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terça-feira, agosto 06, 2013

Da preservação da memória analógica



No finalzinho dos anos 70, muito antes de ter ideia sobre qualquer coisa, fui amplamente registrada em Super 8 e fotografia, aquela, sim, que precisava revelar. Tenho memórias muito claras dos meus primeiros dois ou três anos de vida, das quais não me lembro, mas são vivas por causa dos registros em foto e vídeo dos meus primeiros anos. Por força do trabalho do meu pai, e porque quando se trabalha com cinema, se trabalha também nos fins de semana (e dá pra envolver as crianças), tive contato muito cedo com latinhas de filme, com acervos de audiovisual, com aquele mesmíssimo poster de ‘A idade da terra’ que adorna uma das salas do CTAv.
Já na adolescência, frequentava cineminhas independentes com minhas próprias pernas. Cogitava fazer cinema, mas como meu pai disse que eu podia trabalhar com cinema até se fizesse engenharia, fui fazer... produção cultural. Mas sempre estive ali perto. Meu primeiro estágio foi no arquivo da Cinemateca do MAM. Passei por produtora, televisão, agência de comunicação, departamento de marketing, educação à distância, produção, eventos, tecnologia, cultura, departamento de comunicação de órgão público ligado ao audiovisual... e aqui fiquei, sempre com comunicação, cultura, audiovisual, educação, tecnologia e algumas políticas públicas rondando por perto, lembrando que é isso que sei fazer desde pequena.

A gestalt se fecha quando, no trabalho, sou recrutada pra cobrir a inauguração de um projeto que envolve paixões e esforços de pessoas com quem trabalhei em fases tão diferentes da vida, e que tanto respeito. Voltar lá não mais como a mocinha curiosa querendo saber como funcionava tudo (e voltando cheia de flipbooks pra casa), mas adulta e já sabendo até o que não devia (ah, o fabuloso mundo da política!). Rever salas e pessoas que eu via em contra-plongé, agora do alto de 1m65 de altura. Ver ali, pronto pra funcionar, o que conversei com Ines, com Hernani, com Leopoldo. Ver a homenagem a Gustavo Dahl. Ver que finalmente se dá a devida importância à preservação de acervos nesse meio. Por acervos, falo de fitas mesmo. Em película, magnéticas, que seja: aquelas que você pega na mão, vê onde está o defeito e DESAMASSA. E LIMPA. E olha que lindo: junto com o prédio, vêm também cursos de preservação, de operação de projetores 35mm. E isso é lindo.

Uma coisa que, se você acompanha o que escrevo, talvez você já saiba, é que sou uma espécie de elo perdido entre a tecnologia digital e a analógica. Que apesar de ser a nerd da casa, ou de onde quer que esteja, ainda duvido da capacidade de preservação de materiais digitais - porque vejo com meus próprios olhos disquetes que não podem ser mais lidos com apenas quinze anos de existência, em contraponto a livros, discos e filmes em mídias físicas que, com apenas uma limpezinha, estão prontos para uso. Acho a digitalização uma mão na roda, mas preciso constantemente trabalhar o desapego, sabendo que um dia todas essas fotos, textos e filmes não vão servir de legado para ninguém. É complicado, porque cresci filmada em super 8 e fotografada em 35mm. E do mesmo jeito que fitas e filmes construíram minha memória, fitas, filmes, discos e livros constroem memórias de sociedades inteiras.

Com tudo digital, e com tecnologias de difusão mudando tão rápido, quanto tempo pra um filme lançado em 2009 não estar mais disponível de maneira alguma? Quanto tempo para um HD externo com gigas e mais gigas de backup - de informação, de memórias de família, de registros de pessoas em lugares e em épocas - não serem mais reconhecidos pelos computadores de daqui a alguns anos, que provavelmente não terão mais uma porta USB, mas outra coisa?


Já tem músicas salvas em CD que não consigo mais ouvir, porque o padrão ISO era outro, incompatível com versões novas do sistema operacional - mas tenho discos de vinil aqui de pelo menos algumas décadas antes de eu nascer. Já tem livros escritos e salvos em disquetes que só podem ser lidos porque foram impressos e encadernados. Sabe aqueles vídeos em REAL VIDEO? Pois é. Cadê? Mas os filminhos em película ainda estão aqui - até digitalizados, até na internet, mas com sua matrizinha ali, se der algum problema ela é restaurável por quem sabe.

Hoje foi dado mais um passo para a preservação da memória audiovisual da gente. Eu estava lá. E aí cês sabem o que aconteceu, né? É claro que me emocionei.

http://ancine.gov.br/sala-imprensa/noticias/ministra-da-cultura-inaugura-novo-arquivo-de-filmes-do-rio-de-janeiro

sexta-feira, julho 19, 2013

Grandes pérolas da internet - Batalha de Divas

E em algum ponto dos anos 60, as Andrews Sisters, já tiazinhas, 'duelaram' com as Supremes, mediadas por Sammy Davis Jr. Parece difícil de acreditar, porque é muito BRILHO, muito GLAMOUR, muita DIVA junta pra um palco só (incluindo Sammy). Mas aconteceu, e como estamos em 2013, aquela época da história conhecida por só não ter na internet o que não existe, você pode assistir AQUI:

http://youtu.be/HgTsBsSngrc

sábado, julho 13, 2013

Antídoto para gripe

Pra vocês que assistem a "The Big Bang Theory", que tal unir "Soft kitty" ao agradável? Um bom banjo bluegrass pode aumentar o poder de cura da canção. Solta o som, DJ!

https://www.youtube.com/watch?v=_sCaaBWXZxs&feature=youtube_gdata_player

https://www.youtube.com/watch?v=_sCaaBWXZxs

quinta-feira, julho 04, 2013

Vintage Tag

Menina Maçã passou pra Sabrina Ferreira que passou a bola pra gente: o que você mais gosta de 'vintage'? Que referências você tem, o que você usa? Compra pronto ou manda fazer? São 16 perguntinhas. Como eu já curto fazer um videozinho no youtube, não resisti e fiz isso aqui pra vocês:



https://www.youtube.com/watch?v=L_dJOpDKY64

terça-feira, junho 25, 2013

A cura pra todo mal vem dos anos 1930

A cura para todo mal, amigo, é um bom jazz: ouvir Cab Calloway só pode fazer bem. Sempre. Uma rodada de Cab Calloway pra vocês, leitores, em homenagem às mudanças que estão por vir. Repararam no endereço ali em cima, assim que você entra neste blog? Pois é. Vem coisa boa por aí.


Cab Calloway - Twee-twee-tweet

http://youtu.be/VvjRCSMqjjc

Tá numa onda mais calminha hoje?

Cab Calloway - Zaz zuh zaz

http://www.youtube.com/watch?v=7-qEZ9zeIJw

Quer dançar um lindy hop sagaz num andamento perfeito?

Cab Calloway - We the cats shall hep ya

http://youtu.be/nBB9mi-CTXs

segunda-feira, junho 24, 2013

Ando pensando...

...pensando e fazendo. Pensando nesse momento curioso pelo qual o país tem passado. Pensando no meu presente, no meu futuro, no que nasci para fazer. Pensando em como contribuir para um mundo melhor e pensando em como dar um upgrade na vida. Tocando projetos, fabricando mudanças, dando sentido a tudo.

Aprendendo.

A ficar quieta.

E desenhando (esse desenho aí fui eu que fiz)

A vida tem sido um ragtime do Scott Joplin.

quinta-feira, junho 06, 2013

"Taylor-made"

Amigos jornalistas: "conteúdo taylor-made" NÃO. Não é o TAYLOR que está fazendo, ok? TAILOR-made, gente. Sob medida. Alô, galera da redação. E vocês aí falando de GAFE.



segunda-feira, junho 03, 2013

Da falsidade do botão 'curtir'


O grande problema das redes sociais é que tá cheio de gente que curte tudo porque acha que massagear seu ego vai te deixar feliz, gente que curte pra se enturmar. Não, gente. Bora usar da sinceridade. Amigo(a) de verdade não é aquele(a) que curte tudo o que você faz: amigo(a) de verdade diz "tá bom não, amiga", porque quer que você faça bonito, que você saia bonita na rua. Pense nisso quando todo mundo curtir *aquela* foto em que você sabe que tá baranga, *aquele* post duvidoso, *aquele* vídeo seu no Youtube que sua autocrítica quase não deixou passar. Se UM disser "ih, alá, tá torto aqui", esse um te quer bem, acredite.

(a menos que realmente esteja lindo, que seja família, aí o povo elogia mesmo - mas você sabe quando está lindo, não sabe?)

sábado, junho 01, 2013

Lia, cadê você?

Tenho trabalhado, e não é pouco. Surpreendentemente, tenho arrumado tempo para projetos paralelos e diversão. Não muito, mas o suficiente pra levar uma vida que eu gosto. :)

A banda vai bem, obrigada. Vamos fazer um show dia 08/06 no Caipihostel, aquele hostel simpático na Lapa (Rio de Janeiro, pra quem não sabe que eu tou no Rio). Apareçam lá, apareçam!

O projeto AutoAjuda vai bem, obrigada. Andei tendo novos insights - meu foco agora é... é FOCO. Acompanhe minha saga!

No mais, é isso. Algumas mudanças significativas na vida (que a internet toda não precisa acompanhar AGORA, apenas quando se concretizarem), mudanças que requerem que eu abra espaço e me desfaça de coisas (dá um bizú na minha lojinha, dá!) e mudanças de postura diante de... negócios. Sim. Depois de duas pós-graduações em NEGÓCIOS (uma com foco em comunicação e outra com foco em consultoria), começo a dar os primeiros passos para um negócio DE VERDADE.

Stay tuned.

Ah, sim: a família de ukes aumentou.



http://youtu.be/XcnXsKbEh10


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