Cabô férias, welcome to firma. E também aos planos de dominação mundial - não que férias não sejam pra isso também, mas sabe como é. Dominar o mundo agora é prioridade.
Ontem dei uma aula pra turma de roteiro da faculdade de cinema - aquela aula divertida em que mostro pra eles que existem milhares de possibilidades além da tela grande e, consequentemente, de uma distribuição mais ou menos - porque você ainda é jovem e iniciante e seu filme não tem como concorrer com os blockbusters da Fox, da Paramount e da Warner, e vai ficar restrito a um circuitinho fuleiro e não vai se pagar. E, se você cair nas mãos de uma equipe de marketing ruim, periga lançarem seu filme com uma estratégia incrível de "criar um blog do personagem e uma página no facebook". Também existe vida além dos editais de apoio, que são legais mas apoiam um número muito limitado de projetos, né? Dá pra fazer produções mais baratas, mais modestas, mais criativas e mais interativas. A garotada gosta de ver os exemplos. E eu gosto de pesquisar.
* * *
Hoje tem Autoramas de graça no Arpoador. "Música Crocante" é o disco novo e está um barato. Vai ouvindo aê pra cantar junto mais tarde!
* * *
Sexta-feira é 11/11/11, o que é uma data redonda e datas redondas são Dia Mundial do Bambolê. Sábado, se fizer tempo bom, tem mega-encontro nos jardins do MAM. Ukuleles e lanchinhos são bem-vindos!
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Lembra do filme das Trigêmeas de Belleville? Se não lembra, deixa eu te refrescar a memória, aqui saiu como 'as bicicletas de Belleville', num grande equívoco de tradução. É uma animação francesa sobre uma senhorinha que tem seu neto ciclista sequestrado em plena tour de france e é ajudada por três velhinhas meio freaks que tinham um trio vocal nos anos 1920. Lembrou? Se não lembrou, é porque não viu - e se não viu, tem que ver.
O ponto é: o tal do vélo-ciné virou verdade:
http://www.youtube.com/watch?v=cpVSmvI-CAs
Tá rindo? Achou que era só um protótipo? Pois olha só, na Inglaterra o tal do Cyclothon (maratonas cinematográficas movidas a pedal) já está rolando a toda: http://www.magnificentrevolution.org/bookings/magnificent-cycling-cinema/cycle-in-cinema/
Eu queria ser genial e ter essas ideias incríveis assim. Não apenas as ideias, como ter pique para executá-las, CLARO.
* * *
Last but not least, Pixies sempre é bom. Mas só depois que terminar de ouvir o disco dos Autoramas linkado aí em cima.
www.youtube.com/watch?v=zjiyXTbIQ5w
Este site está em novo endereço: visite www.liaamancio.com.br para novidades e updates!
quarta-feira, novembro 09, 2011
sexta-feira, novembro 04, 2011
Da arte da escrita
Já fui do tipo que escreve mais e melhor. É só fuçar posts antigos deste blog para tirar a prova: lá pelos meus vinte e poucos anos, ainda não haviam os 'probloggers', ninguém te pedia midia kit porque, por deus! Era só um blog. Eu mesma fiz um esses dias porque algum conhecido que trabalha numa agência pediu. Não que eu ache que esse blog aqui vai me sustentar (você já deve ter visto uns anunciozinhos por aí. RELAXA, também não acho que este blog vai me sustentar, mas estou observando e testando adsense para os projetos paralelos). Porque naquela época, ninguém vivia de blog, blog era só uma vitrine dos seus textos, dos seus pensamentos, do que mais você quisesse escrever.
Compartilhar links e curiosidades também era muito mais complicado em dois mil e um, dois mil e dois. Só tinha mesmo o blog pra fazer isso. Você acha que Orkut é ultrapassado? Pois a gente usava Friendster e Multiply! Não tinha Twitter, Facebook, Google+ nem nada disso: tinha, sim, um garimpo danado pra achar alguma informação disponível sobre algum assunto específico (geralmente a gente procurava no Altavista e achava num diretório qualquer do Tripod ou do Geocities), mas até para atualizar constantemente essas páginas era complicado, porque requeria alguma noção de html e publicação, então quando vim pro blogger.com, vim com esse espírito, digamos. E com o espírito de uma jovenzinha de vinte e poucos anos que, apesar de trabalhar e estudar, tinha mais tempo e disposição para achar as palavras certas para escrever, também.
Entreter com as palavras, definitivamente, é para poucos: requer uma dedicação que, confesso, não tenho mais, já que divido minha dedicação ao trabalho, aos estudos de pós-graduação, aos projetos paralelos, ao marido, à casa, ao ukulele, à família, ao bambolê e, quando sobra um tempinho, à vida social, atualmente mais online do que qualquer outra coisa. Se você perguntar "mas, Lia, você desaprendeu a escrever?", ouvirá um sonoro "não" como resposta, e te entubo um artigo acadêmico, uma aula de roteiro, duas ou três justificativas de abertura de processo, um plano de comunicação... e te garanto que tudo isso é muito bem escrito! Mas, para isso, precisei aceitar minha verdadeira vocação, que não era ser 'a sucessora de Paul Auster', como eu gostaria. Sabe aquelas histórias incríveis sobre o próprio ato de escrever? Personagens indissociáveis de seus autores? Já admiti que não vou fazer isso. Textos incríveis narrando o submundo do Rio de Janeiro, o rock'n'roll em sua mais pura essência, putarias e bebedeiras? Olha bem pra minha cara de dona de casa responsável, vai ler um Bukowski e não me enche o saco.
Também já admiti, e se você é um desses leitores antigos que me acompanha desde o Elevador.org, sabe disso, que aqui também não é lugar para crises existenciais, relatos pessoais demais, não é lugar de abrir meu coração. Primeiro porque não tenho crise existencial desde 2006, mais ou menos. Segundo porque abrir o coração num espaço onde, potencialmente, todo e qualquer desconhecido pode chegar, não é exatamente meu ideal de privacidade. Depois fica aquele bando de gente que acha que te conhece intimamente porque leu um texto teu na internet... já passei por isso e não quero de novo, não.
Então pra que serve este blog, pelamordedeus?
Faz sentido continuar escrevendo em blog?
Rá.
BAZINGA!
Enganei vocês direitinho. Não, este post não é um post de 'este blog não tem mais sentido'. Foi só um exercício de digitação e brainstorming mesmo. Tenho andado muito sintética ultimamente, e na internet tenho compartilhado mais do que criado (mas é que, gente, a vida offline tá uma loucura! UMA LOUCURA!). Como estou de férias, achei por bem escrever um pouco mais que o habitual, pra lembrar que ainda sei fazer isso.
Fiquem bem.
Pra não perder o hábito do compartilhamento de links, um pouco de Patsy Cline pra vocês. Mas esse fui eu que fiz, ó:
http://youtu.be/F46YX03AH4Y
Fiquem bem. Qualquer coisa, me chamem.
Compartilhar links e curiosidades também era muito mais complicado em dois mil e um, dois mil e dois. Só tinha mesmo o blog pra fazer isso. Você acha que Orkut é ultrapassado? Pois a gente usava Friendster e Multiply! Não tinha Twitter, Facebook, Google+ nem nada disso: tinha, sim, um garimpo danado pra achar alguma informação disponível sobre algum assunto específico (geralmente a gente procurava no Altavista e achava num diretório qualquer do Tripod ou do Geocities), mas até para atualizar constantemente essas páginas era complicado, porque requeria alguma noção de html e publicação, então quando vim pro blogger.com, vim com esse espírito, digamos. E com o espírito de uma jovenzinha de vinte e poucos anos que, apesar de trabalhar e estudar, tinha mais tempo e disposição para achar as palavras certas para escrever, também.
Entreter com as palavras, definitivamente, é para poucos: requer uma dedicação que, confesso, não tenho mais, já que divido minha dedicação ao trabalho, aos estudos de pós-graduação, aos projetos paralelos, ao marido, à casa, ao ukulele, à família, ao bambolê e, quando sobra um tempinho, à vida social, atualmente mais online do que qualquer outra coisa. Se você perguntar "mas, Lia, você desaprendeu a escrever?", ouvirá um sonoro "não" como resposta, e te entubo um artigo acadêmico, uma aula de roteiro, duas ou três justificativas de abertura de processo, um plano de comunicação... e te garanto que tudo isso é muito bem escrito! Mas, para isso, precisei aceitar minha verdadeira vocação, que não era ser 'a sucessora de Paul Auster', como eu gostaria. Sabe aquelas histórias incríveis sobre o próprio ato de escrever? Personagens indissociáveis de seus autores? Já admiti que não vou fazer isso. Textos incríveis narrando o submundo do Rio de Janeiro, o rock'n'roll em sua mais pura essência, putarias e bebedeiras? Olha bem pra minha cara de dona de casa responsável, vai ler um Bukowski e não me enche o saco.
Também já admiti, e se você é um desses leitores antigos que me acompanha desde o Elevador.org, sabe disso, que aqui também não é lugar para crises existenciais, relatos pessoais demais, não é lugar de abrir meu coração. Primeiro porque não tenho crise existencial desde 2006, mais ou menos. Segundo porque abrir o coração num espaço onde, potencialmente, todo e qualquer desconhecido pode chegar, não é exatamente meu ideal de privacidade. Depois fica aquele bando de gente que acha que te conhece intimamente porque leu um texto teu na internet... já passei por isso e não quero de novo, não.
Então pra que serve este blog, pelamordedeus?
Faz sentido continuar escrevendo em blog?
Rá.
BAZINGA!
Enganei vocês direitinho. Não, este post não é um post de 'este blog não tem mais sentido'. Foi só um exercício de digitação e brainstorming mesmo. Tenho andado muito sintética ultimamente, e na internet tenho compartilhado mais do que criado (mas é que, gente, a vida offline tá uma loucura! UMA LOUCURA!). Como estou de férias, achei por bem escrever um pouco mais que o habitual, pra lembrar que ainda sei fazer isso.
Fiquem bem.
Pra não perder o hábito do compartilhamento de links, um pouco de Patsy Cline pra vocês. Mas esse fui eu que fiz, ó:
http://youtu.be/F46YX03AH4Y
Fiquem bem. Qualquer coisa, me chamem.
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segunda-feira, outubro 31, 2011
Arte nas férias!
Aos leitores de Lounge que não sabem ou não lembram que este sítio será melhor aproveitado se em conjunto com outros sítios, aviso e comunico que Lounge Redux é o tumblr em que compartilho alguns links diretamente do GReader, e também imagens interessantes encontradas nas internets.
Hoje, por exemplo, foi dia de compartilhar imagens de ilustradores e artistas em exibição nos encontros do Pictoplasma, e também imagens vintage/~vaudeville.
Colírio para seus olhos, diversão para a alma. Acompanhe Lounge Redux aqui. Para os fãs de um bom Rss, vocês podem acompanhar por aqui também.
Hoje, por exemplo, foi dia de compartilhar imagens de ilustradores e artistas em exibição nos encontros do Pictoplasma, e também imagens vintage/~vaudeville.
E tem também imagens da galera do ukulele no Rio de Janeiro. CLARO! :-)
Colírio para seus olhos, diversão para a alma. Acompanhe Lounge Redux aqui. Para os fãs de um bom Rss, vocês podem acompanhar por aqui também.
terça-feira, outubro 25, 2011
Dia de finados está chegando e...
...e Lounge gosta de calaveras mexicanas.
Confira este lindo curta-metragem do Instituto Mexicano de Cinematografia:
http://youtu.be/VR_hPPV8td8
Confira este lindo curta-metragem do Instituto Mexicano de Cinematografia:
http://youtu.be/VR_hPPV8td8
segunda-feira, outubro 24, 2011
Rio Comicon 2011 - Nós fomos!
A segunda edição da Rio Comicon foi ESPECIAL. Só fomos ao evento hoje, mas ontem o evento foi até nós - com Chris "X-Men" Claremont e Bob "Dark Horse / Legendary" Schreck indo até o show da nossa banda, curtindo, parabenizando a gente e deixando que a gente os tietasse:
Ouvimos dizer que a filha do Guido Crepax até agora amaldiçoa a galëre
por ninguém ter dito pra ela onde era o trelelê. EPIC WIN! De qualquer forma, não podíamos deixar de conferir a Rio Comicon, que mesmo com as mudanças na organização (a gente gosta do Ricky Goodwin!) continua morando nos nossos corações e... ei! Quadrinhos! Autores independentes! Cosplayers! Encontrar os amigos nerds todos e mais alguns! E, acima de tudo, eu e Cid fomos lá honrar uma das paixões que nos uniram: la bulle. A banda desenhada. Os quadrinhos.
Dresscode: óculos de grau e camiseta de personagem de gibi LIBERADOS!!!
A exposição com os originais do Will Eisner estava uma coisa de louco. No coração da tempestade, Avenida Dropsie, O Edifício... tudo aquilo que a gente leu, adorou e idolatrou, e mais um pouco, nas versões rabiscadas, com letra colada por cima, cadernos de esquetes do Mestre...
Confesso que quase chorei na ala The Spirit. AMO tanto que não ousei ver o filme que, dizem, é uma desonra à obra de Will Eisner.
A expo do Crepax era modesta em termos de quantidade, mas tinha umas estantes que davam vontade de levar pra casa.
Cosplayers, geeks, nerds, fanboy, artistas, curiosos, famílias inteiras formando o caráter de crianças que, apaixonadas por seus super-heróis favoritos, provavelmente criarão o gosto pela leitura, pela criação, pelas artes, assim como nós criamos.
...um por do sol desconcertante lá na Leopoldina:
...e muitos reais gastos nos estandes, especialmente o da Livraria da Travessa. É muito bom ver que a produção nacional independente não apenas continua prolífica como de qualidade - várias paradas lá de deixar o queixo caído e morrer de inveja branca porque eu jamais conseguirei fazer igual.
Curtimos. Se tiver em 2012, iremos novamente. E que venha o FIQ em BH!!! Bill Sienkewicz estará lá! OBA! \o/
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sexta-feira, outubro 21, 2011
Meu outro blog é um blog de autoajuda e...
...e hoje eu conto pra vocês como estou fazendo para botar as finanças em dia! Autoajuda: Botando as finanças em dia - lê lá!
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segunda-feira, outubro 17, 2011
Uoooooooooooooooouuoooouuuuuoooooooo...!
Existe algo meio sádico em ver gente se dando mal. Não, não, não é simplesmente torcer contra - tem gente que diz que tudo o que a gente deseja volta pra gente, certo? Mas sabe quando o cara PEDE pra se dar mal? Há situações em que os envolvidos parecem que estão pedindo pra que um acidente aconteça. Aí eu dou a maior força - sempre fazendo a ressalva para que não seja nada grave e tals.
Tipo os vídeos do FailBlog. Que site, senhor. Que site:
Ok, acabou minha dose semanal de maldade. Voltemos às fofuras e coisas divertidas (se bem que sadismo diverte, de alguma forma)...
Ok, acabou minha dose semanal de maldade. Voltemos às fofuras e coisas divertidas (se bem que sadismo diverte, de alguma forma)...
quinta-feira, outubro 13, 2011
Analógica
Prefiro escrever e anotar coisas em papel, por mais incrível que possa parecer. Computador é sempre uma mão na roda, não sei o que seria da minha vida sem o google, mas um bloco e uma caneta jamais me deixariam na mão - ao contrário de um dispositivo eletrônico dependente de energia elétrica e da boa vontade dos Deuses Que Regem os Computadores.
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curiosidades
terça-feira, outubro 11, 2011
Aux Champs-Élysées...
Porque eu toco ukulele, falo francês e queria mandar uma musiquinha goodvibe pros leitores de Lounge, pra me desculpar da ausência prolongada:
http://youtu.be/TlIBDze7U6Q
Boa semana pra vocês!
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