

Não que eu tenha algum distúrbio alimentar. Não tenho, nunca tive, tenho orgulho de comer bem e sei que quando eu chegar na casa da minha mãe sábado ou no almoço de dia dos pais domingo vou enfiar o pé na jaca, ou melhor, no estrogonofe, ou no que quer que seja. O fato é que esses dias sem barriga e com o ponteiro da balança descendo não só levantam minha auto-estima (logo logo poderei aposentar o salto plataforma) como marcam o início de um processo de desintoxicação, de libertação de vícios.
E, pra quem bate ponto aqui, há a tranqüilidade: os vícios saudáveis (escrever muito, sempre, sobre tudo) e as pesquisas de lixo cultural, variedades na internet e inutilidades interessantes pra meia dúzia de pessoas continuam. Porque isso é a parte boa sobre mim, a curiosidade e a ânsia por pesquisa e por descobrir coisas novas - e, melhor ainda, a de divulgar as informações que recebo -, é a parte que eu não quero mudar.
* * *
Papo meu comigo mesma
E a tendinite, nega, vai bem?? Tá verborrágica hoje, hein, gafanhota? Smeagol quer o anel. Aí, vampará de falar sozinha agora, vamos? Bora socializar com o pessoal que tá na sala de estar?

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