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sexta-feira, maio 29, 2009

Tudo palhaço? Mesmo?

Essa matéria do Luxury Spot é bem sintomática: a gente reclama deles. A gente fica mal por causa deles. A gente até fala mal prazamiga. Mas, se olhar por aí (e não sou eu que vou dar o link), tem uma galera que conta histórias escabrosíssimas que os tais palhaços rapazes aprontaram. É mais ou menos o mesmo princípio do Reclame Aqui - lá vai você alertar os outros pra que não caiam no conto do vigário.

O que eu adorei nessa matéria não foram nem as histórias, escabrosíssimas. E sim o reconhecimento de que grande parte envolve um certo grau de... ahem... probleminha da parte das mulheres. Porque quem trepa com um cara que mal conhece sabe que está sujeita a roubadas, ou pelo menos devia saber. Porque álcool compromete seriamente parte do critério de uns e da noção de outros, então se uma das partes está bebum, você devia saber o que vem por aí. Porque surtos psicóticos existem e ninguém está livre, mas sair com um cara três vezes dá tempo suficiente pra saber que ele não tem noção ou que mora com a mãe, ou tem uma ex namorada que não superou, ou que foi parar no tribunal duas vezes por agressão física, não trabalha, cheira, é suicida ou o que quer que seja que incomode a moça. E continua saindo. E namora. E passa dois, seis meses, três anos com o cara. Então tá, né?

Tudo bem, normal, às vezes a gente faz isso por carência, por falta de roupa pra passar ou de casa pra varrer. E pode demorar um encontro ou seis meses, mas fatalmente as coisas não saem como o previsto e a gente pode até passar dias chorando, sabe? Mas reclamar de algo que não seja nossa própria insistência em procurar ou aceitar situações bizarras, culpando o caboclo? Sei. E depois eles é que são palhaços.



Lia ultimamente não tem tido motivo algum pra reclamar! A vida é boa e a cozinha está um brinco!


(tou escrevendo um post sobre o documentário fodão sobre Wilson Simonal, mas como o fim de semana será passado quase inteiramente offline, assistam a "Ninguém sabe o duro que dei" ASAP mesmo que vocês não gostem da música de Simonal, porque o filme é uma aula de documentário. E voltem depois. Tou aqui. Beijos, L.)

segunda-feira, maio 25, 2009

Orgulho nerd? Eu morro de vergonha

Enquanto vocês fazem teste pra saber seu quociente de nerdice e gastam tweets com a matéria sobre orgulho nerd no Fantástico, em 93 ou 94 (veja bem, 93 ou 94!) saía uma matéria na Revista General proclamando que ser nerd era cool. Botando Ayrton Senna, ainda vivo, e Kurt Cobain, também ainda vivo, na mesma categoria que Jerry Lewis - afinal, pra entender de mecânica e velocidade e virar um gênio das pistas era necessário ser nerd, da mesma maneira que um garoto magrelo, franzino, meio depressivo e que só arrumou mulher depois que montou banda, esse sim tinha que ser nerd de carteirinha. E nesse mesmo ano de 93 ou 94, Lia e suas amigas adolescentes encaravam a grande questão da humanidade: existe ou não existe mulher nerd? E existia, era a Ana Elisa, que mesmo na época pré-internet sabia TUDO, eu disse TUDO que aconteceria nos próximos episódios de 'Arquivo X' e 'Lois & Clark'. Orgulho eu tenho é dela, não da maioria dos nerds de hoje em dia.

E daí que dez anos depois, eu escrevi aquele texto. Aquele do qual me arrependo um pouco, não porque ache que nerds não mandam bem, mas porque hoje eu tou mais velha e já não acho tão legal ficar escrevendo em termos tão... como dizer... de forma tão direta. Enfim. E também me arrependo de dizer que nerds mandam bem e ter incentivado uma legião de nerds país afora a sentirem orgulho disso. É pra ter, se você acha o equilíbrio entre ser nerd e ter uma vida. Do contrário, é pra ter vergonha. Eu tou com vergonha da classe, sério.

...porque, sim, é pra ter orgulho de estudar mundos e sacar tudo de história medieval e ter lido todos os livros e saber falar élfico, klingon e wookie. É pra ter orgulho de ser inteligente, claro. Mas de que adianta tudo isso se você não pega sol, um pouquinho que seja, ou correndo ou andando de bicicleta, porque acha que é perda de tempo (podia estar fazendo algo mais produtivo, lendo um livro...)? Um pouquinho de sol, que seja, é até saudável, sabia? De que adianta ser inteligente se você tem cara de doente? Aliás, de que adianta entender klingon ou élfico na vida real? o_O

...e de que adianta ter orgulho de saber programar em linguagens diferentes e virar noite rodando programa se tu se alimenta de pizza com coca-cola e suas artérias estão a perigo? Sim, a conta bancária aumenta na proporção, mas a possibilidade de ter um infarto ou um piripaco de estresse antes dos 40 também.

...de que adianta ser um cara culto e educado e não ter uma vida pras pessoas saberem que você é culto e educado? Eu hein. Get a life.

...de que adianta ter orgulho de ser nerd, se você não fez nada com isso? Conheço uns nerds que podem se orgulhar disso, que transformaram suas paixões em algo produtivo e ainda conseguem ter uma vida real, mas e esses caras que se orgulham de uma nerdice estereotipada, como ficam? Eu tenho orgulho de ter aprendido a dançar depois de décadas como a gordinha desajeitada da turma, sabia? Minha nerdice me levou a escrever, a pesquisar, a tentar entender coisas, e hoje eu tou linda, saudável, responsável, cuido do meu corpo tanto quanto dos neurônios (tá bom, os neurônios têm mais destaque mesmo), tenho assunto tanto com nerds fãs de Star Wars como com não-nerds dançarinos de salsa e não morro de orgulho de não ir à praia com mais frequência. Pelo contrário, morro é de vergonha.

Vê lá se você não está vivendo um estereótipo nerd, cara. Dá pra ser inteligente, culto e geek sem necessariamente ter uma risada de personagem do Jerry Lewis ou ostentar uma aparência de doente ou de psicopata. Fica a dica: achar o equilíbrio é fundamental.

Aliás e a propósito, fiz o teste no site do Fantástico. E apesar do sabre laser, dos óculos, da coleção completa do Mochileiro da Galáxia e do Lobo, das toneladas de revistinhas de sudoku e de não conseguir ir à praia pra bundear na areia há muito tempo, fiz míseros 20 pontos. Será que não sou nerd e não sabia? Será que estou curada?

Obrigada, senhor, por me fazer uma mulher normal.

Meus top artistas escutados de todos os tempos

Em tempos de Last.Fm entregando dados de usuários para a RIAA, a gente fica aqui sem saber se cancela a conta por lá, já que também não dá mais pra ouvir as rádios (usuários terceiromundistas, se quiserem, precisam pagar. EUA e UK, não), ou se mantém a conta pra ver que bicho vai dar e pra fazer coisas bacaninhas como essa, uma espécie de tagcloud de tudo o que você andou ouvindo ultimamente:

O que andei ouvindo por aí

Clicando, aumenta.

Boa semana. Lov u all.

domingo, maio 17, 2009

A Loira do Banheiro não é brother

Falei tanto de carros rosa-choque com estampa de onça no twitter que agora eu, que já era um poço de estrogênio, as ancas largas dignas das melhores reprodutoras da espécie e o furor uterino em pessoa, começo nova etapa da minha vida num escritório tão cor-de-rosa quanto a minha casa.


Tá, não, não é bem assim.

Feliz? Estou. Motivada? Demais. Glitter, vestidinhos, sapatilhas, laços e onças? Tá liberado. E eu conheço BEM o mercado-alvo (embora, pessoalmente, eu seja completamente nicho, mas vamo que vamo).

Conheço tão bem o gênero que se você não sabia o que as moças vão fazer juntas no banheiro, fica sabendo no texto que escrevi na Revista Paradoxo, em primeiríssima mão. Porque eu GARANTO que a teoria da Loira do Banheiro faz muito mais sentido do que a já batida 'jogar ping-pong', ou ainda a hipótese levantada pelo esquete da TV Pirata:



Não, não. É medo de encontrar a Loira do Banheiro, já disse. A Loira do Banheiro não é brother.

* * *



* * *
E quando puderem, visitem o Bolsa de Mulher. Tem umas coisas bem legais por lá.

quinta-feira, maio 14, 2009

Mais um comercial freak japonês

Eu já havia prometido que não deixaria este blog às moscas. Assunto, tem. Vontade de falar, nem sempre. Tempo para desenvolver textos mais complexos, raramente. Então fiquem com esse comercial japonês que vi lá no Japan Probe:



Sim, gelatina ZERO CALORIAS, algo muito apropriado para crianças. Isso aí, galera. Superação, sempre.

segunda-feira, maio 04, 2009

Pra entender 'Fanboys' tem que ter Star Wars no coração

Depois de ouvir de várias fontes, todas infames, que hoje é o Star Wars Day ("May the 4th be with you" - AI! SOCORRO!), resolvi comemorar a coincidência publicando esse post que estava escrito desde ontem de manhã. Para ler ouvindo 'Spring 1999', do Hill Valleys. Você ainda tem a demo? Eu guardo a minha até hoje.

* * *
Chapada de antiinflamatório e relaxante muscular, resta à pessoa abrir mão da social de sábado em prol das pernas que tanto se sentem bem dançando e pedalando, que hoje estão inutilizadas. Então deitei e resolvi ver um filminho, sabendo que não passaria dos primeiros vinte minutos: já passava de meia noite, o ser humano estava quentinho enrolado no edredom de onça e a única luz acesa era a do monitor.

Quem me conhece bem (família e amigos muito, muito, muito chegados) sabe que essa é a CNTP para que a reação 'fechar pálpebras / dormir profundamente' ocorra com muita facilidade. Muita mesmo. É necessário que me cutuquem e perguntem de dez em dez minutos se estou acordada. Normalmente, não estou.

Mas 'Fanboys', mais uma dica da Poplist (aliás, agora reconsidero minha proposta de ter um HD de apenas 40gb pra fazer backups constantes - estou pensando seriamente em ampliar o espaço para arquivos, porque tá ficando difícil!), me deixou acordada do começo ao fim. É filme pra gente como eu, entendam.

Os personagens são os típicos garotões adultos que se recusam a crescer e ficam jogando videogame na garagem, trabalhando numa locadora/loja de quadrinhos e nerdices em geral. Um deles arrumou um emprego de camisa social, mas ainda tem Star Wars no coração. E um deles tem um câncer terminal.

O ano é 1998, e talvez Linus não esteja vivo até a data da pré-estréia do Episódio 1, então os garotões decidem pegar uma van e partir numa road trip até o Rancho Skywalker, determinados a ver o primeiro screening do filme.

Sente o trailer:



Como se diz 'vou morrer virgem' em Klingon?

As piadas, as milhares de referências a Star Wars por frame, as zoadas dicumforça a trekkies maletas ("Khaaaaaaaaaaan!!!)", tudo isso já seria suficiente pra me arrancar alguns risos nerDosos e me impedir de sentir o efeito da mistura de Tandrilax com Dorflex. Mas as cameo appearances ALTOS NERDS de Seth Rogen, Carrie Fisher, Danny Trejo (o meu, o seu, o nosso Machete!), Billy Dee Williams (pra quem não ligou o nome à pessoa, Lando Calrissian!), William Shatner, Kevin Smith e Jason Mewes, Ray Park (Darth Maul!) e mais uma penca de gente menos conhecida, mas não menos figurinha fácil em a) filmes do Kevin Smith ou b) a galera do Seth Rogen foram suficientes pra curtir ainda mais o filme.

(uma pena que o Harry Knowles não é o próprio, he he)

'Fanboys' não é pra qualquer um. Tem que entender, tem que ter ido às pré-estréias, tem que ter vergonha de admitir em público que a prequel só se redime do fiasco no episódio 3. Tem que ter visto as animações do Evan Mather muitos anos antes de existir Youtube no mundo:


Godzilla Versus Disco Lando

Tem que ter Star Wars no coração:

Carnaval no escritório

sábado, maio 02, 2009

Esses japoneses ainda me surpreendem - Go to DMC!

Eu já tinha lido sobre o filme, visto o trailer e ficado na vontade de ver 'Detroit Metal City', o filme japonês em que Gene Simmons aparece e... bem... cês sabem que eu curto um pessoal de rosto pintado...

Annix, querida, passou o link - e contei com a ajudinha luxuosa da minha mãe, a mais torrent freak do universo, karma 10 em comunidades se participasse delas, pra legendar o filme (originalmente em japonês). Tive uma experiência aterradora, digna de todos os links toscos e vídeos constrangedoramente ruins que tenho visto ultimamente. E não são poucos.



O plot: Soichi Negishi sai de cidadezinha no campo para realizar seus sonhos em Tokyo - ter um apartamento 'trendy', frequentar lugares 'trendy' e viver de sua música indie-folk-franjinha-e-calça-skinny. Só que ele vira vocalista de um grupo de death metal (a Detroit Metal City do título) - é um trabalho, né? - e vive em crise com isso, porque o que ele queria mesmo era falar de coisas bonitas. Mais ou menos como artistas que foram parar em direção de arte para publicidade, escritores criativos que viraram jornalistas ou assessores de imprensa... acho que você conhece bem essa história.

Só que o filme ultrapassa todos os limites de tosqueira e caricatura. F. comparou bem ("Esse é o filme que deveria ter sido do Massacration"), enquanto eu só conseguia pensar em 'Super Xuxa Contra o Baixo Astral', quando a banda se reunia com a empresária. As caretas do protagonista se justificam, talvez, porque o filme é inspirado num mangá que, ao que parece, é bem famoso por aquelas bandas, tem até OVA - o diretor Toshio Lee deve ter se empenhado em traduzir o clima dos desenhos para a tela. Sei lá. O tosco level é BEM alto, a interpretação dos atores é nível Zorra Total, mas é possível gostar de 'Detroit Metal City', sim. Principalmente quando Gene Simmons entra em cena.



É só não levar a sério.

Mas quem disse que tudo precisa ser levado a sério?

Aí o filme é divertidão e rende boas risadas. E as músicas são legais, de verdade. Veja, de preferência com aquele seu amigo que entende seu senso de humor meio doentio e seu gosto musical atípico. Lazer certo.

E GO TO DMC!
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