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sábado, março 09, 2013

O mágico de Oz e a mágica do espetáculo


"Oz - Mágico e Poderoso" vale o ingresso. E o ingresso na sala 3D, ainda por cima.

Pra quem não sabe, o filme de Sam Raimi é uma prequel de 'O Mágico de Oz', que conta a história de como o ilusionista de circo Oscar Diggs vai parar na terra mágica de Oz, é tomado como o Mágico e ajuda o povo de Oz a restaurar a paz no reino, apesar de não passar de um escroque. Um visual estonteante; um 3D que prima pela profundidade de cena *e* pelo relevo, deixando algumas passagens muito mais interessantes; um roteiro decente, que deixa tudo amarrado para o que vimos no filme de 1939; (mais) uma homenagem ao cinema - o início em p&b, tal qual o filme original, não é APENAS uma distinção de cor para definir o que é Kansas e o que é Oz: é a resolução de tela, é o tom de interpretação dos atores, é uma homenagem ao cinema. E não é um musical - a única tentativa de número musical é imediatamente cortada, para nos fazer lembrar que esse é um filme de Sam Raimi, apesar de ser um filme para toda a família - e toda a família MESMO, pois homens, mulheres e crianças bem novas se divertiram na sala, sim, que eu vi.

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Deixa tudo amarrado para o início de 'O Mágico de Oz', mas faltam, por exemplo, os sapatinhos de rubi. Ah, tá. Claro. Estúdios diferentes, direitos não liberados. Para um filme que deveria se prender ao livro de Frank L. Baum porque não pode usar referências ao bom e velho filme da MGM (hoje da Warner), até que vi muitos elos entre as duas produções. E os sapatinhos estão lá, na cor original do livro - sim, eles são prateados. E aparecem em close. Vê lá.

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Decerto que a Disney já está pensando num segundo filme, porque tem umas pontinhas soltas: como Evanora vai parar na terra dos Munchkins (ela é morta logo no início do filme de 39, você sabe)? Como os sapatos passam da bruxa boa para a bruxa má? Como o macaco alado de roupinha de mensageiro passa para o lado das bruxas más? Vimos um leão com medo, vimos espantalhos, mas não tinha homem de lata algum. E se a menina de louça não está no filme de Victor Fleming, como ela morre entre um filme e outro? Se não estiver pensando numa continuação, espero que não se incomodem com as toneladas de fanfiction que vão surgir para explicar isso tudo.

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Oscar Diggs queria ser Thomas Edison - não é spoiler algum dizer que sua magia advém de aparatos tecnológicos, jogos de luzes e projeções (se você nunca viu 'O Mágico de Oz', nasça de novo, sério). Mas a nerdalhada na sala sentiu falta do reconhecimento ao homem que fez todo o trabalho de Thomas Edison e não teve crédito: Nikola Tesla. Intencionalmente ou não, Tesla está lá (veja o trailer):



http://www.youtube.com/watch?v=DylgNj4YQVc

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Não entendi muito bem o figurino da personagem da Mila Kunis de salto e calças justas de couro, mas todo o resto é incrível.

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No final das contas, fica o recado, amigos cineastas, produtores de eventos, artistas: ESPETÁCULO É MÁGICA. Basta acreditar. E organizar muito bem a produção, claro.

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Deu vontade de rever não o filme com a Judy Garland, que - confesso - já tive minha cota, mas algo que vi na infância (sim, meu pai me levava pra ver uns filmes bem obscuros) e nunca mais revi: "O Mundo Fantástico de Oz", uma espécie de continuação da história distribuída pela Disney, com uma jovem Fairuza Balk no papel da Dorothy, que volta à terra mágica após ser resgatada de um hospital psiquátrico - e, mesmo em Oz, a garota - que passa o filme inteiro carregando uma galinha no colo - tem sua sanidade questionada. Lembra não? Pois eu lembro bem, fiquei ligeiramente traumatizada (a cena das cabeças da Mombi é punk pacas):


http://youtu.be/ipivUGVydMY

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"O Mágico Inesquecível", dirigido por Sidney Lumet, produzido pela Motown (!!!!!), com Diana Ross, Michael Jackson, Lena Horne e Richard Pryor também é digno de ser revisto. Será que tem nas internets?


Arthur Murray, marketing e aulas de dança

Não se enganem com a aparente calma de Betty Hutton. Ela fica FRENÉTICA, especialmente quando enumera os passos que aprendeu na famosa escola de dança de método duvidoso:



http://www.youtube.com/watch?v=6IWv53ZFXFo

Arthur Murray ensinava dança por correspondência nos anos 20. Louco, né? Hoje em dia não parece tão insano assim, visto que DVDs instrucionais proliferam por aí, e até videogames com sensor de movimento podem te ensinar a dançar (com a vantagem de apresentarem feedback imediato, graças à análise do movimento que você mesmo observa se está certo ou não durante todo o processo). Se presta? Ajuda, especialmente a quem JÁ dança e domina as técnicas básicas, mas existem conceitos como transferência de peso e conexão (nas danças a dois) que precisam ser observados e corrigidos. Mas passos simples e solos, por exemplo, podem tranquilamente ser ensinados em vídeo por um bom instrutor, para alguém que já entenda do assunto. Vide o portal idance, que tem video aulas BEM didáticas.




Um branquelo totalmente sem swing, mas que soube inovar e VENDER suas aulas: na falta de espaço pra uma orquestra *e* 150 alunos, botou a banda transmitindo por rádio para os alunos, que estavam no terraço do prédio, curtindo um bailão. Parece besteira, mas em 1920 isso devia ser realmente revolucionário. Murray ainda chegou a ensinar dança VIA RÁDIO. Olha que cousa:



Muito antes dos videocassetes, Murray já havia entrado no negócio dos vídeos instrucionais: olha que linda essa aula de collegiate shag - e que até hoje é copiada por aí e chamada de 'Arthur Murray Shag'!!!




(amgs do lindy hop: que tal incluir um módulo de collegiate shag nas aulas? é divertido, e é ótimo pra dançar com ritmos mais rápidos!)

O próprio Arthur Murray viu seu sistema de ensino por correspondência miar (não era fácil gravar vídeos na época, né? e aula de dança por rádio é um método MUITO duvidoso) e acabou abrindo uma academia. PRESENCIAL. Ainda está curioso sobre Arthur Murray? Adivinha quem pegou a Big Apple coreografadinha pelo semideus da dança Frankie Manning e criou uma moda enlouquecida de Big Apple, ensinando a coreô pra branquelada toda frequentadora de academia? Adivinha:




Aparentemente, Murray era um bom dançarino, ótimo professor, tinha uma super didática e, apesar de ZERO swing, tinha algo que, pra mim, profissional de comunicação, conta DEMAIS: sabia se vender, sabia anunciar seu produto, sabia se divulgar, sabia inovar no seu negócio. Ainda melhor que professor de dança, o cara era um super marketeiro:


Zero swing, gente, tou dizendo.

Claro, inovação nenhuma garante o sucesso permanente se o que você oferece é realmente ruim. Aparentemente, o método de Murray funcionou bem - tanto que a academia continua, com mais de 260 unidades espalhadas pelo mundo. Mas desde 1920, o cara transformou aulas de dança em EVENTOS. Com o slogan "Se você sabe andar, nós podemos te ensinar a dançar", LOTOU sua academia e criou demanda para seus cursos. E, fale mal, mas falem de mim, aparentemente não se incomodou com todas as referências, boas ou ruins, ao seu método. Um "aluno" famoso foi o personagem de Fred Astaire no filme "O céu é o limite", de 1943. Ao ser inquirido pela gatinha onde havia aprendido a dançar, responde NA LATA: "Arthur Murray". Mentira. Mas melhor propaganda não há. Teve a música 'Arthur Murray Taught me Dancing in a Hurry', cantada por Betty Hutton, que abre este post, que não exatamente tece loas ao método - no final das contas, a personagem dança de tudo, mas tudo meio mal - e que foi um sucesso, praticamente uma peça de branded content para a academia de Murray, se a encomenda tivesse sido feita por ele. 

Branded Content MESMO era o programa de TV The Arthur Murray Dance Party, que levava grandes nomes da música popular da época para cantar enquanto um corpo de baile dançava ao fundo:


Sam Cooke


Poor old Johnny Ray!


Buddy Holly, gente! Buddy Holly pra juventude branca, rica e frequentadora da alta sociedade

Como nada é marketing completo sem o oferecimento de samples, Arthur e sua parceira Kathryn dançavam ao começo do programa. O espectador que adivinhasse que dança era aquela ganhava uma aula grátis! Ó!!!!!!

Então vamos lá:
1 - um produto/serviço razoável. Não necessariamente o melhor, mas BOM.
2 - inovação. inserção de novas tecnologias. novos modelos de negócios
3 - o novo modelo de negócio não deu certo? tudo bem. volta pro básico! não ter medo de empreender é ótimo
4 - faça propaganda do seu negócio
5 - onde der pra fazer propaganda do seu negócio, faça
6 - ofereça experimentação. se não der pra fazer um milhão de samples, o concurso pra um ganhar já tá valendo
7 - deixe fazerem propaganda do seu negócio. A menos que seja REALMENTE negativa, toda e qualquer maneira de fazer com que te conheçam vale a pena. Deixe te cantarem em versos, como fez Ricky Ricardo, personagem de Desi Arnaz na série "I Love Lucy": Cuban Pete não te ensina a dançar com pressa, señorita!










segunda-feira, março 04, 2013

Cineminha de graça nesta 5ªf, no Rio de Janeiro

O Cineclube Sala Escura exibe, todo mês, alguma pérola do cinema latinoamericano. Sempre de graça, quase sempre no MAM-RJ. A próxima sessão será nesta quinta-feira, dia 7 de março, às 18h30: o filme é "Juan Moreira", de 1973, do diretor Leonardo Favio, e a sessão é devidamente legendada. Apareçam!


domingo, março 03, 2013

Sem querer fazer propaganda...

...então não vou fazer. Mas esse programa de pontos do meu banco é GENIAL: mais uma compra no ebay ou na Amazon e terei pontos suficientes pra trocar por uma máquina de espresso! Não é lindo?

* * *

Sim, tou viva. Este blog ainda existe. É que sou uma moça TRABALHADORA e aplicada até quando se trata dos meus hobbies, então pra fazer isso aqui...



http://youtu.be/Vl3LGrFbT08

...é necessário uma aula de canto, uma aula de treino de harmonia vocal para trio e um ensaio com a banda inteira. Por semana.

* * *

Por isso, comemoro a máquina de espresso iminente. E ando meio ausente daqui. Mas você pode saber o que ando fazendo aqui e .
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