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quarta-feira, março 31, 2004

A Paixão de Cristo Segundo Mel Gibson
(diálogo imaginário)
- Ah, é um relato fiel do que aconteceu com Jesus Cristo!
Só lamento que você chame os evangelhos, relatos pessoais de pessoas que não estiveram lá o tempo inteiro e literalmente traduzidos de línguas mortas de 'relato fiel'.
- Tá, mas então é uma representação fiel das escrituras da Bíblia.
Ã-hã, aquela figura andrógina que observa tudo de longe foi relatada em todos os evangelhos, você não leu?
- Errr, não. Mas sei a história, lógico, quem não sabe? E sei que teve toda uma pesquisa histórica para reproduzir fielmente os métodos de tortura da época, assim como Mel Gibson teve a manha de fazer todo mundo falar em aramaico, para dar mais verossimilhança ao filme.
Verossimilhança com a Monica Belucci de Madalena Arrependida? Verossimilhança e rostos conhecidos são duas coisas raramente compatíveis. Aliás, esse filme é ótimo para a gente saber de onde vieram muitas das expressões que utilizamos comumente - muita gente 'lava as mãos' para se omitir de assuntos sem saber que o gesto foi popularizado quando Jesus 'padeceu sob Pôncio Pilatos', retratado em 'A Paixão de Cristo' como um cara bem político, cujo grande erro na história de Mel Gibson é apenas ser omisso. E todas as pessoas que tiveram um 'choque de realidade' quando viram o filme e ficaram impressionadíssimas e finalmente tiveram a noção do que Jesus Cristo realmente sofreu (isso sem questionar se ele existiu ou não, e se existiu, se as coisas aconteceram dessa ou daquela maneira) vão continuar dizendo 'padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia' na missa do fim de semana, como se 'seo' Gibson tivesse dito toda a verdade sobre o sofrimento de Jesus, mas não sobre Pôncio Pilatos, que continuará com seu lugar na decoreba, certo?
- É porque o marketing do filme é Jesus Cristo.
O marketing da Igreja Católica é Jesus Cristo, né? Apesar de catolicismo e cristianismo serem duas coisas bem diferentes.. Pôncio Pilatos é um mero coadjuvante.
- Pô, o Pôncio Pilatos de 'A Vida de Brian' estava mais bem construído.

De fato, quando a multidão aclama 'soltem Barrabás', cheguei a pensar alto 'Welease Bwian', a referência é bem forte, mas 'A Paixão de Cristo' é um fime tão tenso que não dá margem a piadinhas. Além do mais, minha criação de garota católica me remeteu mais aos versos decorados do Creio-em-deus-pai e em como os Passos da Paixão de Cristo (também conhecidos como Via Sacra) finalmente deixaram de ser quadros e tomaram uma forma mais realista do que aquela coisa limpinha das estátuas com uma chaga ou outra escorrendo..
- Então você admite que o filme é realista?
Eu disse 'mais realista do que'. E acho também que todo mundo que realmente acredita em Jesus como mártir deveria assistir a esse filme pra ver o que é martírio de verdade.
- Você disse 'de verdade'.
Ah, não fode.
- Mas então, você disse que é um filme tenso. Você ficou tensa.
Fiquei, claro. É o cara levando chibatada e sendo humilhado o filme inteiro, e não poupa sangue, suor e lágrimas. Se eu fiquei tensa vendo 'O Silêncio dos Inocentes', é de se esperar que num filme desses..
- Tem uns sustos, né?
Ô. Parece que as marteladas e chicotadas do filme tiveram seus volumes aumentados para impressionar mais o espectador. E tem aquelas alegorias criadas pelo Mel Gibson para impressionar mais ainda.. vou sonhar com aquelas criancinhas da alucinação do Judas.
- Você ficou impressionada?
Ô, se fiquei!
- Então você gostou do filme?
Embora uma coisa não tenha nada a ver com a outra, gostei sim, bastante. Embora haja alguns exageros de alegorias, é um filme necessário, à medida em que mostra coisas que os fiéis seguidores das escrituras sagradas tinham medo de ver. Tá, passado o furor da estréia, todo mundo vai esquecer o que viu e continuar idolatrando suas imagenzinhas sofredoras lá, mas pelo menos Mel Gibson tentou.
- Mas se é inverossímil e alegórico demais, como você gostou?
Se eu quisesse ver um documentário, alugava um filme da National Geographic sobre as descobertas arqueológicas que provam que Cristo viveu sei-lá-aonde...
- Se isso não é um relato da realidade, então você admite que essa versão do Mel Gibson é romanceada pra cacete e o cara é um poser e presepeiro que coloca o filme todo em aramaico pra tirar uma onda de católico fervoroso?
Ou pra isso ou pra efeitos de marketing. Ou os dois. Sobre a versão romanceada, não sei. Eu não estava lá para saber como foi, se Jesus passou mesmo por tudo aquilo.
- Então você admite que Jesus existiu mesmo?
Ai meu Jesus Cristo, vai começar..
- Tá vendo? Falou de Jesus, acredita nele..
Ai meu Deus do céu..
- Tá vendo?
* * *
Tá bom. Pra descontrair: se antes a comparação entre Shmi Skywalker e a Virgem Maria era inevitável, tendo Maria como a original, esta, em 'A Paixão de Cristo', parece bastante inspirada na mãe de Anakin.

terça-feira, março 30, 2004

Crossover do dia: Meu vizinho Totoro
Quem precisa de Totoro com um guarda-costas desses?
* * *
Wrestlecrap
O nome já diz tudo. Confira, ou não, se tiver mais o que fazer.

domingo, março 28, 2004

Lachesis
"Em doses homeopáticas, até veneno é remédio".
Um dos princípios básicos da homeopatia é o de que semelhante cura semelhante.
DEVE haver um motivo para, depois de bons 45 minutos de consulta, minha homeopata receitar veneno de surucucu para tomar.. :/

sábado, março 27, 2004

Café e cigarros
Jim Jarsmusch é foda.
A empreitada mais recente do diretor de Estranhos no Paraíso, Down By Law, Mystery Train (que conta com a participação de Screamin' Jay Hawkins, que já havia sido citado em 'Estranhos no Paraíso'), Uma noite sobre a Terra, Dead Man, Year of the Horse (documentário supimpa sobre uma turnê do Neil Young) e Ghost Dog chama-se Coffee and cigarettes.
Mas hein? Ele já não tem TRÊS filmes com esse nome?
Sim. A brincadeira começou em 86, com um curta-metragem onde Roberto Benigni e Steven Wright, com os sugestivos nomes de Bob e Steve, fumavam, bebiam café e conversavam trivialidades.
Em 1989, Jarmusch devia ter mais uns metros de película p&b sobrando e colocou Steve Buscemi como um garçom que servia os irmãos Cinqué Lee e Joie Lee. Os irmãos, claro, bebiam café e fumavam bastante, e o título do curta era "Coffee and Cigarettes - Memphis Version".
Eis que, em 93, Jarmusch teve a manha de juntar Tom Waits e Iggy Pop numa mesa de um café, fazendo os papéis deles mesmos, mas com algumas sutis diferenças (Tom Waits acaba de operar alguém no caminho para encontrar Iggy). Uma média e um maço de Marlboro para quem adivinhar sobre o que eles conversam e qual o nome do curta. Com o subtítulo "Somewhere in California".
O atual Coffee And Cigarettes, de 2003, são seqüências de esquetes tendo café e cigarros ao fundo. Jarmusch pegou seus três curtas e acrescentou mais alguns: Bill Murray (no papel de.. Bill Murray!) servindo RZA e GZA (os caras do Wu Tang Clan) e sendo sacaneado por eles por causa de seu papel em 'Os Caçafantasmas'; Cate Blanchett conversando com ela mesma; os irmãos-arroz-de-festa Meg e Jack White; e mais uma pá de gente, incluindo Steve Coogan - o Tony Wilson de '24 Hour Party People', aquele sotaque dele é inconfundível.
A colagem de filmes de dez anos atrás com filmes produzidos agora, pelo trailer, não deve ficar forçada, com produções de qualidades diferentes: em todos os filmes, Jarmusch usou película em p&b - aliás, reza a lenda (e o imdb.com) que este foi o último filme produzido em película p&b, até que outro laboratório resolva voltar a produzir o mimo, já que a leva usada em "Coffee & Cigarettes" foi a última produzida pela Kodak.
Veja o Trailer e fique com vontade de ver o filme também.
* * *
Listras Brancas
Bicho, sempre que eu vejo Meg e Jack White eu lembro de Mary e Jony (até as iniciais são as mesmas!), aquele casal de irmãos cabeçudos, tudo vestido igualzinho tipo bebê gêmeo, calouros do Raul Gil.

sexta-feira, março 26, 2004

Hoje
Feliz aniversário, Leonard Nimoy!!
Continue cantando e gravando clipes legais! Felicidades, hein, cara?
Cai um mito
Anão morre em São Gonçalo. Nenhuma menção ao enterro do pequeno, no entanto.
* * *
Cai outro mito
Bacalhau tem cabeça.
* * *
Cai MAIS OUTRO mito
Legal, achei a tampa de uma caneta que estava sem tampa há um bom tempo.
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Não tou reclamando não, pelo contrário, estou achando do cacete - mas não deixa de ser MUITO ESTRANHO um show com Zumbi do MAto, Matanza, Skylab e Bendis no Le Village.. (foda é que provavelmente não poderei comparecer - a quem interessar possa, é hoje).
* * *
Aí chega esse sujeito no meu trabalho e eu subi com o amigo dele no elevador e não sabia que estavam juntos e eu conheço esse cara de algum lugar.. o rosto dele não me é estranho.. pourra, eu lembraria de um cara desse tamanho..
- Loop B?
Bingo. Acho que o sujeito ficou meio lisonjeado quando eu mencionei que já vi uns três shows dele lá pelos idos de 98, rebocada pelo Fábio Macedo, grande entusiasta da música e da performance do cara. Afinal, não é todo dia que você vê uma criatura pequena empolgadaça correndo de um lado para o outro no palco, fazendo música eletrônica com instrumentos alternativos, como um tambor. De máquina de lavar. Porque nessa época ele chegou a dar entrevista no Jô Soares, então deve ter gente reconhecendo o Loop B daí. Eu não, eu reconheço da reinauguração do SESC Santo Amaro, naquele festival, o Mundão. A gente deu o cano na excursão pra Bienal e fomos lá pra putaquepariu ver Pin Ups, Acabou La Tequila, Magal, Cibo Matto (no dia seguinte, vimos a Bienal e elas estavam lá, acompanhadas de Sean Lennon, namorado de uma das japas) e muita gente bonita, moderna e paulistana, como se todos eles fossem a Laura Finocchiaro. Eu tou é velha. Fábio sumiu, Zé virou produtor de uma das maiores festas fixas dessa cidade, Ruy virou crítico de cinema, Genu é publicitário, Pedro em breve vira doutor em antropologia, o outro Pedro anda arriscando uns projetos interessantes, e eu virei dona-de-casa. Loop B ficaria orgulhoso se soubesse que o tambor de sua máquina de lavar influenciou na minha escolha profissional, mas não quis me ater a detalhes e indiquei em qual micro o cara deveria ficar!
* * *
Aliás, Loop B toca hoje na Bunker. Parece que o Cabaret também toca. Queria saber se eles vão tocar os antigos sucessos de sua formação anterior, Glamourama, mas vai ter que ficar para a próxima.
* * *
Puta, hoje tá animado, hein? Tem Monstros do Ula-Ula na Sister Moon. Nunca ouvi, mas só de saber que a formação da banda é o Dash só que sem a Simone já é garantia de qualidade (não que não ter Simone seja garantia de qualidade, mas é que a banda toda era foda, e ela já está ocupada nos Autoramas).
* * *
Quer dizer, hoje só morre de tédio quem quer, ou quem precisa trabalhar (ai..).
* * *
E o pin-ups, gente? O Pin Ups tinha UMA música boa, pena que não me recordo do nome..

terça-feira, março 23, 2004

ASIAN PRINCE!!
Ele voltou em novo endereço.. o cara mais ESTÁILE de TODA a internet :p
Pausa para respirar
Interrompo minhas obrigações apenas para disponibilizar este link utilíssimo sobre a história das máquinas de lavar.
Não está satisfeito ainda? Quer mais?
Então toma: um documentário sobre a invenção do Tupperware, o nosso famoso 'têipuér', que virou sinônimo de todo e qualquer potinho vagabundo de plástico para guardar comida.

segunda-feira, março 22, 2004

Stand By Me
Que River Phoenix e Corey Feldman estavam em "Conta Comigo", eu sabia, mas não lembrava mesmo que Vern, o gorduchinho, é o cara que fez 'Sliders' (o piloto e a série) e 'Joe e as Baratas' dez anos mais tarde. Já o guri que vai virar o escritor/narrador não fez nada de muito conhecido mesmo.
Curioso é descobrir que Rob Reiner, o diretor, havia dirigido "This Is Spinal Tap" dois anos antes.
Menos um
Pastor evangélico morre em Minas ao assistir a 'Paixão de Cristo'. Somente para cadastrados no Globo Online (é de graça, pode cadastrar).
Sim, estou sofrendo de falta de assunto.
Na verdade, há assuntos, mas a falta de vontade de escrever sobre eles é maior.
Fui ao cinema semana passava ver um filme excelente, mas ando digitando tanto a trabalho que não tenho tido paciência para escrever por prazer; os ataques na Espanha foram razoavelmente bem cobertos pela mídia, obrigada; minha vida amorosa não é da sua conta; aonde fui ontem pode até ser, já que eu gosto de fazer propaganda para amigos-empresários, mas cheguei tarde e com sono, e perdi o timing para escrever sobre o assunto; nenhuma manifestação sobre o show do Pixies até ter ingressos e passagem nas mãos; outras coisas até interessantes que tenho produzido ultimamente também só serão alardeadas quando eu tiver certeza do resultado; alguns sonhos estranhos, sim, mas com tanta gente conhecida que narrá-los num espaço público na internet onde certamente nem metade das pessoas que lêem conhecem os envolvidos é pedir para soar desinteressante; programas na tevê? Tem esse Extreme Makeover na Sony que me deixou horrorizada com tantos equívocos e mau gosto, e estou em dúvida se ignoro ou se escrevo um puta testamento dissertando sobre o programa.
Por ora, a única contribuição à cultura e ao entretenimento que posso dar é essa aqui. E só ela deveria valer por toda uma vida de coisas escritas :p

quinta-feira, março 18, 2004

ISSO é o que eu chamo de propaganda subliminar!
Se faz efeito?
No máximo uma dor de barriga, acho..

quarta-feira, março 17, 2004

Por que eu amo a Bel
Entre outras coisas, porque ela é minha amiga de infância MESMO, as mães da gente se conheciam, moravam perto, engravidaram mais ou menos na mesma época, e o resultado disso são (até agora) pouco mais de 25 anos de teatrinhos com trilha sonora do Zacarias e da Laurie Anderson, muitas confidências e piadas internas, passeios, pagações de mico, concurso de misses, shows de rock, porres, remédios estranhos, comida da Elza, belhetems, risadas, tatuagem igual e, surpreendentemente, nenhuma desavença. Ok, aquele dia quando a gente tinha uns 6 anos que eu falei mal da bunda da boneca da Emília não conta.
Eis que a Bel me manda esta notícia, e dessa notícia eu sigo para esta, mais bizarra ainda e, pra completar meu dia, a cretina me manda isso:

Eu mereço!!!


Agora já era, rirei por uns oito dias sem parar.

terça-feira, março 16, 2004

(In)Utilidade Pública
Aprenda a hipnotizar uma galinha.
Aprenda, também, a hipnotizar lagostas.
Não ri não, é sério, pode ser útil um dia.
* * *

What's Your Problem? Find out @ She's Crafty
* * *
Mas hein?
O papel de Marvin, 'the paranoid android', em 'The Hitchhicker's Guide To The Galaxy', será de Warwick Davis.. o anão de 'Willow' - aliás, o anão mais famoso de Hollywood.
Além de Willow, Warwick Davis foi o ewok Wicket W. Warrick em 'O Retorno de Jedi' (o Jedi retornou de Niterói? Ha ha!), 'Caravana da Coragem' e 'A Batalha de Endor', fez pontas em 'Ameaça Fantasma', já foi vários leprechauns, professor de Hogwarts em dois filmes da série 'Harry Potter'.. e agora será Marvin.
O Imdb.com não acusa registros de Warwick Davis na refilmagem de 'A Fantástica Fábrica de Chocolates', mas já mostra que Danny Elfman é o responsável pela trilha sonora do novo filme do Tim Burton.
Aliás, o Imdb já dá como certo Johnny Depp no papel principal. Se Tim Burton empregar a namorada de novo, já poderemos responder a questão levantada pelo Manhães a respeito do próximo papel da atriz - nada de liqüidificador: Helena Bohnam-Carter, se cotada para o filme, tem grandes chances de virar um oompa loompa. :p
Isso, é claro, se ela e Johnny Depp não detonarem um colapso espaço-temporal no universo.. algo me diz que eles são um só.

domingo, março 14, 2004

Indie é o cacete
Nunca entendi a comoção causada por "The Killing Moon", do Echo & The Bunnymen - até, é claro, ouvir a versão do The Quakes e descobrir que esta pode, sim, ser uma música linda, dependendo do tratamento que lhe é dado - mais ou menos como a versão do Richard Cheese para "Creep", do Radiohead - Cheese conseguiu, brilhantemente, transformar uma seqüência enfadonha de acordes e lamúrias em música. Infelizmente, suas outras versões são muito mais ou menos, valem a escutada como curiosidade, mas acabam virando meio piada-que-perde-a-graça depois de um tempo - de qualquer forma, Richard Cheese sempre será redimido por "Creep".
(vai ter gente querendo me bater depois dessa, ha ha)
* * *
Peguei lá na Helena:

I'm Destruction!
Which Member of the Endless Are You?

E conforme eu respondia, já esperava que o resultado seria esse.. o que me surpreendeu um bocado, ho ho. Eu esperava algo mais Delirium, ou até a Death, aquela que 'ama todo mundo'. Mas ele é o artista da família, né? Então tá, é, pode ser :p
Esculturas de gelo são lindas - e não tem como não lembrar de uma das cenas mais lindas de 'Edward Scissorhands' vendo cada uma das esculturas do Campeonato Mundial de Esculturas de Gelo do Alaska.
* * *
E a mostra de filmes fantásticos franceses foi mesmo uma boa pedida para ontem, quando tive o prazer de ver "Les Belles de Nuit", de René Clair - uma ótima surpresa, visto que fiz questão de não ler a sinopse - e, mesmo lendo, é preciso ver o filme para saber que é uma comédia senacional, que faz rir como muitos filmes de hoje em dia não fazem.
De quebra, ainda deu pra ver a exposição de caricaturistas brasileiros na Casa França-Brasil. Tudo de graça. Eu amo esta cidade.
* * *
Hoje é domingo, dia de missa e de louvar ao Senhor. Para ajudar em sua ascensão espiritual, leia trechos do diário de Debbie da Galiléia:
December 25
I wanted to get him the perfect thing for his birthday, so I asked Matthew and he said, well, myrrh is good, but then Luke said, oh please, everyone always gives him myrrh, I bet he wishes those wise men had brought scented candles, some imported marmalade, and a nice box of notecards. So I go, O.K., what about accessories, like a new rope belt or clogs or like I could make him a necklace with his name spelled out in little clay letters? and Mark said, I love that, but Luke rolled his eyes and said, Mark, you are just such an Assyrian. So I go to see Mary, Jesus? mom, and she said that Jesus doesn?t need gifts, that he just wants all of us to love God and be better people, but I asked, what about a sweater? and she said medium.

* * *
Olha, eu não gosto de cerveja. Não gosto mesmo. Mas, nossa, o chopp escuro do Bar Luiz é gostoso. Gostoso mesmo, item para degustação. Quando for lá, peçaa o copo pequeno, que não dá tempo de esquentar. Uma dilissa. Para quem não conhece, o lugar é um clássico carioca, e o site deles é bem informativo (a propósito, leia as curiosidades da casa, diversão garantida).

sábado, março 13, 2004

Acordei engasgada. O sanduíche cismou em não passar pelo bolo na garganta.
* * *
E ontem conheci as caléga tudo que eu ainda não conhecia, e mais pessoas fofas (oi, Lela! oi Klô!) e reencontrei pessoas fofas que eu não via há muito tempo, e gente que eu amo e precisava ver, nem que fosse um pouquinho só (eu me contento com isso), e ainda dancei um cadinho numa festa estranha com gente esquisita e ainda declamei meu poema que tirou terceiro lugar no concurso de poesia da escola quando eu tinha nove anos.
E foi bom.
* * *
Sou obrigada a concordar com o Bjorn que esse disco novo do Misfits, o tal 'Project 1950', só de covers daquela época, é fraco demais.. a piada é boa, ouvir pela primeira vez é divertido, a versão truculenta de 'This Magic Moment' é foda, mas quando chega em 'Donna', do Riche Valens, você decide que eles não apenas não têm perdão como já deveriam ter encerrado a carreira há muito tempo.
* * *
Lia (11:50 AM) : eu acho que pug é o pequinês dos anos 2k
Suidakra (11:50 AM) : e' primo do pequines, pug e' tibetano! :)
Lia (11:51 AM) : arrá!!! sabia que essa teoria tinha algum fundamento.

quinta-feira, março 11, 2004

De amanhã até domingo rola a mostra de Cinema Fantástico Francês na Casa França Brasil (RJ). Aqui, programação, e já aviso que sábado e domingo estarei lá (a entrada é franca). Bora?
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Words like violence Break the silence Come crashing in Into my little world
Painful to me Pierce right through me Can't you understand Oh my little girl
All I ever wanted All I ever needed Is here in my arms
Words are very unnecessary They can only do harm
Vows are spoken To be broken Feelings are intense Words are trivial
Pleasures remain So does the pain Words are meaningless And forgettable
All I ever wanted All I ever needed Is here in my arms
Words are very unnecessary They can only do harm
Enjoy the silence

Eu sei, eu sei, Depeche Mode. Mas ando num Tori Amos Mode [solo de bateria] esses dias, e a culpada desta letra estar aqui é a Ruiva. Eu ou ela.
* * *
Queria acreditar em videntes, em previsões, em borras de café e quiromancia. Qualquer coisa que me aliviasse a tensão, dizendo "isso vai dar certo", "desista, garota, isso não é para você", "sua vida vai mudar a partir de junho", "continue insistindo porque o que você quer será seu" - e, então, baseado no que me disserem, viver minha vida em função daquela afirmação, procurando realmente fazer com que as coisas andem ou desandem e poder dizer, um dia, "viu? Dá certo".
Minha crença pessoal me diz que sim, dá certo porque essas pessoas, na verdade, não te dizem o que acontecerá: te dão a direção para que você viva de acordo com o que foi dito - e, no momento, me contentaria com isso. Com uma orientação. No entanto, o senso de ridículo me impede de procurar esse tipo de ajuda, muitas vezes ligado a charlatanismo - não, obrigada, não quero engravidar de gêmeos nem virar presidente de uma grande empresa daqui a dois meses.
O problema é que essa história de tomar as rédeas sem saber para onde ir ou o que fazer é desgastante. Largar a direção e me deixar levar? Não, obrigada. Eu sei dirigir e sou boa em procurar caminhos. Só precisava mesmo saber o destino para já ir me dirigindo para lá.
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Tá bom, confesso, ainda acredito muito num horóscopo bem feito (confesso também que esse post todo foi só pra fazer propaganda do Astro.com, que tenho consultado todos os dias na última semana e achado do cacete).
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Ouvindo: "Americano" - Brian Setzer Orchestra.

quarta-feira, março 10, 2004

terça-feira, março 09, 2004

Enquanto a reunião não começa..
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brighter than day-glo, cheaper than heavy black eyeliner, you are costume jewelry.
madonna was your goddess, from her black rubber bracelets to lacey ankle socks.
with posters of pat benatar and cyndi lauper in your room, you practiced your valley accent daily and eventually mastered the phrase, 'barf me out to the max!'
so totally better than your best friend tiffany, fer sure.

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Who's your inner classic movie star?

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Este foi mais um oferecimento da série "Perca seu precioso tempo! Pergunte-me como!

segunda-feira, março 08, 2004

De como um disco melhora com o tempo, e das datas comemorativas
Às vezes as coisas são assim, né? Lembro de ouvir 'Pet Sounds', dos Beach Boys, pela primeira vez aos 17 anos e dizer, como uma herege: "Ah, achei chato.. prefiro a fase bubblegum deles!" - e lembro também do efeito que esse disco surtiu quando ouvi, de novo, aos 22 anos. Lembro de ver 'Roma', de Fellini, aos dez anos de idade, e achar chato pra cacete. Lá pelos 19, 20, o filme mudou totalmente. Minha concepção de religiosidade havia mudado, eu já conhecia outras obras do diretor, tudo conspirava para que eu achasse o filme genial. Do mesmo jeito que ver 'Laranja Mecânica' aos 15 anos era o máximo, achei o filme fenomenal, e meu grande ídolo na época era um personagem de quadrinhos totalmente psicótico e capaz de protagonizar cenas gratuitas de ultra-violência, como o Alex (lembra de quando o Coringa deixa a Barbara Gordon paralítica? Eu achava o máximo!!), e quando revi o filme lá pelos 22, 23.. sei lá. Esteticamente impecável, certamente muito importante para a época, mas esse tipo de coisa não me toca mais. Não me produziu incômodo, não repetiu o fascínio dos 15 anos.
Se você quer que alguém goste de algo que você julga genial, às vezes faz bem apresentar e esperar.. esperar até que a pessoa descubra no seu timing. Ou não, ok, mas o que quero dizer é que efeitos imediatos são raros. De qualquer forma, nunca desista de apresentar coisas legais às pessoas. O que é bom deve ser divulgado.
Mas então.. Psychocandy.
* * *

No começo, o que achei legal naquele disco foi o fato dele ser todo distorcido e ter guitarras desafinadas e toscas, mostrando que qualquer um pode fazer música. Depois vi que, pra fazer aquilo, não pode ser qualquer um, já que eram melodias simples e lindas ao mesmo tempo, doces apesar daquela distorção toda. Mais tarde, catei as letras e descobri que, aparentemente, falam sobre relacionamentos sem uma sombra de dor de cotovelo - tem que ser muito bom pra falar de amor sem soar nem piegas nem 'desdenhante', se é que essa palavra existe. Anos se passaram, meu toca-fitas pifou, larguei pra lá, nunca mais ouvi minhas fitinhas e tinha esquecido o 'Psychocandy' até re-ouvir o 'The Sound of Speed' com ouvidos de quem já ouviu de tudo nessa vida (tá bom, tá bom, sei que ainda falta muuuuuita coisa) e ainda assim achou que The Jesus & Mary Chain ainda emociona, e ter a brilhante idéia de, já que não vou achar isso por um preço decente tão cedo, por que não procurar no Soulseek?
Procurei, achei e hoje, quase dez anos depois, putz, sabe aquele disco [cliche mode on]que diz tudo o que você queria dizer e traduz exatamente seu estado de espírito[cliche mode off]? Psychocandy hoje é isso. E, provavelmente, o resto da semana.
* * *
No dia da mulher, as pessoas distribuem flores para as mulheres! Flores, cara! Então a idéia é essa, reservar um só dia por ano para amar, respeitar e homenagear as mulheres, não é não? Pode crer que um especial 'mulheres que fazem história' vai sair em alguma revista semanal, como se mulher inteligente fosse artigo realmente raro e merecesse destaque 'só por ser mulher' - isso é reforçar o preconceito de que as mulheres são inferiores, na minha humilde opinião.
Mas tudo bem, hoje vários suplementos de jornal, telejornais, programas de tevê, blogs e fotologs dedicarão matérias e posts a nós, criaturas adoráveis, manipuladoras, sem visão espacial, descontroladas em época de tpm, não-dotadas de cromossomos y. Apenas lembremo-nos, companheiras, de que não somos especiais, já que existe dia pra tudo, dia das sogras, do índio, dos namorados, das secretárias, dos mortos e até de Santa Genoveva, padroeira dos desastres, cuja existência é comemorada dia 3 de janeiro (fonte: este site genial). Só não existe um dia do homem nem um dia das solteironas, criado especialmente para homenagear a mulherada encalhada - porque as namoradas já ganham mimos e cafunés sempre! Já as solteironas se fodem..
Sobre o Dia do Homem, não sou Charles Foster Kane - uma pena, pois adoraria controlar a mídia local e morrer falando 'Rosebud' - mas se eu fosse, criaria um dia do homem só para incentivar a farta distribuição de Cerveja Duff pra galera. Acho que esta é a comemoração ideal, já que a Duff é um símbolo inegável de virilidade!
O quê? É lógico que uma data especial pode ser criada pela mídia assim, do nada, sem nenhum fato histórico aparente!
Veja post meu (ai ai ai, estou ficando repetitiva!) de agosto de 2002, sobre o dia de Maria Cebola, ainda não considerado uma data comemorativa em terras brazucas, mas que substituiria bem o dia das Solteironas, veja só:
* * *
"Madam President, and fellow members, I feel that we girls have been chased for years by the wrong men. Now it's our chance to chase the right men. Let's pick out what we want, and let's go after it!"
"You know, on Earth, a girl would rather die than show her real feelings? We have an old saying: A man chases a girl, until she catches him. How silly. What a silly waste of time. I think if a girl wants a man, she should tell him so."

(trechos de áudio de 'Sadie Hawkings Atom Bomb', do Man.. Or Astro-Man?, achados nesse site com todas as letras das músicas deles)
**Dia de Maria Cebola**
Sadie Hawkins, uma mulher feia, muito feia de Brejo Seco, estava cansada de ter que esperar os homens cortejarem-na. Seu pai, Hekzebiah Hawkins, decretou o Dia de Sadie Hawkins, ou, em português, Dia de Maria Cebola, uma corrida onde as senhoritas solteiras caçavam os rapazes, tendo o casamento como prêmio.
Sadie Hawkins Day pode se orgulhar de ser o primeiro feriado criado numa HQ. Com sua primeira edição dia 15 de novembro de 1937, numa tirinha do Ferdinando, em 1939, o Dia de Sadie Hawkins criado por Al Capp já havia se tornado extremamente popular nos EUA, em celebrações onde as moças se vestiam de caipiras e corriam atrás de seus futuros maridos. Até hoje comemora-se essa data com festa no dia 13 de novembro.
Aqui, a comemoração numa foto de "Li'l Abner", o musical.
* * *
Blog também é cultura. Acreditem.
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[Update] - Foda.

sábado, março 06, 2004

Mais spams que recebo: Cortador de Comprimidos, a idéia do século!
* * *
Não acredito que hoje passou um filme chamado "MC Hammer- A Estrela do rap" no Telecine e eu PERDI essa PÉROLA TRASH. Mas tudo bem, dia 6 de abril reprisa. :p
* * *
Música do dia: "And She Was", Talking Heads.

sexta-feira, março 05, 2004

Que vaciiiiiiilo!
-Como assim você nunca ouviu 'A Lenda, Bróder'?
Errr.. nunca ouvi 'A Lenda, Bróder' (o nome correto é 'A Lenda', mas não dá pra não falar 'a Lenda, bróóóóder'). Soube pelo meu pai que um coleguinha de infância é dj do Quinto Andar, grupo do tal do De Leve, e merece parte da culpa por isso. Minha irmã corre no quarto, pega o aparelho de som com o cd do sujeito, e liga o som.
A lenda, bróder.. Fre-fre-frenético
No começo, achei bem fraco, mais um rap genérico com uma daquelas batidas já batidas, uma voz parecendo ter o pitch alterado no pro-tools pra ficar com 'voz de anão', um texto 'nada com nada' com umas vozes de fundo.
Que vaciiiiiiilo!
Lá pelas tantas, parei de achar ruim e já estava rachando o bico de rir enquanto ouvia frases como "Eu não chamo minha avó de cumpádi, chamo ela de meu bróóóóóder".
Então que a galerinha 'cult' já cultua isso há algum tempo; aí começaram a escrever sobre o De Leve e descobriram que o pessoal dele era bom mesmo; 'bom', que eu digo, é sobre a qualidade da produção mesmo, porque o próprio admite que faz músicas toscas; aí, bem, ficou famoso e foi a vez dos teens descobrirem -- minha irmã, claro, animadíssima dizendo que as amigas dela adoram e levam 'A Lenda' suuuuuper a sério!
Isso não pode ser sério - e, de fato, não é, 'A Lenda' foi feita de sacanagem mesmo, nem foi pro disco porque era tosca demais (que vaciiiiiilo!) - e por isso mesmo é muito foda e virou minha recomendação de hoje.

quinta-feira, março 04, 2004

Joguinho tosco do dia:
Alimente a modelo!
Funciona assim: a modelo magrelinha está desfilando, e você tem que jogar comida pra ela aumentar o peso - mas você não pode errar a mira! É tosco mas a idéia é boa! :p

quarta-feira, março 03, 2004

Diversão do dia:
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Ver a coleção completa do Despair.com no trabalho (isso é GENIAL!).
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Yo-ho-ho, e uma garrafa de rum!
Se você clicou no link acima e se reconheceu como mais um frustrado que não pode ser astronauta, este link é para você que ainda tem alguma esperança de tornar um pirata!
* * *
Cacildis!!
Aí a Hell me passa um link pra um site de fetiche por garotas que ficam com seus carros atolados na lama (não, nada de catfight!) e eu sei, eu sei, o mundo está, definitivamente, perdido.
Dúvida
"A Paixão de Cristo", do Mel Gibson, ainda não deu as caras por aqui - mas de tanto ler resenhas, comentários e matérias sobre o filme, fica a dúvida: que críticas são essas sobre violência excessiva no filme? Como é que ninguém reclama de violência em filmes do Martin Scorcese, por exemplo?
* * *
Mas hein?
..de como um alfabeto é montado a partir dos sulcos e relevos de um cérebro. Inacreditável (não o tal alfabeto, mas a falta do que fazer.. ah, vocês entenderam).
* * *
Peixe Grande
Tim Burton definitivamente não leva jeito para diretor de dramas familiares - mas, apesar dos momentos "Invasões Bárbaras" (excelentes, mas com o timing um tanto lento às vezes), "Peixe Grande" não é isso: é fantasia, é lindo, é lírico, é onírico e, bem, é emocionante. Faz rir, faz chorar, faz se envolver, faz ficar boquiaberto - e dá até um cagacinho numa cena que me remeteu a uma cena de "Cidade dos Amaldiçoados" - que não vi, mas conheço cenas clássicas que, por sua vez, me remetem a "Invasores de Corpos/ Vampiros de Almas" (aliás, olha que coisa, o remake de "Cidade dos Amaldiçoados" feito pelo John Carpenter em 1995 tem o Christopher Reeve e o Mark Hammil, dois sujeitos já bastante citados neste blog - o Christopher Reeve nem tanto, mas o Mark Hammil é ótimo nos dias em que eu estou implicante). Mas, ah, "Peixe Grande". Sim. É bonito demais da conta. Levantem seus rabos da cadeira e vão ao cinema prestigiar Tim Burton (que costuma ser um cara bom), sua mulher que só faz papel de esquisitona Helena Bonham Carter, Obi E-wan (ai!) McGregor e elenco. Vão ouvir histórias absurdas e bonitas, vão. Às vezes faz bem.
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Spams que recebo
Sei lá, vai que alguém aqui se interessa.. (do mesmo jeito que eles não têm pudor nenhum em enviar isto para meu e-mail pessoal, espero sinceramente que algum bot ache o e-mail deles e mande toneladas de e-mails pra eles também!)
Saudações,
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