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quarta-feira, novembro 30, 2011

E se a abertura de Batman, a série de 66, fosse...

...baseada no filme de Christopher Nolan?

Sairia algo mais ou menos assim:

domingo, novembro 27, 2011

Chaça é arte

O blog Popular de lujo volta e meia nos agracia com arte popular, ilustrações de rua de todas as partes do mundo, sempre uma overdose de cores fortes e formas conhecidas. Este post sobre a mostra de rótulos de cachaça que rolou no instituto Tomie Ohtake é tudo de bom , uma compilação incrível. Mesmo. Próxima ida ao mercado ou ao boteco, preste atenção nos rótulos. Você está cercado de arte. Vale a pena demais.



Eu já sabia. Já era do tipo que viaja em imagens corriqueiras e que tinha por hábito observar o mundo à minha volta, trabalhar com produção de arte e cenografia de objetos só agravou minha condição de observadora da arte cotidiana. Trabalhar com direção de arte em agência de publicidade só me fez respeitar ainda mais artistas, ilustradores e designers, especialmente os que conseguem, de fato, embelezar o mundo. Com vocês, dois dos meus rótulos favoritos:

Catuaba selvagem, um PRIMOR do kitsch (o rótulo é metalizado, minha gente!)

 E os lindos fósforos zebra:




E os SEUS rótulos e embalagens favoritos, quais são? Quando foi a última vez que você se tocou de que a função dos designers e ilustradores era mesmo embelezar o mundo?

sábado, novembro 26, 2011

Empresas que criam problemas para os clientes, em vez de dar soluções


(baseado em histórias reais)

Você tem uma empresa de consultoria. Ou você é uma agência de comunicação "estratégica". E aí, na vontade de impressionar o cliente, você cria um plano mirabolante, envolvendo muitas mídias, concurso cultural, um ano inteiro de prêmios, e por aí vai. O cliente, é claro, gosta. E você, agência que apenas cria "soluções estratégicas" e não tem pessoal para executar, criou um problema: você não deu a solução completa.

Em primeiro lugar, você apenas deu a ideia para o cliente se virar com o que tem. E o cliente tem menos pessoal do que a sua agência.

Em segundo lugar, você esqueceu do básico: dizer quanto a brincadeira vai custar.

Em terceiro lugar, você se esqueceu de checar com antecedência quais são as implicações para o cliente em realizar certos tipos de ações: digamos que, para uma empresa privada, algumas coisas sejam mais simples do que para uma empresa pública, que precisa necessariamente licitar serviços. Digamos que ele queira, dê um jeito mas, ao longo do processo, descubra falhas no seu planejamento (por exemplo, um concurso para escolher algo importante como uma peça de comunicação que será "a cara da empresa", com poucas opções, precisa necessariamente ter opções já previamente aprovadas para serem "a cara da empresa" para não correr o risco de nenhuma peça atender aos requisitos).

* * *


Sim, é possível ser uma empresa de consultoria. Sim, é possível focar apenas na estratégia, sem precisar executar. Mas:

- Tenha uma rede de fornecedores à disposição, caso o cliente não tenha;
- Orce com eles ANTES de apresentar a proposta ao cliente;
- Orce com outros fornecedores também, para não apresentar propostas com orçamentos muito distantes da média de mercado;
- Caso o cliente já tenha um orçamento estabelecido, faça sempre propostas adequadas ao orçamento.;Caso não tenha, vale a pena dar a opção incrível, a opção média e a opção barata e a custos reduzidos, sempre lembrando dos prós e contras.

E antes de tudo, antes de tudo mesmo, ENTENDA o cliente. Entenda o setor, entenda o ramo de atividade, entenda as implicações legais para a execução de certos trabalhos. Muitas empresas pecam por ignorar as condições sob as quais sua proposta será - ou não - realizada.

Não preciso nem falar de prazo, certo? Se a reunião para a campanha 2012 aconteceu em JUNHO, é porque em JULHO o cliente quer a proposta para ser lapidada até outubro, mais ou menos, quando a produção das peças vai começar. Pra que esperar até as vésperas do evento de lançamento?

* * *

Na boa? Se um dia eu abrir minha própria empresa de consultoria, de falta de planejamento não morro. Quem aí acha, inclusive, que eu deveria fazer isso, levanta a mão.

terça-feira, novembro 15, 2011

Surf music e go-go dancing

Para que essas pérolas videomusicais não se percam na enxurrada de atualizações de status do facebook e do twitter, reproduzo os hits do dia aqui no blog. Liguem as caixas de som e divirtam-se:


The Bambi Molesters - "Bikini Machines"
Surf music mais tradicional, sabe-se lá como a banda foi parar em abertura de novela da Globo ("Bang Bang" é, até hoje, assunto proibido nos corredores do Projac - inovou DEMAIS, acho). Neste clipe, uma cat-fight de go-go girls em bambolês, e uma música delicinha. Fetiche falou alto aqui:


http://youtu.be/g1C1N8KYhtY

* * *

Messer Chups - "Lipstick Twang"
Ainda na vibe surf, mas agora aquele surf que vem direto do espaço, este vídeo é um dos raros que não retratam ETs nem luchadores nem figuras quase fantásticas: uma mocinha normal, num carrinho básico, com um scarpinzinho vermelho básico, uma decoração simplezinha e um ukulelezinho modesto. ORA! Esses caras são bons!


http://youtu.be/_evbR-tSSWg


Los Straitjackets - "Twist and grind"
De uns tempos pra cá, as Pontani Sisters se agregaram mesmo aos Straitjackets, o que torna tudo mais divertido: Angie, Jackie e... nunca sei se é Tara ou Helen, as World Famous Pontani Sisters, têm abrilhantado os já incríveis shows da banda. As moças, responsáveis por pérolas como os dvds 'Go-goRobics' ou pela coreografia go-go para 'Mambo Italiano', arrasam - desde os anos 60 que a gente sabe que twist, dancinhas e figurino burlesco têm tudo a ver... e essas botas brancas são meu objeto de desejo há alguns anos.


http://youtu.be/1FQVCkio0uY


* * *

De bônus, porque surf, go-go dancing e botas brancas nunca são demais, a abertura de um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Uma rodada de Psycho Beach Party pra galera!


http://youtu.be/lQ3DDHscA28

segunda-feira, novembro 14, 2011

Cadê os protestos pela educação, minha gente?

"Noam Chomsky debate o futuro dos novos movimentos", especialmente o das ocupações - que começaram em Wall Street e se espalharam não apenas pelos Estados Unidos como pelo mundo. Aqui a fala de Noam Chomsky: http://www.outraspalavras.net/2011/11/14/chomsky-debate-futuro-dos-novos-movimentos/ - mas eu, particularmente, tendo a concordar com o colunista da Cracked que, sem menosprezar a validade de se protestar contra os rumos que a economia vem tomando, concordamos que tanto lá quanto aqui falta FOCO, falta um direcionamento, falta a eleição de um porta-voz - porque, claro, no meio dos hippies fazendo oficina de tambor como 'forma de protesto', sempre tem um ou outro mais articulado que poderia falar em nome dos demais, justamente pro movimento ter credibilidade, e não ficar com a fama de "movimento nem um pouco articulado, um bando de hippies acampando e fazendo oficina de tambor, sob o pretexto de protestar contra o capitalismo quando o NOSSO capitalismo aqui no Brasil já tem o viés socialista que a gente precisa, e a bem da verdade a economia nos EUA pode estar à beira do colapso, mas o Brasil, embora não esteja muito bem, obrigado, está indo por um caminho bem interessante". Mas como a imprensa só vê os hippies e a galera pretensamente 'anarquista', e como os protestantes na maioria preferem empunhar cartazes de "não vote!" e "eles tiram nossa liberdade de expressão" em vez de propor ações (ações mesmo, não protestos contra) para melhorar a situação contra a qual protestam, acaba tirando toda a credibilidade de um movimento que poderia até ter credibilidade se tivesse um mínimo de foco e de agenda. Por "agenda", leia-se "FAZER algo, em vez de apenas protestar contra".

Mas, voltando à matéria sobre a opinião do Noam Chomsky, eu acho que vocês, protestantes que têm tempo livre pra acampar e não precisam bater ponto em empresa pra botar a máquina do capitalismo pra rodar para incentivar a produção independente de arte e cultura e ajudar VOCÊS, artistas, a terem sua arte produzida e reconhecida, deviam se ligar num trechinho besta da matéria:

Na última quarta (9/11), um protesto contra o endividamento dos estudantes – que está beirando 1 trilhão de dólares e pode se transformar numa crise semelhante à das hipotecas – foi aberto por uma bandeira dos Estados Unidos e uma faixa contra o capitalismo…

Vamos lá, galerinha amiga:
- Faixa contra o capitalismo: é esse capitalismo que permite que vocês se organizem "de maneira anárquica" pela internet para realizar o movimento. É esse capitalismo que permite que vocês tenham acesso à máscara do Guy Fawkes (e, aliás, é esse capitalismo que permite que vocês ou deem dinheiro para grandes corporações, já que o personagem pertence à Warner, ou, pior ainda, comprem baratésimo de fabricantes chineses, provavelmente exploradores de empregados de fábricas, já que o preço que se paga pelos artefatos não cobre a produção). É ISSO que tira a credibilidade do movimento. É por ISSO que eu não compactuo com esse protesto (não da maneira como está sendo conduzido).
- Que tal escolher um foco? Um único assunto para protestar, para propor uma agenda de melhoria, para levar para quem realmente tem poder de decisão? É a economia? Vocês não leem as notícias internacionais, que dão conta de que, mais uma vez, vamos passar bem pela tal crise mundial? Que tal... prestem atenção, isso é puro ouro: resolver o tópico EDUCAÇÃO de uma vez por todas?

Fica a dica.

Emprego não falta no país. Cês tão ligados, né? O problema é que acreditamos que "sendo jornalistas, vamos ajudar a denunciar a corrupção", acreditamos que o estudo enobrece o ser humano, e nos recusamos a VIRAR LAJE, a LEVANTAR PAREDE, vamos estudar cinema e sociologia e o país está com DÉFICIT DE ENGENHEIROS E DE TRABALHADORES QUALIFICADOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL. Em vez de acampar na Cinelândia, que tal organizar palestras em escolas pra tentar dar um direcionamento aos milhares de estudantes-futuros-desempregados, para que eles escolham carreiras/trabalhos/empregos reais em vez de viver na utopia permanente de que "manifestações artísticas e culturais resolvem todos os problemas do mundo"?

Ainda no campo da educação, atenção para a crise do endividamento dos estudantes: lá, o ensino superior é PAGO. Não por mim, por você, pelo bolso do contribuinte, mas pelos próprios estudantes que, sem emprego depois que se formam, não têm como pagar os financiamentos. Aqui nós temos universidades públicas de excelência, gratuitas, cujos dirigentes já cogitam o modelo pago para poder manter o padrão de excelência. em vez de protestar para que eles arrumem financiamento de OUTRAS FONTES, e não dos próprios alunos (o argumento das dívidas é muito poderoso! usem!), vocês estão protestando contra o que mesmo?

Com educação, e melhor ainda, com educação profissional, teremos um país de pessoas inteligentes, safas e qualificadas e educadas para suprir as demandas de um país em desenvolvimento - e isso independe de 'capitalismo ou não capitalismo', já que muitos 'capitalistas de carteirinha' podem investir em escolas (vide aquela grande corporação de telefonia que pegou uma escola pública pra criar e hoje é responsável por uma das melhores formações de ensino médio da cidade!). 

Vocês sabem que só "pedir verba para educação" não adianta, né? Não adianta ter verba se ninguém quer SER PROFESSOR. Não adianta ter verba se ela não é direcionada para a valorização do profissional de ensino, seja fundamental, médio ou superior. Não adianta professores ótimos se, em casa, os pais não ensinam conceitos básicos como respeito ao outro, respeito às autoridades e valorização da profissão alheia.


Mas não. Vocês estão aí fazendo oficina de tambor e empunhando cartazes de trocentas causas ao mesmo tempo - que, pulverizadas, não ganham força. Na Cinelândia, em vez de num escritório discutindo como chegar até quem manda no país. Reclamando dos políticos, em vez de aprenderem a fazer política para, assim, mudar o mundo. Ei, que tal resolver um problema, e quando este estiver resolvido, focar em outro, e no próximo, e no próximo, e assim até que tenhamos a sociedade que a gente quer?

sábado, novembro 12, 2011

Vamos aprender a dançar? Parte 1

O ano era 2007, e um sujeito que me achou numa comunidade de alguma banda de swing jazz no Orkut deixou um recado enigmático. Algo como "oi, você gosta deste ritmo, estou dando aulas de swing dance gratuitas em Copacabana". Peraí. De graça, do lado de casa, aos domingos (aquele dia em que não tem nada pra fazer na cidade) e o que eu estava fazendo que não tinha ido lá ainda? Bem já estava reclamando que essas festinhas de rock indie alternativo não estavam com nada mesmo e - pá - me aparece um povo que curte uns jazzinhos antigos. E que curte dançar. Só faltavam mesmo as festas - que acabaram aparecendo com o tempo. Primeiro, tímidas, 3 ou 4 musiquinhas no meio de um baile de dança de salão.

Depois as práticas, os encontros na praia, os bailes do Mauro e da Adriana, depois o povo da dança indo a todo e qualquer show onde alguém tocasse um contrabaixo acústico, depois a coisa foi se misturando e dá pra dizer que hoje existe uma cena consolidada de lindy hop na cidade. Como não é uma dança da moda, acaba virando coisa de apaixonado por velharia - e apaixonados por velharia são capazes de coisas incríveis: outro dia mesmo, um grupo de apaixonados por velharias montou um espetáculo de vaudeville completo. Agora isso, um pusta evento com direito a luau na praia (e reza a lenda que minha banda estará lá!!), bailão com Mark Lambert e Orquestra Radio Swing, comemoração de 92 da Norma Miller (dançarina das antigas MESMO), muitos jazzinhos antigos e, pra quem quiser aproveitar as festas dançando com a gente (porque a gente dança, né?), aulas de dança. E digo uma coisa: essas festas com jazzinhos antigos não têm UMA música ruim! Vale muito a pena!



Dá pra ir só nos bailes, mas dá pra fazer as aulas de dança também, o que sai 230 pilas, incluindo os 4 bailes. Nunca dançou nada na vida? Vai pro iniciante. Já dança um pouco, mas quer melhorar? Alterna iniciante e intermediário. Já faz parte da turma e não se inscreveu ainda? Aiaiai, está dando mole.

Um dia eu decidi que queria aprender a fazer isso aqui, ó:

http://www.youtube.com/watch?v=D5xIJAD-Mec

Tirando as acrobacias, que nunca curti muito. He, he.

Mas você, se quiser aprender também, essa é a boa. ÔMEUSENHOR, não dá pra perder isso, não. Se bobear, daqui a pouco começa até a rolar competição com os argentinos nessa área também, porque o evento periga ser melhor que o LHAIF (brinks, LHAIF é LHAIF, os caras são parceiraços, mas quem não puder viajar pra Buenos Aires em janeiro já tem a alternativa do BSOE, hein?). , até porque isso te desobriga de ir até a Argentina em janeiro, já que vários professores vêm pra cá - tem argentinos, austríacos, suecos e, claro, a galera do Rio (que está cada vez melhor). Quer dizer, vale a pena.

Bora:


http://brasilswingout.com.br

quarta-feira, novembro 09, 2011

Cinema independente, bicicleta e autoramas. Só alegria!

Cabô férias, welcome to firma. E também aos planos de dominação mundial - não que férias não sejam pra isso também, mas sabe como é. Dominar o mundo agora é prioridade.


black coffee 

Ontem dei uma aula pra turma de roteiro da faculdade de cinema - aquela aula divertida em que mostro pra eles que existem milhares de possibilidades além da tela grande e, consequentemente, de uma distribuição mais ou menos - porque você ainda é jovem e iniciante e seu filme não tem como concorrer com os blockbusters da Fox, da Paramount e da Warner, e vai ficar restrito a um circuitinho fuleiro e não vai se pagar. E, se você cair nas mãos de uma equipe de marketing ruim, periga lançarem seu filme com uma estratégia incrível de "criar um blog do personagem e uma página no facebook". Também existe vida além dos editais de apoio, que são legais mas apoiam um número muito limitado de projetos, né? Dá pra fazer produções mais baratas, mais modestas, mais criativas e mais interativas. A garotada gosta de ver os exemplos. E eu gosto de pesquisar.


* * *

Hoje tem Autoramas de graça no Arpoador. "Música Crocante" é o disco novo e está um barato. Vai ouvindo aê pra cantar junto mais tarde!

* * *
Sexta-feira é 11/11/11, o que é uma data redonda e datas redondas são Dia Mundial do Bambolê. Sábado, se fizer tempo bom, tem mega-encontro nos jardins do MAM. Ukuleles e lanchinhos são bem-vindos!

* * *
Lembra do filme das Trigêmeas de Belleville? Se não lembra, deixa eu te refrescar a memória, aqui saiu como 'as bicicletas de Belleville', num grande equívoco de tradução. É uma animação francesa sobre uma senhorinha que tem seu neto ciclista sequestrado em plena tour de france e é ajudada por três velhinhas meio freaks que tinham um trio vocal nos anos 1920. Lembrou? Se não lembrou, é porque não viu - e se não viu, tem que ver.

O ponto é: o tal do vélo-ciné virou verdade:



http://www.youtube.com/watch?v=cpVSmvI-CAs

Tá rindo? Achou que era só um protótipo? Pois olha só, na Inglaterra o tal do Cyclothon (maratonas cinematográficas movidas a pedal) já está rolando a toda: http://www.magnificentrevolution.org/bookings/magnificent-cycling-cinema/cycle-in-cinema/

Eu queria ser genial e ter essas ideias incríveis assim. Não apenas as ideias, como ter pique para executá-las, CLARO.

* * *
Last but not least, Pixies sempre é bom. Mas só depois que terminar de ouvir o disco dos Autoramas linkado aí em cima.


www.youtube.com/watch?v=zjiyXTbIQ5w

sexta-feira, novembro 04, 2011

Da arte da escrita

Já fui do tipo que escreve mais e melhor. É só fuçar posts antigos deste blog para tirar a prova: lá pelos meus vinte e poucos anos, ainda não haviam os 'probloggers', ninguém te pedia midia kit porque, por deus! Era só um blog. Eu mesma fiz um esses dias porque algum conhecido que trabalha numa agência pediu. Não que eu ache que esse blog aqui vai me sustentar (você já deve ter visto uns anunciozinhos por aí. RELAXA, também não acho que este blog vai me sustentar, mas estou observando e testando adsense para os projetos paralelos). Porque naquela época, ninguém vivia de blog, blog era só uma vitrine dos seus textos, dos seus pensamentos, do que mais você quisesse escrever.

Compartilhar links e curiosidades também era muito mais complicado em dois mil e um, dois mil e dois. Só tinha mesmo o blog pra fazer isso. Você acha que Orkut é ultrapassado? Pois a gente usava Friendster e Multiply! Não tinha Twitter, Facebook, Google+ nem nada disso: tinha, sim, um garimpo danado pra achar alguma informação disponível sobre algum assunto específico (geralmente a gente procurava no Altavista e achava num diretório qualquer do Tripod ou do Geocities), mas até para atualizar constantemente essas páginas era complicado, porque requeria alguma noção de html e publicação, então quando vim pro blogger.com, vim com esse espírito, digamos. E com o espírito de uma jovenzinha de vinte e poucos anos que, apesar de trabalhar e estudar, tinha mais tempo e disposição para achar as palavras certas para escrever, também.

Entreter com as palavras, definitivamente, é para poucos: requer uma dedicação que, confesso, não tenho mais, já que divido minha dedicação ao trabalho, aos estudos de pós-graduação, aos projetos paralelos, ao marido, à casa, ao ukulele, à família, ao bambolê e, quando sobra um tempinho, à vida social, atualmente mais online do que qualquer outra coisa. Se você perguntar "mas, Lia, você desaprendeu a escrever?", ouvirá um sonoro "não" como resposta, e te entubo um artigo acadêmico, uma aula de roteiro, duas ou três justificativas de abertura de processo, um plano de comunicação... e te garanto que tudo isso é muito bem escrito! Mas, para isso, precisei aceitar minha verdadeira vocação, que não era ser 'a sucessora de Paul Auster', como eu gostaria. Sabe aquelas histórias incríveis sobre o próprio ato de escrever? Personagens indissociáveis de seus autores? Já admiti que não vou fazer isso. Textos incríveis narrando o submundo do Rio de Janeiro, o rock'n'roll em sua mais pura essência, putarias e bebedeiras? Olha bem pra minha cara de dona de casa responsável, vai ler um Bukowski e não me enche o saco.

Também já admiti, e se você é um desses leitores antigos que me acompanha desde o Elevador.org, sabe disso, que aqui também não é lugar para crises existenciais, relatos pessoais demais, não é lugar de abrir meu coração. Primeiro porque não tenho crise existencial desde 2006, mais ou menos. Segundo porque abrir o coração num espaço onde, potencialmente, todo e qualquer desconhecido pode chegar, não é exatamente meu ideal de privacidade. Depois fica aquele bando de gente que acha que te conhece intimamente porque leu um texto teu na internet... já passei por isso e não quero de novo, não.


Então pra que serve este blog, pelamordedeus?

Faz sentido continuar escrevendo em blog?



Rá.

BAZINGA!

Enganei vocês direitinho. Não, este post não é um post de 'este blog não tem mais sentido'. Foi só um exercício de digitação e brainstorming mesmo. Tenho andado muito sintética ultimamente, e na internet tenho compartilhado mais do que criado (mas é que, gente, a vida offline tá uma loucura! UMA LOUCURA!). Como estou de férias, achei por bem escrever um pouco mais que o habitual, pra lembrar que ainda sei fazer isso.

Fiquem bem.

Pra não perder o hábito do compartilhamento de links, um pouco de Patsy Cline pra vocês. Mas esse fui eu que fiz, ó:


http://youtu.be/F46YX03AH4Y

Fiquem bem. Qualquer coisa, me chamem.
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