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segunda-feira, outubro 11, 2004


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Desânimo, cansaço, mau humor e a mente a mil me deixaram ontem de molho em casa: melhor coisa que podia ter feito, ontem passou 'O Poderoso Chefão' na tevê, e eu confesso que nunca tinha visto.
Curiosamente, abro um livro no intervalo e passo pela citação "Do you spend time with your family? Good. Because a man that doesn't spend time with his family can never be a real man." - (two points if you know who said that and when).
Puta coincidência. Eu poderia interpretar isso como um sinal e virar uma mafiosa na Sicília logo de uma vez.

sexta-feira, outubro 08, 2004

Para animar a sexta-feira
Ben Folds (do Ben Folds Five, duh) tocando e produzindo e William Shatner recitando (???) 'Common People', do Pulp. Ouça aqui. 'You'll have time' também é imperdível, ouça tudo, ouça tudo. Obrigada mais uma vez, Oswaldo. Obrigada.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Piada do dia: eu não sou indie!
Mas é sério. Eu nem tenho o "Crooked Rain, Crooked Rain", do Pavement.
(a claque bate pedindo risos)
Pois, já que eu NÃO SOU INDIE, atenção! NÃO SOU INDIE, tá na hora de corrigir essa falha de caráter com o 'Crooked Rain, Crooked Rain' DUPLO que a Matador lança no final de outubro. São 49 faixas de puro Pavement!! Ah, sonho de consumo - quem será que vai lançar a edição brasileira por 30 mangos?
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Café e cigarros
Jim Jarmusch tem aquela coisa meio Woody Allen, Quentin Tarantino, os caras fazem 'cinema de autor' - se você gosta de três filmes do cara, difícil não gostar dos outros, eles repetem elementos, criam identidades, ou se apropriam de maneira a tornar seus filmes pessoais e intransferíveis. Confesso, gosto desse tipo de coisa.
Pois. Já tinha visto o curta do Roberto Benigni com o Steven Wright e o clássico 'Somewhere in California', com Tom Waits e Iggy Pop. Já sabia da existência de mais um curta da série 'Coffee & Cigarettes' (com os gêmeos irmãos do Spike Lee). Eis que Jim Jarmusch resolve filmar mais alguns e lançá-los, todos juntos, como um longa. E como gostei de 'Down By Law', 'Estranhos no paraíso' e 'Dead Man', não teve erro, 'Coffee & Cigarettes' me acertou em cheio.
Nos esquetes/curtas, atores e músicos interpretam a si mesmos, mas quase sempre em alguma situação inusitada - Tom Waits é médico, Jack White construiu um tesla coil e disserta com Meg 'cara de bebê gigante' White sobre a terra ser um condutor de energia, Alfred Molina descobre que é primo do chuchuzinho do Steve Coogan, RZA (do Wu-Tang Clan) estuda medicina alternativa, Bill Murray virou garçom de lanchonete e por aí vai. Até aí, não estou contando nenhuma novidade, tudo isso tem no site do filme, e a graça é ver a maneira blasé como os personagens encaram esses absurdos; bem, até aí, o filme também não tem nenhuma novidade - três dos filmes já passaram há anos por aqui (mas ei! sempre vale a pena rever filmes bons), Jim Jarmusch é auto-referencial (mas transforma a auto-referência em boa piada), a trilha sonora também não tem nenhuma novidade (mas é excelente, com pelo menos duas versões de 'Louie Louie', Richard Berry, Iggy Pop, Stooges, Tom Waits, um Skatalites perdido, um Funkadelic ali e um Mahler pra fechar o bom filme).
Mas ei, quem quer saber de novidades?
Eu, pelo menos, já cansei de novidades faz tempo. Pois se você, amigo leitor, também cansou de novidades que não dizem nada de novo, corra pra ver este filme repetitivo, auto-referencial, com trechos que você, como eu, provavelmente já viu há dez anos atrás num Cine Art UFF desses por aí. Viu, gostou, e estava louco pra ver de novo - coisas boas não têm erro.
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E o Quico?
ISSO é útil?

terça-feira, outubro 05, 2004

Pourra, meu umbigo tá com uma espinha dentro da orelha que tá doendo horrores.
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Fiquei tão animada com a notícia da desistência do coisa-ruim das eleições em Niterói (pra não falar que, embora eu more no Rio há uns bons três anos, carioca merece mesmo o prefeito que tem, puta merda, vai votar mal assim lá na casa do c***) que nem mencionei a sensacional perseguição no trânsito às sete e vinte da matina, eu mereço mesmo começar o dia encarando motorista de ônibus (a quem interessar possa, linha 175) insanamente obcecado e com sede de vingança (o colega de outra linha bateu no pára-brisa traseiro e saiu fora como se nada tivesse acontecido).
E lá foi o maturista do 175 (pra quem não conhece, o 175 ficou famoso por causa da música do Gabriel O Pensador, mas por aqui é famoso por suas rodas mal encostarem no chão de tanto que os motoristas VOAM ao volante) passando sem parar por pontos, atrás do motorista zé-merdeiro - assim, meu amigo, tu consegue DUAS advertências, uma por andar com o pára-brisa quebrado e outra por infringir ALGUMAS leis de trânsito.
A perseguição só terminou ali na altura da Antero de Quental, quando o nosso intrépido piloto (que, claro, reclamava o tempo inteiro!!) não apenas NÃO entrou na Bartolomeu Mitre (é preciso conhecer um pouco da geografia da Zona Sul do Rio de Janeiro pra entender a piada) como só aí se deu conta de que fez merda atrás de merda em Ipanema e no Leblon inteiros atrás de um maluco que parou no ponto final que era logo ali, na General Osório.
Pelo menos cheguei no trabalho meia hora mais cedo -- o sujeito voou mesmo.
Até que ele não é burro não..
Moreira Franco desiste de disputar a prefeitura de Niterói. Falta alguém me explicar que raios é uma filigrana jurídica. Galera do Direito, Maíra, Yael, meu irmão Pedro, alguém?
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Meu umbigo está se roendo de preocupação. Coisa besta. Vai ver, né nada.
Mais filmes bacanas
O Abraço Partido, vi hoje, passa no Espaço Unibanco e eu recomendo que você, amigo cidadão carioca que não reservou ingresso para Coffee & cigarettes, veja, passa mais ou menos no mesmo horário. No Rio, entra em cartaz dia 29. Nas outras cidades, não sei, mas deve entrar, já que os argentinos escolheram "O Abraço Partido" para representar o país como candidato ao Oscar de filme estrangeiro. Tem um quê de Woody Allen com Emir Kusturica, mas está tarde, acordarei daqui a poucas horas, então amanhã depois do filme do Jarmusch (até que enfim! até que enfim!) dissertarei com mais calma, embora ninguém tenha pedido minha opinião (ae, Lia, vampará de fazer drama, vamos?)
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De resto, o de sempre. Dia regado a Cramps, Reverend Horton Heat e Björk. O de sempre.

sábado, outubro 02, 2004

..só pra não deixar isso aqui às moscas, já que não devo ter tempo nem saco pra escrever no blog durante o fim de semana (sabe como é, visitar família, rever amigas de infância, exercer meu dever cívico..).
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Não que não tenha tido assunto durante a semana, mas não achei que valesse a pena jogar aqui - mesmo tendo visto mais um filme genial, sobre o qual certamente há muitas coisas interessantes a serem ditas, como a quase ausência de mulheres na sessão (seria por que a única personagem feminina do filme fala pouco e apanha? Mas só o Clint Eastwood, perfeito aos 36 anos, deveria ser suficiente pra levar as moças em peso ao cinema!) ou o papel da música como claque (o tema arrepiante sempre entra depois de algum gracejo - e, claro, antes da ação).


Eu cavo pra você, chuchu!


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Acontece que não tenho mais paciência para dissertar sobre temas, por mais interessantes que sejam - e o que teve de coisas que só interessam a mim mesma não tá no gibi.
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Aí a gente entra no papo das mulheres em crise aos 20-e-muitos-,-30-anos, que resolvem escrever como forma de terapia, "exorcizar demônios" ou o que quer que motive as pessoas a escreverem sobre si mesmas - o problema é que elas não apenas publicam como sempre tem mané que lê e adora a forma coloquial como as pessoas falam de si mesmas, aí acha que pode sair escrevendo (porque afinal qualquer mulher em crise consegue escrever coisas 'do fundo da alma', não é mesmo?) e - surpresa - escreve sobre si mesmo, ainda que disfarçado de um ou outro personagem pitoresco - e nessa nada evolui.
(propaganda sutil: leia Arnaldo Branco esculachando Fernanda Young. Leia Arnaldo Branco esculachando Fernanda Young)
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E, bicho, acabei de fechar mais um livro do Jorge Luis Borges e abrir um do James Joyce, saca? Não dá mais pra achar que literatura-de-blog é legal. Não consigo acreditar que as pessoas realmente gostem de ler coisas que só dizem respeito a quem escreve ("meu umbigo tem flunfa", "meu umbigo é saltado pra fora", "meu umbigo trancou a faculdade", "meu umbigo está em crise existencial", "meus amigos abandonaram meu umbigo"), por isso ainda me esforço pra fazer recomendações de coisas que podem interessar, como filmes, livros ou discos.
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Porra, bem lembrado, tenho me esforçado pouco:
- Vou deixar pra recomendar o cd do Canastra ("Traz a pessoa amada em 3 dias") quando o próximo número do Tarja Preta, jornal/revista/zine batuta do Matias Maxx (aquele moleque que se metia no meio de qualquer show em 98 pra tirar fotos, e batia com o carro em algum poste parado toda semana, na mesma época, e de repente virou caléga do Manu Chao). Na verdade, recomendo o cd desde já (e, de quebra, o Tarja Preta), mas como deve sair uma resenhazinha minha do disco no próximo número, vou manter o suspense por aqui.
- Enquanto isso, fiquem com o Nervoso, que já passou pelo Beach Lizards, Acabou La Tequila, Matanza e Autoramas. Nervoso (que combina cada vez menos com seu nome artístico), agora em carreira solo, acaba de lançar o gostosíssimo "Saudade das minhas lembranças", um longplay recheado de róques românticos para enlouquecer mocinhas em programas de auditório - se programas de auditório tocassem música boa, é claro. Quase um Tom Waits com sotaque carioca, quase um Lupicínio Rodrigues, se este fosse chegado numa guitara distorcida.
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Você queria jabá? Você TEM jabá: os dois discos podem ser encontrados com o Rodrigo Lariú, em shows ou no site do Midsummer Madness, aquele zine bacana que virou selo e hoje distribui umas coisas muito interessantes - te garanto que mesmo que você torça o nariz pro termo 'indie' (o mais associado ao Midsummer Madness, por motivos óbvios), vale muito a pena vasculhar o catálogo do selo do Lariú, que até pouco tempo atrás tinha até disco do Sapatos Bicolores - tudo, é claro, por aquele precinho camarada que só os discos independentes fazem pra você.
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