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sábado, março 09, 2013
O mágico de Oz e a mágica do espetáculo
"Oz - Mágico e Poderoso" vale o ingresso. E o ingresso na sala 3D, ainda por cima.
Pra quem não sabe, o filme de Sam Raimi é uma prequel de 'O Mágico de Oz', que conta a história de como o ilusionista de circo Oscar Diggs vai parar na terra mágica de Oz, é tomado como o Mágico e ajuda o povo de Oz a restaurar a paz no reino, apesar de não passar de um escroque. Um visual estonteante; um 3D que prima pela profundidade de cena *e* pelo relevo, deixando algumas passagens muito mais interessantes; um roteiro decente, que deixa tudo amarrado para o que vimos no filme de 1939; (mais) uma homenagem ao cinema - o início em p&b, tal qual o filme original, não é APENAS uma distinção de cor para definir o que é Kansas e o que é Oz: é a resolução de tela, é o tom de interpretação dos atores, é uma homenagem ao cinema. E não é um musical - a única tentativa de número musical é imediatamente cortada, para nos fazer lembrar que esse é um filme de Sam Raimi, apesar de ser um filme para toda a família - e toda a família MESMO, pois homens, mulheres e crianças bem novas se divertiram na sala, sim, que eu vi.
* * *
Deixa tudo amarrado para o início de 'O Mágico de Oz', mas faltam, por exemplo, os sapatinhos de rubi. Ah, tá. Claro. Estúdios diferentes, direitos não liberados. Para um filme que deveria se prender ao livro de Frank L. Baum porque não pode usar referências ao bom e velho filme da MGM (hoje da Warner), até que vi muitos elos entre as duas produções. E os sapatinhos estão lá, na cor original do livro - sim, eles são prateados. E aparecem em close. Vê lá.
* * *
Decerto que a Disney já está pensando num segundo filme, porque tem umas pontinhas soltas: como Evanora vai parar na terra dos Munchkins (ela é morta logo no início do filme de 39, você sabe)? Como os sapatos passam da bruxa boa para a bruxa má? Como o macaco alado de roupinha de mensageiro passa para o lado das bruxas más? Vimos um leão com medo, vimos espantalhos, mas não tinha homem de lata algum. E se a menina de louça não está no filme de Victor Fleming, como ela morre entre um filme e outro? Se não estiver pensando numa continuação, espero que não se incomodem com as toneladas de fanfiction que vão surgir para explicar isso tudo.
* * *
Oscar Diggs queria ser Thomas Edison - não é spoiler algum dizer que sua magia advém de aparatos tecnológicos, jogos de luzes e projeções (se você nunca viu 'O Mágico de Oz', nasça de novo, sério). Mas a nerdalhada na sala sentiu falta do reconhecimento ao homem que fez todo o trabalho de Thomas Edison e não teve crédito: Nikola Tesla. Intencionalmente ou não, Tesla está lá (veja o trailer):
http://www.youtube.com/watch?v=DylgNj4YQVc
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Não entendi muito bem o figurino da personagem da Mila Kunis de salto e calças justas de couro, mas todo o resto é incrível.
* * *
No final das contas, fica o recado, amigos cineastas, produtores de eventos, artistas: ESPETÁCULO É MÁGICA. Basta acreditar. E organizar muito bem a produção, claro.
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Deu vontade de rever não o filme com a Judy Garland, que - confesso - já tive minha cota, mas algo que vi na infância (sim, meu pai me levava pra ver uns filmes bem obscuros) e nunca mais revi: "O Mundo Fantástico de Oz", uma espécie de continuação da história distribuída pela Disney, com uma jovem Fairuza Balk no papel da Dorothy, que volta à terra mágica após ser resgatada de um hospital psiquátrico - e, mesmo em Oz, a garota - que passa o filme inteiro carregando uma galinha no colo - tem sua sanidade questionada. Lembra não? Pois eu lembro bem, fiquei ligeiramente traumatizada (a cena das cabeças da Mombi é punk pacas):
http://youtu.be/ipivUGVydMY
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"O Mágico Inesquecível", dirigido por Sidney Lumet, produzido pela Motown (!!!!!), com Diana Ross, Michael Jackson, Lena Horne e Richard Pryor também é digno de ser revisto. Será que tem nas internets?
Marcadores:
cinema
Arthur Murray, marketing e aulas de dança
Não se enganem com a aparente calma de Betty Hutton. Ela fica FRENÉTICA, especialmente quando enumera os passos que aprendeu na famosa escola de dança de método duvidoso:
http://www.youtube.com/watch?v=6IWv53ZFXFo
Arthur Murray ensinava dança por correspondência nos anos 20. Louco, né? Hoje em dia não parece tão insano assim, visto que DVDs instrucionais proliferam por aí, e até videogames com sensor de movimento podem te ensinar a dançar (com a vantagem de apresentarem feedback imediato, graças à análise do movimento que você mesmo observa se está certo ou não durante todo o processo). Se presta? Ajuda, especialmente a quem JÁ dança e domina as técnicas básicas, mas existem conceitos como transferência de peso e conexão (nas danças a dois) que precisam ser observados e corrigidos. Mas passos simples e solos, por exemplo, podem tranquilamente ser ensinados em vídeo por um bom instrutor, para alguém que já entenda do assunto. Vide o portal idance, que tem video aulas BEM didáticas.
http://www.youtube.com/watch?v=6IWv53ZFXFo
Arthur Murray ensinava dança por correspondência nos anos 20. Louco, né? Hoje em dia não parece tão insano assim, visto que DVDs instrucionais proliferam por aí, e até videogames com sensor de movimento podem te ensinar a dançar (com a vantagem de apresentarem feedback imediato, graças à análise do movimento que você mesmo observa se está certo ou não durante todo o processo). Se presta? Ajuda, especialmente a quem JÁ dança e domina as técnicas básicas, mas existem conceitos como transferência de peso e conexão (nas danças a dois) que precisam ser observados e corrigidos. Mas passos simples e solos, por exemplo, podem tranquilamente ser ensinados em vídeo por um bom instrutor, para alguém que já entenda do assunto. Vide o portal idance, que tem video aulas BEM didáticas.
Um branquelo totalmente sem swing, mas que soube inovar e VENDER suas aulas: na falta de espaço pra uma orquestra *e* 150 alunos, botou a banda transmitindo por rádio para os alunos, que estavam no terraço do prédio, curtindo um bailão. Parece besteira, mas em 1920 isso devia ser realmente revolucionário. Murray ainda chegou a ensinar dança VIA RÁDIO. Olha que cousa:
Muito antes dos videocassetes, Murray já havia entrado no negócio dos vídeos instrucionais: olha que linda essa aula de collegiate shag - e que até hoje é copiada por aí e chamada de 'Arthur Murray Shag'!!!
(amgs do lindy hop: que tal incluir um módulo de collegiate shag nas aulas? é divertido, e é ótimo pra dançar com ritmos mais rápidos!)
O próprio Arthur Murray viu seu sistema de ensino por correspondência miar (não era fácil gravar vídeos na época, né? e aula de dança por rádio é um método MUITO duvidoso) e acabou abrindo uma academia. PRESENCIAL. Ainda está curioso sobre Arthur Murray? Adivinha quem pegou a Big Apple coreografadinha pelo semideus da dança Frankie Manning e criou uma moda enlouquecida de Big Apple, ensinando a coreô pra branquelada toda frequentadora de academia? Adivinha:
Aparentemente, Murray era um bom dançarino, ótimo professor, tinha uma super didática e, apesar de ZERO swing, tinha algo que, pra mim, profissional de comunicação, conta DEMAIS: sabia se vender, sabia anunciar seu produto, sabia se divulgar, sabia inovar no seu negócio. Ainda melhor que professor de dança, o cara era um super marketeiro:
Zero swing, gente, tou dizendo.
Claro, inovação nenhuma garante o sucesso permanente se o que você oferece é realmente ruim. Aparentemente, o método de Murray funcionou bem - tanto que a academia continua, com mais de 260 unidades espalhadas pelo mundo. Mas desde 1920, o cara transformou aulas de dança em EVENTOS. Com o slogan "Se você sabe andar, nós podemos te ensinar a dançar", LOTOU sua academia e criou demanda para seus cursos. E, fale mal, mas falem de mim, aparentemente não se incomodou com todas as referências, boas ou ruins, ao seu método. Um "aluno" famoso foi o personagem de Fred Astaire no filme "O céu é o limite", de 1943. Ao ser inquirido pela gatinha onde havia aprendido a dançar, responde NA LATA: "Arthur Murray". Mentira. Mas melhor propaganda não há. Teve a música 'Arthur Murray Taught me Dancing in a Hurry', cantada por Betty Hutton, que abre este post, que não exatamente tece loas ao método - no final das contas, a personagem dança de tudo, mas tudo meio mal - e que foi um sucesso, praticamente uma peça de branded content para a academia de Murray, se a encomenda tivesse sido feita por ele.
Branded Content MESMO era o programa de TV The Arthur Murray Dance Party, que levava grandes nomes da música popular da época para cantar enquanto um corpo de baile dançava ao fundo:
Sam Cooke
Poor old Johnny Ray!
Buddy Holly, gente! Buddy Holly pra juventude branca, rica e frequentadora da alta sociedade
Como nada é marketing completo sem o oferecimento de samples, Arthur e sua parceira Kathryn dançavam ao começo do programa. O espectador que adivinhasse que dança era aquela ganhava uma aula grátis! Ó!!!!!!
Então vamos lá:
1 - um produto/serviço razoável. Não necessariamente o melhor, mas BOM.
2 - inovação. inserção de novas tecnologias. novos modelos de negócios
3 - o novo modelo de negócio não deu certo? tudo bem. volta pro básico! não ter medo de empreender é ótimo
4 - faça propaganda do seu negócio
5 - onde der pra fazer propaganda do seu negócio, faça
6 - ofereça experimentação. se não der pra fazer um milhão de samples, o concurso pra um ganhar já tá valendo
7 - deixe fazerem propaganda do seu negócio. A menos que seja REALMENTE negativa, toda e qualquer maneira de fazer com que te conheçam vale a pena. Deixe te cantarem em versos, como fez Ricky Ricardo, personagem de Desi Arnaz na série "I Love Lucy": Cuban Pete não te ensina a dançar com pressa, señorita!
segunda-feira, março 04, 2013
Cineminha de graça nesta 5ªf, no Rio de Janeiro
O Cineclube Sala Escura exibe, todo mês, alguma pérola do cinema latinoamericano. Sempre de graça, quase sempre no MAM-RJ. A próxima sessão será nesta quinta-feira, dia 7 de março, às 18h30: o filme é "Juan Moreira", de 1973, do diretor Leonardo Favio, e a sessão é devidamente legendada. Apareçam!
domingo, março 03, 2013
Sem querer fazer propaganda...
...então não vou fazer. Mas esse programa de pontos do meu banco é GENIAL: mais uma compra no ebay ou na Amazon e terei pontos suficientes pra trocar por uma máquina de espresso! Não é lindo?
* * *
Sim, tou viva. Este blog ainda existe. É que sou uma moça TRABALHADORA e aplicada até quando se trata dos meus hobbies, então pra fazer isso aqui...
http://youtu.be/Vl3LGrFbT08
...é necessário uma aula de canto, uma aula de treino de harmonia vocal para trio e um ensaio com a banda inteira. Por semana.
* * *
Por isso, comemoro a máquina de espresso iminente. E ando meio ausente daqui. Mas você pode saber o que ando fazendo aqui e lá.
* * *
Sim, tou viva. Este blog ainda existe. É que sou uma moça TRABALHADORA e aplicada até quando se trata dos meus hobbies, então pra fazer isso aqui...
http://youtu.be/Vl3LGrFbT08
...é necessário uma aula de canto, uma aula de treino de harmonia vocal para trio e um ensaio com a banda inteira. Por semana.
* * *
Por isso, comemoro a máquina de espresso iminente. E ando meio ausente daqui. Mas você pode saber o que ando fazendo aqui e lá.
terça-feira, fevereiro 12, 2013
Maratona Carnavalesca do Oscar 2013 - as animações
Dando sequência à maratona carnavalesca pré Oscar 2013, as animações indicadas estão realmente boas. Nada no nível 'Chico y Rita' - animações adultas, desenho animado tradicional, não anglófona - mas todas, sem exceção, de altíssimo nível.
Já havia falado aqui sobre "Detona Ralph". Não tinha falado nada sobre "Frankenweenie" sei lá por que, mas é uma graça. Então ontem corrigi a defasagem de não ter visto "Piratas Pirados", "ParaNorman" e "Valente". Todos. Na sequência. Minto: fiz um intervalo pra jogar Zumba Fitness no Kinect e praticamente gabaritar Dança do Ventre (não que eu saiba dançar dança do ventre) e um country celta que tem um quê de bollywood (??????), além de provar que eu sambo melhor que um videogame. Sim, eu ainda tinha dúvidas sobre isso.
"Piratas Pirados" é, de longe, meu favorito: pra começar, é da Aardman, e eu sou fã da Aardman muito mais que da Disney-Pixar. Aí tem a trilha sonora, só com o fino do pop-rock do Reino Unido. E tem piratas, Charles Darwin, a Rainha Victoria, um dodo, um pirata travesti, piadas sobre teoria evolucionista e um humor MUITO calcado em Monty Python, o que é suficiente pra qualquer filme ser sensacional.
https://www.youtube.com/watch?v=EPJF6mR6krM
Não que eu não tenha gostado de "ParaNorman". Também amei a história de terror produzida num stop motion inacreditável, sobre o menino que sofre bullying na escola e em casa por ser esquisito (ele fala com mortos), até o dia em que seu dom salva a cidadezinha onde vive - amaldiçoada por uma bruxa, é seu dever quebrar a maldição. Zumbis, piadas gays (juro!), mais zumbis e uma sequência de dar medo em criancinha fazem de "ParaNorman" também um filmaço. 2012 foi, sem dúvida, um ótimo ano para a animação - e olha que Madagascar 3 não está no páreo, apesar de ter me proporcionado as gargalhadas mais descontroladas dos últimos tempos.
Por fim, "Valente", a história da ruivinha escocesa destemida que, por não querer casar, amaldiçoa sua mãe por engano, transformando-a em um urso - e não apenas precisa quebrar a maldição, como defender a mãe da macharada da cidade - todos querendo provar que são caçadores destemidos. Acabei de ver um marmanjo de 43 anos aqui, vibrando com uma cena de luta. É um bom sinal.
(suspeito que a academia vá de "ParaNorman". É um palpite)
Leia também as resenhas da maratona dos concorrentes a melhor filme.
Já havia falado aqui sobre "Detona Ralph". Não tinha falado nada sobre "Frankenweenie" sei lá por que, mas é uma graça. Então ontem corrigi a defasagem de não ter visto "Piratas Pirados", "ParaNorman" e "Valente". Todos. Na sequência. Minto: fiz um intervalo pra jogar Zumba Fitness no Kinect e praticamente gabaritar Dança do Ventre (não que eu saiba dançar dança do ventre) e um country celta que tem um quê de bollywood (??????), além de provar que eu sambo melhor que um videogame. Sim, eu ainda tinha dúvidas sobre isso.
"Piratas Pirados" é, de longe, meu favorito: pra começar, é da Aardman, e eu sou fã da Aardman muito mais que da Disney-Pixar. Aí tem a trilha sonora, só com o fino do pop-rock do Reino Unido. E tem piratas, Charles Darwin, a Rainha Victoria, um dodo, um pirata travesti, piadas sobre teoria evolucionista e um humor MUITO calcado em Monty Python, o que é suficiente pra qualquer filme ser sensacional.
https://www.youtube.com/watch?v=EPJF6mR6krM
Não que eu não tenha gostado de "ParaNorman". Também amei a história de terror produzida num stop motion inacreditável, sobre o menino que sofre bullying na escola e em casa por ser esquisito (ele fala com mortos), até o dia em que seu dom salva a cidadezinha onde vive - amaldiçoada por uma bruxa, é seu dever quebrar a maldição. Zumbis, piadas gays (juro!), mais zumbis e uma sequência de dar medo em criancinha fazem de "ParaNorman" também um filmaço. 2012 foi, sem dúvida, um ótimo ano para a animação - e olha que Madagascar 3 não está no páreo, apesar de ter me proporcionado as gargalhadas mais descontroladas dos últimos tempos.
Por fim, "Valente", a história da ruivinha escocesa destemida que, por não querer casar, amaldiçoa sua mãe por engano, transformando-a em um urso - e não apenas precisa quebrar a maldição, como defender a mãe da macharada da cidade - todos querendo provar que são caçadores destemidos. Acabei de ver um marmanjo de 43 anos aqui, vibrando com uma cena de luta. É um bom sinal.
(suspeito que a academia vá de "ParaNorman". É um palpite)
Leia também as resenhas da maratona dos concorrentes a melhor filme.
E vamos à tradicional maratona de cinema carnavalesca!
Depois de ver uma ala de FATIAS DE TORTA desfilando pela Unidos da Tijuca (porra, Paulo Barros), admiti finalmente que não dá mais pro carnaval, e vamos nessa, bora aproveitar o feriado pra botar em dia todas as estreias que eu gostaria de ter visto, mas com trabalho + três dias por semana de treinos vocais (ow, sério, tou virando cantora de verdade) não tá rolando. E a grande festa da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas já tá batendo na porta - com Seth McFarlane apresentando. Isso será imperdível.
Já tinha visto 'As aventuras de Pi', e adorado. Neste feriado, até agora vimos 'Django Livre', 'O Mestre', 'The Silver Linings Playbook' e 'Os Miseráveis'. 'Argo' e 'Lincoln' a gente já tinha visto - quer dizer, 'Lincoln' marido viu e eu dei uma cochilada... o filme da ex-mulher do James Cameron eu confesso que estou com preguiça, bem como 'Amour', que eu tenho certeza de que entrou pra preencher cota. "Adorável Sonhadora" eu quero ver, está na fila pra amanhã. Tem também os que não estão indicados a melhor filme, mas estou com preguiça (oh, gente, Naomi Watts indicada pra melhor atriz???). Destes, estou correndo atrás das animações. Como? "Alugando". Vocês sabem.
Vamos lá. Dos filmes da maratona até agora:
Django Livre
Num mundo que incensa Stanley Kubrick, acho muito digno alçar Quentin Tarantino ao posto de "genial". Veja bem, todas as críticas a Quentin Tarantino vêm do fato de que ele "imita" gêneros que já existem, "homenageia" estéticas... mas não era isso o que Stanley Kubrick fez durante toda a sua carreira com terror, filme de guerra, ficção científica? E não venham me falar em '2001', porque aquilo é Tarkovsky puro. Mas, pra mim, Tarantino ganha pontos por não se levar a sério, por fazer referências a gêneros considerados ruins (blaxploitation, bangue bangue) - e, com a lenda de que Stanley Kubrick não era exatamente um cara querido por seus elencos, mais um ponto para o diretor de 'Django'. Também ando curtindo essa onda de revisionismo histórico dele: depois de jogar livros de história pro alto com o sensacional "Bastardos Inglórios", Tarantino mescla blaxploitation com guerra civil americana, se valendo de referências pop até não poder mais para contar a história do escravo que, liberto para ajudar um caçador de recompensas em pleno Mississipi nos anos 1800, reproduz uma antiga lenda germânica ao enfrentar perigos (no caso, uma sociedade completamente racista) para salvar seu amor. Tem que ver.
https://www.youtube.com/watch?v=tivv135aGbc
O Mestre
Paul Thomas Anderson conta uma história inspirada no nascimento da cientologia, aquela religião/filosofia/culto que anda arregimentando celebridades por aí. Truman Capote e Johnny Cash são, respectivamente, mestre e pupilo na trama que, se tivesse uns 40 minutos a menos, poderia até ser boa.
Os Miseráveis
Aparentemente, Napoleão Bonaparte deixou o povo francês ainda mais fodido do que antes da Revolução Francesa - os Miseráveis do livro de Vitor Hugo eram, basicamente, a França inteira, com exceção dos ricos - classe média, nem pensar. A história começa em 1815, com o encontro entre Javert, soldado que ascende a coronel, e o prisioneiro fugitivo Jean Valjean que, confrontado com sua própria fé, decide tomar um rumo na vida, vira prefeito da cidade, não consegue salvar a prostituta Fantine da miséria e toma para si a missão de criar sua filha, a pequena Cosette. O tempo passa, Cosette se apaixona pelo líder estudantil da revolta de 1932 (lembrem-se: a monarquia havia voltado, mas não era o que a classe intelectual queria), Javert passou trinta anos perseguindo Valjean e TODOS CANTAM O TEMPO INTEIRO. Bem, todo mundo sabe que Os Miseráveis é um musical. Tudo bem, 'A Noviça Rebelde' também é e eu amo. 'Mamma Mia' também é, e daí? Mas 'Os Miseráveis' podia, ao menos, ser uma produção francesa - tudo muito nonsense, Anne Hathaway cantando em bom inglês sobre sonhar com uma França melhor. Sei lá. E a história original é uma SAGA em CINCO VOLUMES - por mais longo e cansativo que o filme tenha ficado, impossível contar a história como deveria - muita coisa se perdeu no filme que, na minha opinião, ficou meio ruim. Pra não dizer que é desesperador, Hugh Jackman e Sacha Baron Cohen estão EXCELENTES. EXCELENTES.
O lado bom da vida
Uma comédia romântica indicada para o Oscars? Sim, é isso mesmo. Mas enquanto TODAS as comédias românticas, SEM EXCEÇÃO, mostram pessoas aparentemente normais vivendo relacionamentos amorosos completamente disfuncionais e histórias irreais que envolvem obcecar com o suposto amor da sua vida, perseguir essas pessoas, stalkeá-las, delírios, bebedeiras e ideias muito esquisitas do que é amor, "O lado bom da vida" já mostra o casal de protagonistas como bipolares, tarja preta e em acompanhamento psiquiátrico mesmo, o que dá ao filme um tom de VERACIDADE muito maior do que qualquer comédia romântica com a Katherine Heighl. E ainda tem a dança fazendo um papel fundamental no processo de equilíbrio dos protagonistas. Curti.
Pra amanhã, a resenha da maratona de animação de hoje. Por hoje é só, p-p-pessoal!
Leia também as resenhas da maratona de animação.
Já tinha visto 'As aventuras de Pi', e adorado. Neste feriado, até agora vimos 'Django Livre', 'O Mestre', 'The Silver Linings Playbook' e 'Os Miseráveis'. 'Argo' e 'Lincoln' a gente já tinha visto - quer dizer, 'Lincoln' marido viu e eu dei uma cochilada... o filme da ex-mulher do James Cameron eu confesso que estou com preguiça, bem como 'Amour', que eu tenho certeza de que entrou pra preencher cota. "Adorável Sonhadora" eu quero ver, está na fila pra amanhã. Tem também os que não estão indicados a melhor filme, mas estou com preguiça (oh, gente, Naomi Watts indicada pra melhor atriz???). Destes, estou correndo atrás das animações. Como? "Alugando". Vocês sabem.
Vamos lá. Dos filmes da maratona até agora:
Django Livre
Num mundo que incensa Stanley Kubrick, acho muito digno alçar Quentin Tarantino ao posto de "genial". Veja bem, todas as críticas a Quentin Tarantino vêm do fato de que ele "imita" gêneros que já existem, "homenageia" estéticas... mas não era isso o que Stanley Kubrick fez durante toda a sua carreira com terror, filme de guerra, ficção científica? E não venham me falar em '2001', porque aquilo é Tarkovsky puro. Mas, pra mim, Tarantino ganha pontos por não se levar a sério, por fazer referências a gêneros considerados ruins (blaxploitation, bangue bangue) - e, com a lenda de que Stanley Kubrick não era exatamente um cara querido por seus elencos, mais um ponto para o diretor de 'Django'. Também ando curtindo essa onda de revisionismo histórico dele: depois de jogar livros de história pro alto com o sensacional "Bastardos Inglórios", Tarantino mescla blaxploitation com guerra civil americana, se valendo de referências pop até não poder mais para contar a história do escravo que, liberto para ajudar um caçador de recompensas em pleno Mississipi nos anos 1800, reproduz uma antiga lenda germânica ao enfrentar perigos (no caso, uma sociedade completamente racista) para salvar seu amor. Tem que ver.
https://www.youtube.com/watch?v=tivv135aGbc
O Mestre
Paul Thomas Anderson conta uma história inspirada no nascimento da cientologia, aquela religião/filosofia/culto que anda arregimentando celebridades por aí. Truman Capote e Johnny Cash são, respectivamente, mestre e pupilo na trama que, se tivesse uns 40 minutos a menos, poderia até ser boa.
Os Miseráveis
Aparentemente, Napoleão Bonaparte deixou o povo francês ainda mais fodido do que antes da Revolução Francesa - os Miseráveis do livro de Vitor Hugo eram, basicamente, a França inteira, com exceção dos ricos - classe média, nem pensar. A história começa em 1815, com o encontro entre Javert, soldado que ascende a coronel, e o prisioneiro fugitivo Jean Valjean que, confrontado com sua própria fé, decide tomar um rumo na vida, vira prefeito da cidade, não consegue salvar a prostituta Fantine da miséria e toma para si a missão de criar sua filha, a pequena Cosette. O tempo passa, Cosette se apaixona pelo líder estudantil da revolta de 1932 (lembrem-se: a monarquia havia voltado, mas não era o que a classe intelectual queria), Javert passou trinta anos perseguindo Valjean e TODOS CANTAM O TEMPO INTEIRO. Bem, todo mundo sabe que Os Miseráveis é um musical. Tudo bem, 'A Noviça Rebelde' também é e eu amo. 'Mamma Mia' também é, e daí? Mas 'Os Miseráveis' podia, ao menos, ser uma produção francesa - tudo muito nonsense, Anne Hathaway cantando em bom inglês sobre sonhar com uma França melhor. Sei lá. E a história original é uma SAGA em CINCO VOLUMES - por mais longo e cansativo que o filme tenha ficado, impossível contar a história como deveria - muita coisa se perdeu no filme que, na minha opinião, ficou meio ruim. Pra não dizer que é desesperador, Hugh Jackman e Sacha Baron Cohen estão EXCELENTES. EXCELENTES.
O lado bom da vida
Uma comédia romântica indicada para o Oscars? Sim, é isso mesmo. Mas enquanto TODAS as comédias românticas, SEM EXCEÇÃO, mostram pessoas aparentemente normais vivendo relacionamentos amorosos completamente disfuncionais e histórias irreais que envolvem obcecar com o suposto amor da sua vida, perseguir essas pessoas, stalkeá-las, delírios, bebedeiras e ideias muito esquisitas do que é amor, "O lado bom da vida" já mostra o casal de protagonistas como bipolares, tarja preta e em acompanhamento psiquiátrico mesmo, o que dá ao filme um tom de VERACIDADE muito maior do que qualquer comédia romântica com a Katherine Heighl. E ainda tem a dança fazendo um papel fundamental no processo de equilíbrio dos protagonistas. Curti.
Pra amanhã, a resenha da maratona de animação de hoje. Por hoje é só, p-p-pessoal!
Leia também as resenhas da maratona de animação.
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
Las Taradas - música para dançar
A pessoa chega em casa depois de um dia produtivo no trabalho... a casa recém-faxinada... wi-fi reconfigurado novamente... banho tomado... jantinha leve (bruschetta de alcachofra + salada verde)... marido acabou de se acabar no esporte - te contei que estamos levando a sério o projeto NerdFitness? Ele tá perdendo umas boas gramas diárias no Xbox Kinect... aí consigo descansar e, finalmente, ouvir com atenção a recomendação do dia, vinda da queridíssima Flavia Durante: Las Taradas, uma banda de moças argentinas - à primeira vista, um monte de mulher junta (são muitas e todas tocam), violão, instrumentos de percussão... pode parecer a versão hermana das Mulheres de Chico, o que me parece um pesadelo completo. Mas aí você ouve isso aqui e vira fã instantaneamente:
http://www.youtube.com/watch?v=M7gCBBis2Mw
Não, gente, sério: NÃO amar isso não é uma opção.
Você ainda está resistente? Então peraí:
http://www.youtube.com/watch?v=iutUxY8Iwmo
...e umas paradas folk latinas também, né? Porque é bom, porque é música de festa, e quem não gosta de música alegre?
http://www.youtube.com/watch?v=3nN3GgzWiss
Isso é lindo.
Tenham um bom dia vocês também. :)
http://www.youtube.com/watch?v=M7gCBBis2Mw
Não, gente, sério: NÃO amar isso não é uma opção.
Você ainda está resistente? Então peraí:
http://www.youtube.com/watch?v=iutUxY8Iwmo
...e umas paradas folk latinas também, né? Porque é bom, porque é música de festa, e quem não gosta de música alegre?
http://www.youtube.com/watch?v=3nN3GgzWiss
Isso é lindo.
Tenham um bom dia vocês também. :)
domingo, fevereiro 03, 2013
The king of swingers
Rei Louie e Balu agora moram nesta casa. Salve o Rei! Salve o Rei!
Ah, você não reconheceu o Rei Louie?
Bem, ele tem a voz do Louis Prima e quer ser como você:
http://youtu.be/PV2GZF8rKT4
Ah, você não reconheceu o Rei Louie?
Bem, ele tem a voz do Louis Prima e quer ser como você:
http://youtu.be/PV2GZF8rKT4
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brinquedos,
cartoon
sábado, fevereiro 02, 2013
Semana que vem já é carnaval...
...e esse cara é meu marido.
O_o
Marcadores:
carnaval
terça-feira, janeiro 29, 2013
"Mas o que é essa fadinha tatuada no seu braço?"
Respeita, rapaz. Respeita, que eu nasci em sete-oito.
Pra você que nunca viu, segue a referência:
É meu atestado de rainha do lar. E agora, você que não fazia ideia do que era Belprato já conhece, e você que já conhecia pode cantar o jingle junto. Ê!
Pra você que nunca viu, segue a referência:
É meu atestado de rainha do lar. E agora, você que não fazia ideia do que era Belprato já conhece, e você que já conhecia pode cantar o jingle junto. Ê!
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