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domingo, março 09, 2003

Eu AINDA preciso falar dos shows do Glamourama?
Ainda preciso falar de como é bom encontrar pessoas que não via há tempos, e conhecer ao vivo pessoas que eu estimo muito (Maryana! Tati!)? Ainda preciso falar de como esses festivais têm o poder de me tirar de casa com muito mais prazer do que uma ou outra festinha apenas com DJs, sem bandas?
Ainda preciso avisar que um festival que abriga Go!, Netunos e Canastra - a banda que um dia se chamou Influenza e tem o Renatinho (Acabou La Tequila) e o Edu (Big Trep) - é, definitivamente, o MEU lugar?
Não preciso, né?
Vou ali rever mais amigos queridos e tocar airguitar e dançar hula e babar na guitarra com flames e dadinhos do Bjorn e já volto.

sábado, março 08, 2003

Recuerdos de Ypacarai
Ok..
É chegada a hora..
Eu preciso confessar isso.. uma hora eu IA TER QUE SER SINCERA COM VOCÊS.
Eu GOSTO de "Lua de São Jorge". E de "Trem das Cores". E de "Lua e Estrela". Eu gosto dele tocando cheio de distorções e microfonias no festival. Pra não dizer que só gosto das coisas antigas do Caetano Veloso, eu gosto do "Estrangeiro" e do "Fina Estampa". Pronto, falei.
* * *
Também fiz o teste Que integrante do Gerador Zero voce eh ?
Eu sou o FZer0.
Ê!
* * *
Bom programa para hoje antes do festival no Ballroom:
"OS COWBOYS DE LENINGRADO VÃO PARA A AMÉRICA", na Sessão Cineclube do Odeon, às 20:15.
Os Leningrad Cowboys são os insanos que tocaram no Ballroom em outubro do ano passado e quase ninguém foi ver (povo "roque" do Rio de Janeiro, onde estavam vocês numa hora dessas?). Os caras desfiam um vasto repertório de covers bizarras, insanas, improváveis e METAAAAAAU, escondidos por topetes gigantes e um figurino esquisitão, e o show é realmente um show de ROCK.
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Depois vamos todos ver Glamourama, Wander Wildner, Diego Medina.. se eu chegar a tempo de ver o ONNO, melhor ainda :)
* * *
A Aline já tinha avisado desse spam, mas eu não botei uma fé até receber em minha própria caixa de e-mails a inacreditável notícia de que a Teoria da Relatividade havia sido superada.
Inacreditável, nesse caso, é que uma teoria como a Teoria do Vortex precise ser divulgada por meio de spams, e não em revistas especializadas em ciência. A Teoria do Vortex parte do princípio de que o tempo não existe, é um fenômeno criado pelo movimento. Sem o conceito de tempo tal como o conhecemos, todas as teorias que se utilizam dessa variável vão por água abaixo. Inclusive a da Relatividade. A retórica deles em provar que o tempo não existe é que são elas..
Enfim, vale a pena digerir o site todo. O grande lance da ciência é que nada é definitivo e que todas as teorias podem ir por água abaixo. Mas eu realmente espero que isso não seja sério.
* * *
Eu sei que já falei disso aqui em algum passado remoto, mas imagina eu com uma guitarra dessas?

sexta-feira, março 07, 2003

Her name was Lola/ she was a showgirl
Ninguém merece voltar ao trabalho cantarolando os versos iniciais de "Copacabana", do BarryManilow, o dia inteiro.
E o pior é que hoje, os versos que martelam incessantemente minha cabeça são os de "Deixa chover/ deixa a chuva molhar".
Issaí. Guilherme Arantes.
Ninguém merece. Minto. Eu mereço.
* * *
Her name was Lia/ she was a rocker
Essa noite sonhei algo sobre ir com os Netunos comprar uns galões de tinta para fazer o cenário de alguma coisa, então aproveitei para fazer compras de páscoa: umas balas de chocolate recheadas com cereja, que eu fiquei pau da vida que minha tia Martha abriu e comeu antes de eu pagar.
Havia algo também sobre experimentar umas calças horrorosas na casa da minha mãe, e sobre desentupir banheiras com os ralos cheios de lodo.
Alguma relação com a realidade?
Não, obrigada. Assim espero.
* * *
Her name was Leia/ she was a princess
- Excesso de silicone faz seio de modelo explodir - Leia a notícia aqui.
- FAQ de como escrever uma FAQ, aqui.
- 50.000 irlandeses bêbados querem bater o recorde mundial de número de vozes num karaokê. Leia a íntegra aqui.
* * *
Estreou 'Chicago'
Alguém pra ver comigo? Alguém?
Poderes
Fico imensamente feliz quando as pessoas se preocupam comigo e me atribuem poderes que não tenho - você acha que se eu soubesse manipular pessoas eu estaria aqui ainda? Eu estaria era enchendo o rabo de grana fazendo mágica no Fantástico! Eu me meteria com política! Eu teria todas os continhos de merda que escrevi publicados e elogiadísimos! Eu hein.
* * *
Estou sentindo cheiro de projeção aí - não sou eu que fico reclamando a ausência das pessoas de quem me afastei porque quis ou em quem dei patadas a vida inteira. Não sou eu que viro noites elaborando formas fofas de conseguir atenção e mostrar "olha como eu sou legal", depois de ignorar meio mundo e destratar a outra metade. Pessoas frias, calculistas e psicopatas premeditam esse tipo de coisa, e ruminam seus planos durante meses, sabia? Pois é. Se quem me chama de psicopata age como um, é hora de rever seus conceitos.
* * *
Outro poder que ainda não consegui é o da invisibilidade - logo, alguém que me conhece/esbarra comigo negar minha presença/ existência no mundo soa tão insano quanto negar a existência de carros na rua.
Maluco 1 - "Não, cara! Carros não existem! Olha só como eu atravesso a rua e eles não me atingem!"
Maluco 2 - "Não, cara! A Lia não existe mais! Morreu pra mim! Ué, se ela morreu, como é que a presença dela me incomoda tanto que eu não consigo ficar em paz no mesmo recinto que ela?"
Ah, é, esqueci que certas pessoas têm o poder da mediunidade.
E eu, graças a deus, tenho o poder de me divertir com pouco. Heh.

quinta-feira, março 06, 2003

Notícias
Camarão de quase meio metro encontrado em Honolulu? Longa metragem do Chacrinha? Não haverá cerimônia do Oscar este ano?
Essas e outras você só lê no Conga Conga Conga News.
* * *
Da série: "Procuro, logo acho":
Hoje, numa conversa que só não era conversa de bêbado no pub porque ninguém estava bêbado, e falando de borboletas, Zebrinha do Fantástico enquanto trauma de infância e programação freak da TVS, lembrei do meu sonho.
Sonhei que eu era uma Pablo Impersonator.
Isso, eu pintaria o rosto com borboletas de purpurina, faria um ESCOVÃO no cabelo e imitaria o Pablo. Aquele, meu trauma de infância do Qual É A Música.
Era um programa do Silvio Santos - num estúdio muito tosco, diga-se de passagem - onde eu deveria dublar alguma música dos Secos e Molhados, como se fosse o Pablo. Eu contava com a Patty Gentil, instrutora de escova lá do Werner, que iria viajar. Entrei em pânico quando soube que a Ana Lucia, outra instrutora, não poderia ir - afinal, aquele cabelo 'príncipe valente' era imprescindível.
Minha imitação ficou para o dia seguinte, mas.. todo dia eu acordava e acontecia igual. Minto. No primeiro dia, esqueci da borboleta no rosto.
Não lembro de muita coisa, lembro do nervosismo, lembro do casting, lembro do teste na frente do espelho do camarim, lembro de cumprimentar seu Silvio, lembro de me emocionar ao ver aquele grupo do corinho do "Deixa pra lá/ deixa pra lá/ ome já maracugina que vem do maracujá!".
Infelizmente, não me recordo de ter efetivamente imitado o Pablo.
Foi isso.
Enfim, eu sei que ninguém aqui se interessa por sonhos doentios. Mas ei, esse é meu carderno de notas, ara.
Que raios, eu ainda sou normal.
* * *
Aguardem B.O.N.E.C.A..

quarta-feira, março 05, 2003

Quá quá quá!
Descobri porque eu sou a única dos meus amigos que não tem card no joguinho do Nix!
É que, de acordo com os critérios dele, eu tiraria 5 em tudo e ele não aguentaria me ver como supertrunfo, rá rá rá!
* * *
Ah, sim.
O Carnaval teve um ponto triste também.

(foto roubada do blog da Maryana)
Dona Celly, te desejo felicidades onde quer que você esteja.
Quarta Feira de cinzas É Oficialmente O Dia do Rock
Nem preciso falar da casa da Yael anteontem, trapalhões, cochilo na poltrona e jogo de cartas com prendas, ahn, DIFERENTES pra quem perdia. Nem preciso falar de sushi, discos da Doris Day a um real, Irish Pub, carnaval gay na Farme de Amoedo e de como eu terminei esse carnaval tão cansada que caí em cima da cama no último dia, e de lá não levantei. Agora vou falar do banner que meu amigo Claudio fez:


E de Elvis Ginger Gilmore, a prova viva de que não precisa ser homem pra imitar o Elvis, como você pode ver nessa foto:

* * *
Caraleo!!! O colecionador de orquídeas de "Adaptação" é o Ed Harris? Que puta trabalho de maquiagem, hein? - esquece, falei merda, no entanto deve ser por isso que ele estava irreconhecível, não era ele. Hah!
* * *
Which "Dead" Artist Are You?

Take the quiz at [clinically insane]

You are Elvis. What a way to go out, you died on the frickin' crapper. Sucker. Decades after your death, you broke the record for most chart-topping singles, therefore making you the most popular artist on Earth. We know you aren't dead. We know you spy on people from your attic. Weirdo.

* * *
Só pra constar, entraram aqui procurando por "Hábitos bizarros de Michael Jackson".
Eu prometo que, a esse, dissertarei sobre o assunto.
* * *
Então é isso, amiguinhos.
Vou ali ver o novo Star Trek e volto mais feliz ainda.

segunda-feira, março 03, 2003

Turma da praia
Quando sete nerds (1, 2, 3, 4, 5, 6, e 7) resolvem ir à praia, cai um temporal.
Até que o lance do camarote da Brahma furar foi uma boa mesmo.
As plumas das cabeças das fantasias estarão caidésimas e a Gisele Bundchen estará num mau-humor puto.
E entre cerveja e os drinks do Ranaur, adivinha o que eu prefiro?
Papo de Mãe
Me liga. Diz que tá vivo. Não precisa dizer onde está, não dou a mínima se você está no motel com sua namorada, só quero que você esteja seguro.
Sabe como é, filhão, no carnaval as pessoas perdem a linha.
Você sabe como são as pessoas. Em vez de fazer o que querem durante todas as suas vidas, vivem frustradas, se segurando, então sob o primeiro bom pretexto para se excederem, exageram. Perdem os limites, uma vez que não têm a medida para o que nunca fazem. Em vez de ficarem altas, entram em coma alcoólico. Em vez de fazerem amor com suas namoradas, saem por aí comendo todas. Qual é o propósito de beijar alguém, um ato tão íntimo, sem nem saber o nome da pessoa?
As pessoas no carnaval ficam vazias, filho.
Deixa a mamãe tranqüila. Me liga dizendo que está vivo. Eu confio em você, meu filho, não confio é nos outros.

domingo, março 02, 2003

Pré Carnaval
Sexta feira teve Zumbi do Mato e Glamourama na Nautilus.
Os três shows foram maravilhosos: os das bandas, e o de BrunoC cantando no karaokê indie.
É bom botar um ano de conversas em dia com alguém que, apesar de ser seu oposto, fez parte da sua vida durante anos. É bom ver os amigos, é uma merda se sentir indie oldschool - quando rolou Pelvs (a música do "I'm not saying I miss the carpet") e só eu dançando amarradona, acompanhando a letra, como se essa música tivesse marcado uma época foda, e de fato foi, só não me senti deslocada porque o Dj e sua consorte me entendem.. é bom também saber que.. que.. não. Dessa vez vou me conter.
O fato é que ver o rock/jazz demente do Zumbi e o rock-cada-vez-mais-arena do Glamourama me deu ROCK suficiente pra encarar a Feijoada do Amaral, ontem, no complexo de
entretenimento Méli Mélo/ Gattopardo..
* * *
Muitos tamanquinhos cor-de-caramelo e barriguinhas de fora. Toda a juventude sarada e morena de sol do RJ foi. Eu, do alto da minha Melissa de salto, customizei minha blusa patrocinada pela Bavária e, tal qual uma moça típica da referida região, fui promovida a 'estilista', 'modelista', 'costureira' e 'customizadora profissional'. Então tá, né?
* * *
Esse aí é o famoso QUEM?
De repente, algum apresentador de algum programa que nunca vi abraçava algum famoso de quem nunca ouvi falar, até eu ouvir da minha companheira de labuta, diante da minha interrogação na testa: "Ah, esse tem um quadro no Zorra Total", "Essa é casada com aquele cara baixinho", e por aí vai.
* * *
A Dercy foi. O Agildo Ribeiro foi. O André Correa, que era do 3o ano quando eu estava na 7a série do Centro Educacional de Niterói, e me sacaneava porque eu achava os colegas dele lindos, foi.
* * *
Quando franceses te perguntam se você é francesa e elogiam tua habilidade no idioma, é hora de rever certos objetivos profissionais, e aproveitar melhor esse dom.
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A feijoada em si era boa pra caramba. Se todo mundo que faz feijoada tivesse condições de cozinhar cada carne numa panela diferente.. ah, esses caras têm a manha. Estou sentindo os efeitos da comida e da caipirinha até agora.
* * *
E hoje tem Netunos na Casa da Matriz. Mais rock pra me vacinar para a comemoração carnavalesca de amanhã: Camarote da Brahma. Como de praxe, depois explico. Só posso adiantar que a Yael e o Raul Gazolla estão envolvidos.
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Música do Dia: Addicted to Love, do Robert Palmer, na versão cover do Ciccone Youth.
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Hiro, não vai sair nesse bloco não?
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E pra você, que já cansou de samba, suor e cerveja, puxe um copão de groselha gelada, ligue o ar refrigerado e baixe os sons do Commodore 64 remixados aqui.
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