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terça-feira, julho 31, 2012

transporte ativo é isso aí

quarta-feira, julho 25, 2012

Fé na humanidade

Cheguei em casa ontem à noite mais ou menos ao mesmo tempo que uma moça e seus três cãezinhos. Eu, cansada, uma bolsa, uma mochila, uma sacola cheia e uma furadeira, louca pra tomar um banho e cair na cama, e o terceiro cãozinho ali, recusando-se a entrar no elevador. E aí a fofura começou. Sim, muita fofura e muito amor. Filhotes fazendo traquinagens? Que nada: era o NOME do cãozinho, mesmo.

- Coltrane!
- Coltrane, entra!
- Coltrane, vem!

John Coltrane cedeu aos apelos da dona e eu não resisti:

- Os outros dois são jazzmen também?

No que a dona, aparentando uma certa satisfação por alguém ter entendido, respondeu:

- Esse é o Louie Armstrong e essa é a Nina Simone.

E eu tive minha fé na humanidade restaurada naquele momento: existem pessoas boas nesse mundo. Porque, né, chamar seus cães de John Coltrane, Nina Simone e Louis Armstrong é muito amor...

terça-feira, julho 17, 2012

Inception - ou melhor, um sonho metalinguístico

Eis que, no meu sonho, onde conversava com uma amiga querida sobre umas aulas que ela irá me dar, eu reparava bem no cenário - um pátio quadrado ensolarado que abrigava várias atividades zen - e chegava à brilhante conclusão: "Olha! Já sonhei com esse lugar! Parecia diferente, mas era esse lugar mesmo, tenho certeza! Em sonho, as coisas nunca são muito iguais à realidade, né? Sempre rola uma distorção. Mas já sonhei com isso, sim!".

Porque, há algumas semanas, já havia sonhado com um cenário muito parecido. E sei que não era viagem minha de lembrar de um sonho dentro de outro sonho, pois lembro perfeitamente de ter relatado meu sonho do pátio zen-budista pela manhã.

No primeiro, não lembro da data correta, mas não faz muito tempo (pois a lembrança ainda é bem nítida), eu passeava ali pelo Jardim de Alah à noite. Naquela espécie de 'ponte' entre Leblon e Ipanema, tinha uma porta no final da ponte, com uma espécie de entrada para algo montado temporariamente ali, pessoas controlando entrada, como se fosse um evento. Não era um evento, era uma academia de ginástica. Por deus, não me perguntem, não faço ideia do que meu inconsciente pensou naquele momento. Sei que era um ambiente meio festa, evento, gente dando brinde e tals. Cruzei por aquilo ali meio sem graça e dei de cara com uma OUTRA porta. Um jardinzão de inverno, enorme, com várias atividades zen rolando. Eu queria saber o que era aquilo. Uma moça vinha me recepcionar, me levava para fazer um tour pelo local, mas deixava muito claro que aquilo ali não era pra mim.

Alguém explica?

* * *

'Inception' rolou essa noite. Eu tava entrando numa escola de música pra ter aulas com a amiga que se ofereceu (acordada mesmo, isso não foi sonho) para ser nossa preparadora vocal. Era uma espécie de casarão antigo, pé direito alto, eu tava lá esperando alguma coisa. Então chega a amiga e a gente vai pra uma salinha pra falar em particular. E essa salinha tinha uma parede aquário, tipo aquelas de estúdio, e a gente tinha que atentar para o fato de que, como num estúdio, as pessoas do outro lado poderiam estar ouvindo. Então olhei pra parede do outro lado e vi o mesmo jardim de inverno, só que um pouco diferente. Pra você ter uma ideia, ó:


Foi como se eu tivesse entrado pelo outro lado. E o lugar parecia um pouco diferente, mas era o mesmo. Menos pessoas meditando, era um clima um pouco mais descontraído, mas ainda era um lugar lindo. E, do outro lado, a porta que dava para a academia de paredes pretas que, vendo agora, parecia um estúdio de TV. "Olha! Já sonhei com esse lugar! Parecia diferente, mas era esse lugar mesmo, tenho certeza! Em sonho, as coisas nunca são muito iguais à realidade, né? Sempre rola uma distorção. Mas já sonhei com isso, sim!"

E, no sonho, comecei a me questionar se eu havia mesmo sonhado com o lugar ou se, na verdade, eu já tinha visto fotos ou visto algum lugar parecido, pois talvez só isso explicasse 'sonhar com um lugar que eu não conhecia'.

Cara, até em sonho a pessoa cria teorias.
* * *

Também sonhei que via umas paradas - igrejas, paisagens do Centro do Rio - com filtros de instagram.

Vai entender...

sexta-feira, julho 13, 2012

Desejo consumista do dia - #001

Uma maquininha portátil de espresso que nem essa:


Especialmente se os cafés saírem REALMENTE como esses aí da foto, coisa que me faz salivar só de olhar...

* * *

Ah... café!

sexta-feira, julho 06, 2012

Entrevista com seu futuro eu - e os problemas do vídeo na internet

As queridas Beth Salgueiro e Patricia Della Nina compartilharam um negócio formidável hoje: um post de um blog do jornal O Globo com um vídeo de um sujeito chamado Jeremiah McDonald - que, quando ainda era um sujeitinho de 12 anos, gravou uma fita vhs com umas perguntas (e, eventualmente, umas respostas e interjeições de espanto) para si mesmo, para que respondesse no futuro.

Pois o futuro chegou, McDonald achou a tal fita e respondeu as tais perguntas:


http://youtu.be/XFGAQrEUaeU

Não me espanta que o moleque tenha virado cineasta/videomaker. Perceba que ele grava também algumas respostas e interjeições que, em algum momento, encaixam com as respostas de seu futuro eu.

* * *

A matéria é interessante, o vídeo é formidável, mas talvez seja mais interessante ainda (será?) refletir sobre a impossibilidade disso acontecer de novo. Um moleque que se grava em vídeo hoje provavelmente não terá onde assistir o que gravou daqui a vinte anos, simplesmente porque os formatos de vídeo mudam, os encodings mudam, as mídias para assistir aos vídeos mudam e... você realmente acredita na perenidade do digital? Eu duvido bastante.

Pra não dizer que crianças com câmeras, hoje, já colocam tudo no Youtube. Existe toda uma cultura do imediatismo, do 'gravei, agora tenho que postar mesmo que esteja tosco', o que faz com que todo e qualquer vídeo caseiro vá parar na internet. Não vou bancar o Andrew Keen e dizer que 'vídeos caseiros estão matando a arte' - é ÓBVIO que dar às pessoas o poder de produzir e divulgar seu conteúdo, junto com o potencial de audiência, é sensacional! Mas, convenhamos, dê uma câmera e acesso à internet a uma criança que, justamente por ser criança, não tem muita noção de como funciona o mundo, e você vai ver todos aqueles vídeos que na minha e na sua época eram privados (sim, vai dizer que você nunca gravou uma fita cantando por cima do karaokê da Xuxa? vai dizer que você nunca descobriu o poder dos botões rec e pause em montagens incríveis de áudio ou vídeo? Vai dizer que hoje você não morre de vergonha desse material e dá graças a deus por ele ter se perdido no tempo?

Agora imagina se você tivesse postado essas gemas, sensacionais para uma criança de 10 anos mas altamente constrangedoras pro adulto (especialmente para o adulto que essa criança foi) na internet?

* * *

Não que crianças não devam fazer vídeos. O vídeo de Jeremiah McDonald é a prova CABAL de que devem. Tenho outras provas, como o curso de animação em Super8 que fiz em 1986 e que teve uma taxa de 'crianças que viraram cineastas ou coisa parecida' acima da média, ou as escolas que estimulam a produção de multimídia por seus alunos e, como resultado, têm alunos capazes de solucionar problemas pensando criativamente (e passando em todas as provas 'caretas' também). Criança PRECISA experimentar com vídeo. Até porque, se for uma pequena cabecinha brilhante como a desse moleque, pode gerar um dos vídeos mais formidáveis da internet atualmente, tão povoada de vídeos caseiros que, outrora, ficariam restritos - sabiamente - apenas ao âmbito privado.


quarta-feira, julho 04, 2012

Boson de Higgs e teoria do Big Bang for dummies

Parece que a existência do Bóson de Higgs está mais perto de ser confirmada pelos cientistas do CERN.

Você LEMBRA, né? Lembra bem da galera que está em Genebra tentando (okay, vou simplificar aqui) reproduzir o Big Bang com um mega colisor de hadrons (hadrons, se você matou as aulas de química na escola, são partículas feitas de quarks, e que variam pelo número de quarks e pelo tipo de spin - e spin é exatamente isso que você acha que é: os movimentos - giros - das partículas).

Boson, seu pervertido, não é um par de peitos. É uma partícula (de spin inteiro, aliás). E esse, especificamente, é chamado de Higgs por causa do cientista que escreveu, há algumas décadas atrás, sobre uma partícula fundamental que, em tese, teria dado origem a tudo.

Imagino que, se você frequenta esse blog, você acredite um pouco na teoria do big bang, não? Por incrível que pareça, a musiquinha do Barenaked Ladies pode ajudar a entender um pouco dessa história aí:



http://www.youtube.com/watch?v=ItIdeKg5kt4

Bom, vamos lá: há rumores de que o universo esteja constantemente se expandindo. Se ele está se expandindo, quer dizer que, retroagindo no tempo, ele deva ter sido menor. Mas o universo está aí há TANTO tempo, que em algum momento ele deve ter sido uma partícula de porra nenhuma. O que minhas tias católicas chamam de ‘e Deus fez a luz’, é algo como a teoria de que o nada que veio antes do universo não era exatamente um nada: era matéria, sabe-se lá em que estado, mas sabe-se que (ou melhor, estão tentando provar isso agora), quente e densa, virou partícula e explodiu. E, no que explodiu, partículas começaram a se juntar, formando outras partículas um pouco mais complexas, que juntas formam outras um pouco mais complexas e agora estamos aqui todos nós, reunidos, emocionados com essa história.

Não, gente, sério. Tou quase chorando aqui de emoção, de verdade. Acho isso lindo demais.


E você com isso? TUDO. Os nerds lá de Genebra estão começando a achar evidências dessas teorias todas - que deram origem ao sol, às belas praias, aos dias bonitos, às luas cheias, aos pandas, aos ornitorrincos, ao chocolate, ao café, ao creme de menta e a você.

Próxima vez que seu filho perguntar ‘de onde eu vim?’, você já tem a resposta pronta...
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