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domingo, junho 27, 2010

Flashmob Michael Jackson no Centro

Como se 14 bicicletas sexta à noite na frente do Odeon não fossem WTF suficiente, apareceu essa galera:



Vendo o canal da tal Luciana Jackson, achei muito maneiro: eles rodaram o Centro inteiro, parando em vários pontos (CCBB, Caixa Cultural, Amarelinho), fazendo uma homenagem ao Rei do Pop.

Divertido. E meio bizarro perceber que isso não faz nem dois dias, mas os vídeos já estão disponíveis na internet - lembra quando você filmava em VHS, só podia editar na 2a feira na ilha da faculdade e ainda tinha que converter se quisesse disponibilizar pra alguém? Pois é, eu lembro. E bem. Beat it, beat it! No one wants to be defeated!!

terça-feira, junho 22, 2010

Conteúdo grátis também paga. E às vezes paga bem

Alô você, produtor de conteúdo que não acredita que seu produto possa ser rentável se estiver disponível de graça na internet: se você cobrar 30 reais por um dvd ou por uma assinatura premium, acha MESMO que alguém vai pagar por isso? Quer dizer, alguém vai, mas se não tiver volume de vendas suficiente para torná-lo rentável, seu produto volta para a gaveta eternamente, esperando que alguém distribua ou exiba... você já viu esse filme?

Claro, cada caso é um caso - e é preciso entender quando é caso de liberar conteúdo grátis, quando é caso de cobrar taxa de acesso ou de esperar a venda que virá no momento certo. Mas também é preciso entender que quando o conteúdo está disponível gratuitamente na internet, ele não é realmente gratuito: alguém já está ganhando algo com ele graças aos anúncios publicitários disponíveis nele ou no site que o hospeda, graças ao tráfego que ele leva à página.

Graças aos tais programas de parceria e links patrocinados, esse valor pode ser dividido entre você, produtor, e o veículo que hospeda seu conteúdo, na mesmíssima dinâmica da televisão aberta: quem paga é o anunciante (na internet temos banners, links patrocinados, inserção, páginas especiais, parcerias... muitas, mas muitas formas de veicular publicidade. Mesmo. O próprio produto online pode ser um sample de algo maior que você deseja vender, e não há nada de errado nisso). Logo, se você quer fazer dinheiro, é bom que seu conteúdo seja interessante para milhares de pessoas. Milhares. Porque seu conteúdo interessante atrai gente naquele canal e naquele horário, e você ainda pode ganhar uma grana pelos anúncios que seu conteúdo espetacular ajudou a mostrar. Mas se você quiser ganhar uma soma significativa, tem que levar milhares. MILHARES. E internacionalizar seu conteúdo o máximo possível, para ampliar o alcance. Note a quantidade de comédias pouco cerebradas entre as dez webséries mais assistidas. Pois é, o nível é por baixo mesmo - mas elas alcançam milhões de pessoas.

(não digo aqui que o nível das produções deve ser por baixo! De jeito nenhum! Mas, convenhamos, quanto mais refinado é o humor, mais difícil é para o produto ser aceito por massas. É uma lógica que faz sentido, vai)

Nem tudo é alegria, ok. Na internet, os valores de anúncios ainda são bem mais baixos e, logicamente, também é baixa a remuneração do autor/produtor. E, obviamente, seu produto não terá tanto público quanto teria na TV aberta - na TV são no máximo 20 opções de canais, na internet temos incontáveis... a audiência é muito mais pulverizada!

Mas raciocina comigo: existem filmes lançados em cinema que fazem cerca de 20 mil pagantes. 20 mil! Um vídeo de 4 minutos de um bebê frenético dançando uma versão brasileira de kuduro já fez, até hoje, mais de um milhão de espectadores (que não pagaram nada para assistir ao vídeo, mas receberam publicidade na cara). Vamos fazer as contas: filme de 1 milhão x quantos centavos de real da bilheteria ficam com o produtor versus filme feito com o celular x quantos centavos de dólar o produtor ganha numa parceria de conteúdo com um Youtube ou Videlog.tv da vida se seu vídeo tiver mais de 100.000 visualizações? Ou mesmo que você não monetize seu conteúdo, mas utilize-o para fazer propaganda da sua produtora, ou teaser do seu próximo filme, ou... as possibilidades são infindáveis, precisamos explorá-las.

E a relação custo-benefício é maior, né? Com a tecnologia de hoje, é possível produzir conteúdo muito mais barato do que há dez ou vinte anos atrás - já ouviu falar de um sujeito chamado Gareth Edwards, que fez um filmaço com apenas 15 mil dólares? Edwards trabalhou num telefilme da BBC sobre Átila, o Huno - e fez todos os efeitos visuais SOZINHO, EM CASA, usando After Effects e Photoshop, em apenas 4 meses. Assim, ó. Se liga.

Ou seja, dá pra fazer barato, sim. E dá até pra ganhar com isso, sim - não é certo, não é fácil, mas tem publicidade (a produtora responsável pela tal websérie bebelol mais vista no Youtube oferece serviços e fez com que quase 70 milhões de pessoas soubessem disso. Não é ótimo?), reputação, dá para criar uma base de fãs para um eventual produto pago... e até dinheiro.

Fica a dica. E não, eu não vendo mídia. Não, aqui não tem link patrocinado. Só estou dando ideia pra ver se projetos espetaculares saem da gaveta, se boas histórias são contadas independente da quantidade de verba captada para a produção, se produtores tomam coragem de botar seus filmes antigos pra circular (melhor você botar num canal oficial seu do que deixar que rapidshares desses da vida faturem às custas do SEU conteúdo extraoficialmente, não?), podendo até fazer uma verba extra. Porque espaço é o que não falta, e é claro que o retorno não é certo, mas pode até acontecer.

segunda-feira, junho 14, 2010

Cinema BR: esperando por uma franquia de sucesso

Você leu essa matéria, publicada originalmente no jornal O Globo, que diz que 'Estúdios apostam em filmes baseados em franquias'?

Muito boa, tudo muito bom, mas aqui no Brasil temos dois exemplos de filmes baseados em séries que não foram exatamente sucessos retumbantes de bilheteria (apesar de terem ido muito bem para os padrões brasileiros): 'Os Normais' (1 e 2) e 'A Grande Família'. Ok, você leu 'Cultura da Convergência'? Você está acompanhando toda essa discussão sobre o engajamento dos espectadores quando o produto é aberto, de alguma forma, a participação? Nem é novidade, na verdade, e nem se aplica única e exclusivamente a esse universo: Supernanny já dizia que seus filhos valorizarão mais seu trabalho como mãe e a comida que comem se participarem das atividades na cozinha, Ana Carla já disse que você se envolve com sua cidade e aprende a amá-la quando a conhece, planejadores de comunicação digital cansaram de fabricar mecânicas de promoção que envolvem a participação do usuário, porque ele se sente parte daquilo e vai ajudar a divulgar algo que ele ajudou a construir.

Bem, peguem os exemplos mencionados na matéria - Kick Ass e franquias Star Wars, Marvel e afins -, junte A e B e perceba que, apesar das tentativas até bem sucedidas de adaptação de séries para as telonas aqui no Brasil, ainda falta algo: falta o filme feito por você e para você, fã.

Em breve, teremos 'Desenrola', que contou com a participação do público em praticamente todas as etapas de produção. Teremos 'Tropa de Elite 2', que já é aguardado e comentado com antecedência - e te digo, se não fosse guardada TÃO a 7 chaves, a continuação da história de Capitão Nascimento e seus colegas podia ser MUITO mais comentada por aí, do mesmo jeito que a Marvel fez 'vazar' fotos do Thor, vídeos das filmagens de 'Hulk', easter eggs de 'Homem de Ferro'.

Zé Padilha, libera um teaser de Tropa 2 aí!
[Zé Padilha! Libere mais material pra galera continuar com o interesse lá no alto! Licencie um game à la 'Doom' e action figures!]

Em breve, teremos o filme 'Peixonauta' - baseado em uma série infantil de sucesso, com altíssimo grau de aceitação do público alvo (crianças pequenas), que pode ser um grande sucesso se começar desde já a envolver a molecada na internet, em parques e com brinquedos divertidos.

Quer dizer, potencial para filmes baseados em franquias, há. Mesmo os filmes baseados em séries, programas e produtos da TV Globo, que por si só já são hits de bilheteria, podem virar cases de marketing-cinema-franquia se começarem a envolver a audiência de uma forma não passiva, na frente da tv e, agora, do computador, mas fazendo algo, discutindo, sugerindo e comprando produtos licenciados.

A real é que eu quero um case brasileiro pra estudar e não tenho. Produtores, fica a dica.

sexta-feira, junho 04, 2010

Viabilizando seu projeto criativo: crowdfunding

Ghost bikes são as bicicletas brancas erguidas em locais onde ciclistas morreram (em geral, por imprudência de condutores de veículos motorizados). Há um documentário sendo feito sobre essas bicicletas e eu peguei essa história porque sou bem o tipinho que levanta a bandeira da bike como meio de transporte (embora não possa fazer isso no dia-a-dia por falta de segurança nos trechos por onde passo): mas o mais legal é reparar COMO o documentário está sendo financiado: como não é um projeto caro demais, ele é financiado pelo Kickstarter, um site onde você mostra seu projeto e quem acredita nele pode doar qualquer quantia a partir de um dólar (a partir de determinadas quantias, o produtor se compromete a enviar o arquivo para baixar, o filme em dvd ou até mesmo colocar o nome do sponsor nos créditos).

É uma alternativa curiosa de modelo de negócios para produções mais modestas, que muitas vezes não têm gastos suficientes para justificar a entrada num edital de RS$ 50 mil, mas precisam de fundos do mesmo jeito.

(já conhecia esse modelo para projetos de negócios iniciantes, com um outro site cujo nome agora não me recordo. o Kickstarter é só para projetos criativos)

O pagamento é pelo sistema da Amazon, quem paga só terá a quantia debitada se o projeto atingir a meta de 100% dos fundos levantados. Até onde sei, você precisa de uma conta corrente e um endereço dos EUA para inscrever seu projeto neste sistema. De qualquer forma, ou você tem algum amigo lá fora que recebe o fundo por você, ou... por que não criar um site brasileiro nesses moldes para estimular as produções mais baratas? Já existe o Vakinha, mas não sei até que ponto ele funcionaria pra isso.

Primeiro porque o brasileiro ainda tem muita resistência a pagamentos pela internet (80% das compras por internet são concentradas nos grandes varejistas pontocom - Americanas, Submarino, Saraiva...). Segundo porque o brasileiro não ganha o melhor salário do mundo: ele ajuda seus amigos e parentes, mas... apoiar financeiramente um filme, um projeto cultural ou criativo? Não é muito a nossa cara.

De qualquer forma, com alguma pesquisa, pode ser possível encontrar um sistema desses de Crowdfunding ( http://crowdfunding.pbworks.com/ tem vários exemplos ) que atenda a projetos no Brasil.

E vamos que vamos. Tem projeto independente feito em casa ou com a câmera digital que não precisa de grandes quantias para ser executado, mas que não tem os cincomil necessários para ir pra frente e acaba na gaveta. É bom saber que modelos alternativos de negócio existem.

quarta-feira, junho 02, 2010

Historinhas do mundo corporativo #001

Acabo de explicar pra uma colega 20 anos mais velha que não é porque você é o Oliver Stone que leis federais de imigração não valem pra você. A colega, profissional de comunicação (o '20 anos mais velha' é só para frisar que ela é, claro, mais vivida e mais experiente), não sabia que o Brasil exigia visto dos EUA - e, agora que sabe, simplesmente não aceita que isso possa acontecer. "Ele é um diretor de cinema, ele é famoso!". E? Erro de quem não providenciou o visto a tempo, correto?

O departamento de consultoria de Lounge recomenda ao jovem leitor: mesmo que você seja da área de cultura e entretenimento, leia também os cadernos de Economia, Tecnologia, Política e Internacional (eu dispenso os classificados de carro, sou pró-bicicleta), porque saber o que acontece nessas áreas no mundo tem impacto direto no seu trabalho (vai que você precisa conseguir um visto de trabalho para um diretor que vem divulgar um filme no Brasil? Você precisa saber como funciona, qual o tempo mínimo até sair o visto!). E a outra recomendação importantíssima é: ok, você não sabia, não acompanhou o noticiário, não é uma falha grave. Não mesmo. Mas aceite de bom grado as informações que te dão ("Ah, é? Puxa, não sabia! Obrigada por me manter atualizada!"). Pega bem, não custa nada agradecer, e ainda poupa seus colegas de trabalho de maiores constrangimentos.
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