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terça-feira, novembro 19, 2002

Oração
Odin, cale a boca de seu filho.
Eu tenho muito medo desses roncos.
Thor, por favor, pare.
Essa brincadeira não tem a mínima graça.
E esse sonoplasta escroto que não cessa de sacudir essas folhas gigantes de alumínio
E o céu que não pára de cair.
Perdeu a graça. Ça suffit. Chega.
Amém. Pronto. Agora acabem com isso logo.
* * *
E, aos outros deuses, chega de conspirações. Estou farejando mais uma.
Alô-ô, roteirista..
O argumento me parece ótimo, mas esse plotpoint acabou de virar a história de cabeça pra baixo mais uma vez. Muito provavelmente é uma falha no roteiro, um diálogo mal escrito ou algo do gênero. Segundo Syd Field, o homem-referência para roteiros-padrão, enxutos e básicos - aquele que o bom roteirista aprende a copiar para depois fazer totalmente diferente, porque é necessário conhecer os padrões para romper com eles -, são necessários apenas 6 plotpoints durante a história para manter a atenção do espectador - e o que era um filme do David Lynch virou um episódio de Barrados No Baile, que provavelmente vai se desdobrar na cabecice de um Antonioni.
Tudo por causa de um diálogo de filme de suspense de segunda linha seguido de outro de filminho da Penny Marshall.
John Hughes, que é bom, nada.

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